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A causa do assassinato de Bruno e de Dom nos genocida

É evidente que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Philips forma assassinados por criminosos comuns e peixes menores do universo do crime. A linha é a mesma dos assassinatos de Chico Mendes e da Irmã Dorothy. Quem apertou os gatilhos das armas que lhes tirou as vidas foram tarefeiros a mando de poderosas organizações comerciais, garimpeiras, extratores de madeira, de animais silvestres, de ouro e de outras riquezas da Amazônia, mesmo ao custo das vidas de mártires amorosos da vida.

Como demonstro na edição do Programa Mergulho nas Notícias desta quarta feira, 22/06/22, às 19 horas, com vários vídeos editados, o próprio capiroto Jair Bolsonaro é indício vivo da desproteção ambiental e indígena de toda aquela vasta região.

A destruição da FUNAI – Fundação Nacional do índio – pelo desgoverno violento de Jair Bolsonaro expõe os indígenas e suas reservas à ganância e à própria morte praticada pela fome de lucros das redes mineradoras e empresas de pescados. Segundo matéria jornalística do site Brasil 247 com base no jornalista Lúcio de Castro, da Agência Sportlight,  “a política de destruição da Funai no governo Bolsonaro tem suas exceções. Sob a presidência do policial federal Marcelo Xavier, homem de confiança do presidente, há uma categoria emergente: são os novos milionários. Ganhos de milhões em meses para alguns e um mesmo padrão: empresas abertas pouco tempo antes de assinarem com a instituição; dispensa de licitação, valendo-se da lei 14.217 para enfrentamento da covid assinada em outubro de 2021. E mais: o representante que responde por um dos fornecedores aparece no Diário Oficial da União em cargo de chefia do órgão”. Lúcio de Castro relaciona e nomina as empresas criminosas que têm o apoio de Bolsonaro para passar a boiada e de baciada no desrespeito aos interesses nacionais e constitucionais representados pela preservação das vidas humanas, animais e ambientais amazônicas.

Hamilton Mourão, usando de sua conhecida descompostura, grosseria e desrespeito de militar provindo da ditadura, dos porões da maçonaria, tosco e cruel “…disse que a morte do jornalista britânico Dom Phillips, assassinado juntamente com o indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira na região do Vale do Javari, na Amazônia, foi “efeito colateral” e que ele “entrou de gaiato nessa história”. Ainda segundo Mourão, caso haja um mandante do duplo homicídio, este deve ser um “comerciante da área que estava se sentindo prejudicado” pelas ações do indigenista”. Claro, tosco, de alma de porco espinho,   o “seo” Hamilton Mourão não perdeu a oportunidade para despejar preconceitos contra os trabalhadores ribeirinhos pobres e compará-los preconceituosamente com os favelados perseguidos pelas polícias milicianas nas cidades. Disse o porco espinho da vice-presidência: “Essas pessoas aí que assassinaram, provavelmente, os dois são ribeirinhos, gente que vive também ali no limite de, vamos dizer, ter acesso à melhores condições de vida. Vivem da pesca. […] Essa é a vida do cara. Mora numa comunidade que não tem luz elétrica 24h por dia, é gerador. Quando tem combustível, o gerador funciona, quando não tem, não funciona. Então é uma vida dura”, expeliu o venenoso ante pobres com o objetivo de proteger os grandes por detrás dos assassinatos de Bruno e de Dom (leia a reportagem).

O meu amigo jornalista Moisés Mendes, também colega colunista do Brasil 247, desmascara “o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Fontes, seguiu a mesma linha – do alma de porco espinho Hamilton Mourão – e disse o seguinte em entrevista hoje pela manhã à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre: “O jornalista, ao que tudo indica, estava no lugar errado, na hora errada, com a pessoa errada”.

Felizmente o jornalista Mendes desmontou esse delegado bolsonarista e protetor dos interesses de bandidos na Amazônia.

“O raciocínio do delegado parte da premissa clássica do reacionarismo de que o jornalista não deveria estar ali. É uma abordagem enviesada do trabalho de quem corre riscos para chegar à bandidagem que ameaça os povos isolados da floresta.

É mais do que uma visão simplória do que aconteceu, na linha da conversa de bar de que o morto sempre está no lugar errado, “completou indignado o jornalista Moisés Mendes (leia no site Brasil 247).

Porém, os pontos de fogo e de morte nas agressões correntes no Vale Javai e em toda a Amazônia são decididos e planejados distantes e fora de lá. A motivação para essa guerra é a decadência neoliberal e a erosão dos lucros dos que devastam a natureza e estraçalham os trabalhadores em busca de lucros e de concentração de riquezas.

A decadência do mercado e do capitalismo torna os burgueses ainda mais furiosos e bandidos. Na ação de abocanhar as riquezas roubadas eles não titubeiam em matar, em desestruturar todas as proteções estatais indígenas e ambientais.

A única saída para barrar o extermínio passa pela ampla mobilização popular. Esta força poderosa é anterior às eleições e posterior  a elas no aprofundamento do poder do Estado na sua missão de proteção ambiental, das vidas e dos povos originários.

Os criminosos atuantes na Amazônia, que têm porta vozes no Planalto e no Jaburu, agem às sombras da sociedade, das leis e do estado de direito, totalmente em frangalhos.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

Acesse e mergulhe conosco nesta  QUARTA FEIRA, 22/06/22, ÀS 19 HORAS  e analisemos as causas do terror e do inferno que nos atingem!

PROGRAMAÇÃO DO CANAL E DO SITE CARTAS PROFÉTICAS

– Chimarrão Profético: todas as terças e quintas feiras, às 11 horas;

– Fé e  Luta: todos os sábados, às 11 horas;

– Mergulho nas Notícias: todas as quartas feiras, às 11 horas;

– Arte e Vida: todas as sextas feiras, às 19 horas;

– Reflexão do Evangelho: todos os sábados às 19 horas;

– Vigília e Resistência: sextas feiras, às 11 horas;

– Impactos das Notícias: notícias analisadas a qualquer momento (ao vivo).

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