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25% dos neopentecostais já não apoiam Bolsonaro e pastor critica a reforma da previdência

Como sabemos, Jair Bolsonaro, elegeu-se “presidente’ escudado no discurso charlatão, messiânico e falsamente religioso.

No entanto, os discursos de campanha e ainda feitos agora, são caóticos e a cusparada de um só versículo decorado (8, 32), arrancado a porrete do evangelho de João, sem a menor orientação minimamente teológica, sempre agrediram a população formada em Bíblia, em teologia e em ciências humanas, ainda que basicamente.

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As denúncias contra a imoralidade que eivaram e eivam os discursos de Bolsonaro não faltaram, sobretudo a desonestidade intelectual, sinal de descompromisso com a verdade, com a justiça e com o amor ao Brasil. Todavia, amplos setores ditos evangélicos e os ditos católicos, com padres e bispos atuando abertamente como cabos eleitorais, ao ponto de minimizar a vergonha do apoio que deram ao golpe imperialista e militar, o sangrento movimento de 1964,  com as “marchas com Deus pela liberdade” e com o “família que reza unida permanece unida”.

Mas a madame verdade  entra e abençoa as pessoas de boa vontade e as que se deixam humildemente iluminar, usando seu método honesto de observação da realidade que se impõe soberana,  apesar e contra o discurso mentiroso, injusto e mau caráter da gangue Bolsonaro,  de seus cegos e acachapados seguidores.

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Esse é o caso do pastor José Reis, da Igreja o Brasil para Cristo do Satecomã.

Num debate sobre a Previdência Social com Ciro Gomes em Heliópolis, São Paulo, Reis,  numa postura inteligente e solidária,  que todos os ditos seguidores de Jesus deveriam ter, lamentou com tristeza  a batalha cotidiana  dos moradores de periferia de São Paulo para conseguir ao menos pagar o aluguel e contas básicas.  Ele alerta para o perigo do povo cair em discursos comprados com verba publicitária de empresários e apresentadores de TV, como fizeram Ratinho e Silvio Santos em apoio ao miliciano na presidência,  Jair Bolsonaro e ao âncora do inferno, Paulo Guedes.

Silvio Santos, que construiu uma Babilônia explorando os pobres e suas carências, defende uma reforma que não muda em nada suas vidas já abastadas, mas que  dificultarão, para não dizer inviabilizarão, o sustento de diversas pessoas em situação vulnerável pelo Brasil.

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O pastor narra em discurso a Ciro Gomes e à plateia, que debateu a deformação da Previdência Social,  a dor que sentiu ao se encontrar com um idoso que lhe relatou que foi golpeado por inúmeros bancos que o iludiram com empréstimos fáceis, restando-lhe receber do salário mínimo de sua aposentadoria apenas R$ 8, 00 (oito reais). Ato contínuo a proprietária do imóvel promove o seu despejo, jogando-o desumanamente nas ruas.

“Quem defende a mensagem de Cristo não pode se aliar aos que tiram dos pobres”, afirmou o pastor José Reis em vídeo na sua conta no Facebook.

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O pastor José Reis certamente não faz parte dos 25% dos que se arrependeram de confiar e de votar na tragédia do Brasil, elegendo a gangue do clã Bolsonaro. Sua postura cristã certamente sempre o posicionou inteligentemente nos caminhos dos pobres, injustiçados, roubados, mentidos e golpeados.

“Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Lucas 18:24-25)

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