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A ciência ajuda a entender que somos desgovernados por um assassino louco

Por Dom Orvandil.

O colunista do Cartas Proféticas, Filósofo, Teólogo, Músico, Jornalista, Pedagogo e ativista, Daniel da Costa escreveu sobre o valor da ciência como forma organizada, empírica e pesquisadora, para além das opiniões grupais e particulares, de conhecer a realidade complexa que nos compõe.

Somos absolutamente complexos e nada sabemos da realidade se tentarmos compreendê-la a olhos nus, sem as ferramentas científicas e tecnológicas.

Eu mesmo passo por situação de espanto em face de minha ignorância absoluta a respeito de aspectos fundamentais da vida. Fui atingido por cegueira crescente, que me maltrata há mais de dois anos. Não conseguia compreender porque minha visão sumia gradativamente após cirurgias nos dois olhos. Pior, no processo de consultas médicas, exames, investigações e medicações médicas de profissionais dedicadas, jovens e preocupadas, as vi perderem a batalha diante de minha cegueira.

Não desisti. Com o apoio maravilhoso de pessoas profundamente solidárias fui ao encontro da saúde pública. Lá encontrei cientistas, professores de medicina, estudantes em fase de residência e especialização oftalmológica, tod@s muito empenhad@s e insistentes, perseguindo tenazmente um princípio que enunciaram em nossos encontros: “estamos lutando para que o senhor não fique cego”.  E assim descobriram que o problema nascia bem longe de meus olhos. A cegueira provinha de uma infecção na coluna, bem lá em baixo no cóccix.

Provavelmente morrerei sem entender o que infecção no cóccix tem a ver com cegamento, com nuvem perturbadora sobre as retinas, que me desesperavam e retiravam deste trabalho, que amo fazer e de todas as outras minhas atividades.

Aprendi mais uma vez que não sei quase nada nem sobre mim mesmo, sobre meus olhos, sobre meus órgãos. Aprendi mais: que preciso do conhecimento que pessoas constroem em outras áreas que não são do meu domínio.  

Esse resumido depoimento é para afirmar que vivemos em nosso Brasil maltratado por um prepotente, desalmado, despido de compaixão e de respeito pelo povo a quem deveria servir com amor, carinho e dedicação patriótica.

Afirmo todos os dias aqui, que o malfeitor e miliciano Jair Bolsonaro não é somente louco pessoalmente com sua famiglia, mas que comporta-se como genocida frio, calculista e sanguinário.

Até agora o meliante na presidência funcionou como fantoche engraçado do mercado nacional e internacional, de onde vem a eleição fake news dos que o colocaram imerecidamente na cadeira  daquela liderança da república. Contudo, o delinquente é de tal modo escandaloso nas mentiras e nas ameaças ao povo brasileiro, pensando agradar os donos dos monopólios e oligarcas, que nem mesmo os manipuladores das desgraças o querem mais.

Jair Bolsonaro é escandaloso porque maníaco perverso nas crueldades genocidas contra o nosso povo. Não há dúvidas de que a disposição do fascistóide é a de eliminar os velhos, os trabalhadores e os pobres do Brasil.

Como sou sensível à ciência, principalmente a exercida por pessoas nobres na luta na defesa de “um outro mundo é possível” –  sem opressão, sem injustiças, sem classe dominante e classe dominada, feita de escravos sem direito a nada –  nos estudos que fazem dessa realidade espantosamente ameaçada por um grupo de desvairados e satânicos serviçais da guerra de eliminação, como vem procedendo o desgoverno de Jair Bolsonaro.

Jeferson Miola, Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial, enquadra-se no perfil do cientista que coloca seu saber a disposição do bem da humanidade.

Meu conterrâneo gaúcho Jeferson compreende, graças à ciência e não por questão partidária, que o povo brasileiro somos ameaçados seriamente por um genocida de alta periculosidade a serviço dos interesses mais egoístas e desumanos, que escapam à compreensão de grande parte da opinião pública.

Recomendo a vocês que leiam cuidadosamente o artigo abaixo do intelectual Jeferson Miola, que afirma que “Bolsonaro apresenta características definidas no MSD [sigla em inglês do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais] compatíveis com o Transtorno de personalidade antissocial [TPAS] – aqui.”

A sua solidariedade nos ajuda muito a trabalhar aqui no Cartas Proféticas. Continue e reforce a campanha com seus contatos: http://cartasprofeticas.org/colabore

Povo brasileiro sob ameaça de um genocida

No blog dele.

