Hildegard Angel de olhar artístico e revolucionário viu perfeitamente a mulher Marisa Letícia Lula da Silva

Marisa-Hildegard

Querida amiga Profª Dra. Tania Mara Vieira Sampaio, Brasília, DF  

Penso reagir ao texto de uma grande mulher que escreveu sobre outra, heroína, guerreira e cumpliciada com nosso povo e pensei em ti, minha amiga de muitos anos e muito mais que não nos vemos.

Saudade de ti e de teu marido Jorge.

Bons tempos aqueles de nossas escaramuças no Rio Grande do Sul quando a ditadura nos espreitava e tentava destruir.

Ao procurar-te tive a alegria de saber de tua docência aqui em Goiás, em Luziania no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Imagino tua alegria na atuação numa instituição de peso público.

O que me move ao escrever-te é o assunto lapidado e trabalhado com arte e estilo, o texto sobre Marisa Leticia Lula da Silva escrito pela jornalista, atora e estilista Hildegard Angel.

Recorro ao princípio do pai da psicanálise, Sigmund Freud que ensinou que “quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo.”

É evidente que o mestre trabalha com esta frase no universo pantanoso e pedregoso do mecanismo de projeção, geralmente praticado pelas pessoas que apedrejam as outras sem perceber que as maldades e males que nelas descrevem são seus.

Ao me referir a Hildegard não a tomarei nesse sentido, mas no de uma mulher de hoje que sabe a partir de seus imensos e belos valores percebê-los presentes, vivos e ativos em Marisa, tamném.

Ao escrever belamente sobre Marisa Letícia, Hildegard descreve-se e nisso estilhaça a mediocridade fascista do olhar envenenado  e pestilento dos xingamentos desprezíveis dos bolssnaristas, aecistas, serristas, fhacistas, alckiminzistas, moristas, midistas e outros demônios que atuam em suas almas, como demonstrei nesta carta que escrevi sobre a histeria.

Pudera, Hildegard é irmã do jovem herói brasileiro, militante do MR-8, Stuart Angel Jones, que entre o bolorento mundo da família burguesa e a sua falsa vida boa preferiu a luta, mesmo que sua existência corresse perigos. Stuart foi preso, barbaramente torturado e morto pelos agentes violentos e sanguinários da ditadura terrorista.

Hildegard cresceu no clima do efevercência de outra gigante que enfrentou e afrontou os generais golpistas e ganhou projeção nacional e internacional na denúncia da prisão e assassinato de seu filho. Sua mãe famosa, que ganhou um filme em sua homenagem com a grandiosa Patrícia Pillar fazendo o papel de Zuzu Angel.

Nossa articulista e blogueira descreveu Marisa com o espírito do irmão revolucionário e com sensibilidade artística de Zuzu, sua mãe, também reconhecida estilista fazedora de mulheres lindas.

Irmã de Stuart e filha de Zuzu Angel essa colunista do Jornal do Brasil carrega o arquétipo profético revolucionário de seu irmão, que não temeu a própria morte pelo Brasil e de sua mãe que não se acovardou nem se amesquinhou pensando nos negócios, mas se entregou à eternidade que imortaliza mulheres inteligentes, meigas e ferozes na denúncia da máquina assassina dos golpistas que que têm com marca o ódio aos jovens e às mulheres brilhantes.

Zuzu foi igualmente assassinada num “acidente” de automóvel arranjado no bairro São Conrado no Rio de Janeiro em abril de 1976, como mostra o filme.

Quando se refere “aos 8 anos de bombardeio…” sofridos por Marisa e Lula por parte da mídia tradicional brasileira, especializada na desonra de avacalhar o povo, Hildegard sabia por experimento involuntário próprio do que a elite endinheirada é capaz de fazer para destruir imagens e vidas, quando se sente “invadida” no poder que julga ser  sua propriedade.

Ao se referir à cumplicidade profunda e alegre do casal Lula-Marisa, abastecidos permanentemente na cultura popular e nos seus símbolos, nossa articulista revela sua capacidade de desenhar no texto a beleza do povo fazendo festa junina no palácio outrora também ocupado pelos ditadores que sangraram a democracia e o povo brasileiro e pelo neoliberal que enfraqueceu os laços fraternos em troca da concorrência fratricida capitalista.

Nossa autora faz espetáculo, no bom sentido da arte, e mostra a mulher Marisa plenamente embebecida de suas raízes culturais italianas e de seu papel na vida de Lula, não como dama emperiquitada e esnobe,  mas como militante sempre disposta ao apoio e também à critica quando necessária. Também ao “fotografar” Marisa mostrou que essa guerreira fez muito bem ao mobilizar milhares de mulheres em solidariedade e denúncia contra as prisões de seus maridos, Hildegard não esquece de afirmar que não descreveu Marisa e Lula enquanto no poder para não ser tachada de bajuladora.

Mais uma vez aí explode a alma da mulher que ao falar na outra externa a si mesma.

No ambiente de dura luta armada com perda das melhores vidas, entre elas a de seu irmão e a de sua mãe, nossa polivalente escritora sabe que quem luta não faz bajulações nem elogios gratuitos.

Os que bajulam e batem gratuitamente nas costas são os mesmos que puxam tapetes e mandam matar. Os revolucionários se articulam e articulam o povo, apaixonados pela utopia de uma sociedade sem crimes, sem traições, sem bajuladores covardes e sem injustiças.

Caso não leste o lindo texto à Marisa Letícia Lula da Silva posto aqui o link para que acesses o blog Hildegard Angel, pleno de inteligência, feminilidade, arte e beleza.

O texto nascido dessa autora é água fresca que alivia nossas angústias e lamentos na conjuntura eivada de ódio fascista e de burrice. Através dele emergem duas mulheres exemplares e também o que há de melhor em nosso povo.

Mas, como diz o povo em meio às dificuldades: “isso vai passar”, refiro-me à angústia da história repetida como farsa e tragédia, como ensinaram Marx e Engels no “Manifesto…”!

A desgraça da tragédia do aneurisma que abala Marisa e das perseguições impostas por um juizeco entreguista ´passarão pela luta e pela energia de pessoas como Marisa, Hildegard, Zuzu e Stuart Angel.

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  • Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
  • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

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