Intelectuais conclamam a sociedade e a Nação a nos levantarmos

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Querida amiga Lola Laborda, Especialista em cinema e audiovisual, Salvador, BH

Parabéns por suas preocupações com nosso País, sua democracia e o seu destino sob o golpe de Estado que sofremos. Alegro-me com seu espírito sensível à arte cinematográfica e pela demonstração que faz em audiovisuais da nossa dura realidade.

Pois bem amiga, o golpe se configura cuidadosamente no Brasil e, principalmente, fora daqui.  Os lances foram o barulhento “mensalão” que a Globo e seus servos jogaram como alimento de uma sociedade subalterna de informações adúlteras e de verdades prostituídas. O próximo lance foram as manifestações manipuladas de 2013, depois a queda do avião que matou Eduardo Cunha e, 2014, livrando a “santa” Marina Silva; posteriormente a tentativa de encharcar a campanha eleitoral de 2014 com as mentiras de delegados, promotores e juízes da republiqueta de Curitiba. O último lance foi o da insanidade de Câmara dos Deputados e os canalhas do Senado Federal, totalmente surdos e cegos para as provas da inocência de Dilma.

 Enfim, vivemos sob o golpe com atores de boa parte do judiciário, do ministério público e da polícia federal, todos pagos com altos salários do Estado Brasileiro. A marca da atuação daqueles marginais da verdadeira justiça é a de ser claramente parciais na proteção dos maiores corruptos e golpistas, que infestam o País com suas porcarias e roubos.

 Os “estudados” desses setores nada mais fazem do que pintar com vocabulário e discursos empolados o que as pessoas senso comum manifestam. Esses falsos intelectuais, desonestos em sua essência, nem imaginam que os discursos e atitudes de pessoas do povo nada mais são do que repetição mimetizada do que  a mídia e os maus funcionários públicos, que identifico acima, produzem para empurrar o Brasil para fora da democracia e entregá-lo a uma ditadura, que, por sua vez, protegerá o assalto imperialista de nosso território, coisa que já acontece a passos acelerados.

 Felizmente há intelectuais fora dessa órbita medíocre matrizada pela republiqueta de Curitiba.

 Para servir a esses maus propósitos  a mídia faz o festival da indústria da produção de idiotas e mal informados.

 Abaixo posto um manifesto de intelectuais de várias áreas, inclusive da teológica e pastoral, mas todos unidos contra o autoritarismo jurídico, uma das formas de encaminhar golpes de Estado, e a favor da cidadania.

 O manifesto é um grito que pede urgência na derrubada do autoritarismo jurídico. Na conclusão os intlectuais conclama: “Já é passada a hora de a sociedade brasileira dar um basta a poderes que se colocam acima da lei, que atropelam direitos humanos e civis, e que estão induzindo o país a um conflito que pode ganhar enormes proporções.”

  • Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
  • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

 

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Cidadania urgente: Basta de autoritarismo jurídico

Basta de autoritarismo no uso seletivo e partidarizado praticado por setores do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal, estimulados pela grande mídia oligopolizada.

É com indignação que nos manifestamos contra o rompimento continuado do estado democrático de direito no Brasil. Interpretações parciais de procedimentos judiciários, exacerbados e estimulados por um sentimento de ódio que tomou conta de setores privilegiados da sociedade brasileira, empurram nosso país para um retrocesso impensável e negam princípios básicos de respeito a uma ordem democrática tão duramente conquistada na luta contra a ditadura militar.

Tratar a política como crime e os políticos como criminosos é uma demonstração preocupante de ignorância quanto ao funcionamento das sociedades humanas e do lugar da política na construção dos fins da ação pública. Desrespeitar, de forma reiterada, o direito de defesa, coagir pela violência através de suposições de delitos não comprovados, condenar pela imprensa espetaculosa sem levar em conta um elemento central dos direitos civis, que é a presunção de inocência, que atribui ao acusador o ônus de provar a culpa e não o contrário, tudo isso fragiliza a cidadania diante de poderes que podem, facilmente, se tornar tirânicos.

Já é passada a hora de a sociedade brasileira dar um basta a poderes que se colocam acima da lei, que atropelam direitos humanos e civis, e que estão induzindo o país a um conflito que pode ganhar enormes proporções.

Assinaturas iniciais:

Paulo Sergio Pinheiro (cientista político, USP; relator de direitos humanos, ONU)
Wanderley Guilherme dos Santos (cientista político, IESP-UERJ, membro da Academia Brasileira de Ciência)
Marco Lucchesi (Letras-UFRJ, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras)
Leonardo Boff (teólogo)
José Miguel Wisnik (crítico literário, USP, músico)
Roberto Saturnino Braga (ex-senador, Presidente do Centro Internacional Celso Furtado)
Alfredo Bosi (crítico literário, IEA-USP, editor de Estudos Avançados)
Luiz Pinguelli Rosa (físico, COPPE-UFRJ)
Frei Beto (escritor)
Silke Weber (socióloga UFPE)
Hebe Mattos (historiadora UFF)
Ennio Candotti (físico, ex-presidente SBPC)
Joel Birman (psicanalista, UFRJ)
Luiz Alberto Gomez de Sousa (sociólogo, Universidade Cândido Mendes)
Carlos Morel (biólogo, FIOCRUZ)
Jurandir Freire Costa (psicanalista, UERJ)
Isabel Lustosa (historiadora, Casa Rui Barbosa)
Ricardo Rezende (antropólogo, Escola de Serviço Social – UFRJ)
Afrânio Garcia Jr. (antropólogo, École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris)
Cecília Boal (psicanalista, Teatro do Oprimido)
Moacir Palmeira (antropólogo, Museu Nacional – UFRJ)
Ivo Lesbaupin (sociólogo, ex-presidente da ABONG)
Heloísa Starling (historiadora UFMG)
José Ricardo Ramalho (sociólogo, IFCS, UFRJ)
Dulce Pandolfi (historiadora, CPDOC-FGV)
Adalberto Cardoso (sociólogo IESP-UERJ)
José Sergio Leite Lopes (antropólogo Museu Nacional-CBAE-UFRJ)
Regina Novaes (antropóloga, UFRJ)
Beatriz Heredia (antropóloga, IFCS-CBAE-UFRJ)
Agostinho Guerreiro (engenheiro, ex-presidente do Clube de Engenharia)
Elina Pessanha (antropóloga, IFCS-UFRJ)
Lígia Dabul (antropóloga UFF)
José Roberto Novaes (economista, cineasta, UFRJ)
Patrícia Birman (antropóloga, UERJ)
Sarah Telles (socióloga, PUC-Rio)
Rosilene Alvim (antropóloga, IFCS-UFRJ)
Regina Morel (socióloga, IFCS-UFRJ)
Charles Pessanha (cientista político, UFRJ)
Neide Esterci (antropóloga IFCS-UFRJ)
Ana Heredia (bióloga, editora revistas científicas)
Alba Paiva (psicanalista)
Oscar Acselrad (engenheiro, UFRJ)
Michael Lowy (sociólogo, diretor de pesquisa do CNRS, França)

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