Na definição do MSD, “pessoas com transtorno de personalidade antissocial cometem atos ilegais, fraudulentos, exploradores e imprudentes para ganho pessoal ou prazer e sem remorsos; eles podem fazer o seguinte:

  • Justificar ou racionalizar seu comportamento (p. ex., achar que perdedores merecem perder, tomar cuidado com o número um)
  • Culpar a vítima por ser tola ou impotente
  • Ser indiferente aos efeitos exploradores e prejudiciais de suas ações sobre os outros”.

Na descrição do MSD, “pacientes com TPAS podem expressar seu descaso pelos outros e pela lei […]”, … “podem enganar, explorar, fraudar ou manipular as pessoas para conseguir o que querem (p. ex., dinheiro, poder, sexo)” … “são muitas vezes facilmente irritados e fisicamente agressivos; … “Não há remorso pelas ações” … “Esses pacientes não têm empatia pelos outros e podem ser desdenhosos ou indiferente aos sentimentos, direitos e sofrimento dos outros”.

Apesar desses notórios traços sociopatas, biologizar-se ou psicologizar-se o comportamento do Bolsonaro pode turvar a compreensão acerca do perigo ainda maior que ele representa, sendo um genocida no exercício do poder.

Convenção da ONU para a prevenção e a repressão do crime de Genocídio, de 11 de dezembro de 1948, classifica Genocídio como “delito relevante na esfera do direito internacional e pertencente à categoria dos crimes contra a humanidade [Crimes de Guerra]” [Dicionário de Política, Norberto Bobbio e outros].

Para a ONU, Genocídio é “qualquer dos seguintes atos, cometidos com a intenção de destruir no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso: [a] matar membros do grupo; [b] causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; [c] submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial. …” [Convenção].

Na maneira como conduz o governo e no comportamento pessoal ante a pandemia do coronavírus, Bolsonaro não deixa dúvidas de que é um genocida.

Ele age deliberadamente para não impedir a disseminação descontrolada da infecção, em que pese as recomendações científicas descritas nos protocolos do próprio Ministério da Saúde e no Regramento Sanitário Internacional, que o Brasil é obrigado a seguir.

Bolsonaro deliberadamente também abandona e deixa desprotegidos mais de 100 milhões dos brasileiros mais dramaticamente expostos aos efeitos econômicos da crise, notadamente  a população negra, feminina e periférica.

Com sua atuação irresponsável e criminosa, Bolsonaro sujeita o país a uma catástrofe humanitária, sanitária e econômica que causará um extermínio populacional seletivo.

Bolsonaro é um genocida que precisa ser urgentemente contido e afastado do cargo.

Em 6 de maio de 1952, em ato que incorporou a Convenção da ONU sobre Genocídio ao ordenamento jurídico nacional, Getúlio Vargas decretou “Que a referida convenção, apensa por cópia ao presente decreto, seja executada e cumprida tão inteiramente como nela se contém” [Decreto 30.822].

O Decreto 30.822 estabelece as condições legais para a Câmara dos Deputados autorizar o julgamento de Bolsonaro pelo STF, como estipula o artigo 86 da Constituição.

No artigo IV, a Convenção obriga a punição das “pessoas que tiverem cometido o genocídiosejam governistas, funcionários ou particulares”, e estabelece o compromisso dos Estados nacionais a “tomar, de acordo com suas respectivas constituições, as medidas legislativas necessárias a estabelecer sanções penais eficazes aplicáveis às pessoas culpadas de genocídio”.

No artigo VI, a Convenção da ONU define que “As pessoas acusadas de genocídio serão julgadas pelos tribunais competentes do Estado em cujo território foi o ato cometido ou pela Corte Penal Internacional […]”.

Bolsonaro é uma ameaça muito maior que a pandemia do coronavírus. Ele expõe a maioria pobre e desvalida da população brasileira ao risco de morte e extermínio coletivo.

A trajetória de Bolsonaro é marcada pela apologia à tortura e pela idolatria de torturadores; pela ovação do estupro e pelo ódio às mulheres e a todas pessoas não enquadráveis na hétero-normatividade. Bolsonaro dizima os povos originários subsistentes, como as nações indígenas e os quilombolas, para entregar suas terras à ganância econômica.

A oligarquia dominante, que através do Estado de Exceção fraudou a democracia para colocar Bolsonaro no poder, agora tem a obrigação de julgá-lo, condená-lo e afastá-lo da presidência.

A deposição do Bolsonaro é um imperativo para a preservação de milhares – ou talvez, de milhões – de vidas de brasileiros e brasileiras ameaçadas de extermínio pelo genocida.

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Um comentário

  1. "A ciência ajuda a entender que somos desgovernados por um assassino louco". Ajude-nos a alavancar o Cartas Proféticas compartilhando somente a chamada e o link desta postagem: http://cartasprofeticas.org/a-ciencia-ajuda-a-entender-que-somos-desgovernados-por-um-assassino-louco/

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