CNNB e movim. sociais

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ouve os trabalhadores na defesa dos três “Ts”

A jornalista Tereza Gruvinel o site Brasil 247 narrara, por que era uma apenas dos dois  órgãos da mídia presentes, que “na manhã deste domingo (12/011/17), o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB,  cardeal dom Sergio da Rocha, reuniu-se na sede da Cúria Metropolitana com líderes e representantes de diversos movimentos sociais no “Encontro de Diálogo”, primeiro de uma série de eventos em busca de maior sinergia entre a Igreja e os que lutam pelos “três Ts”: Terra, Teto e Trabalho.   Trata-se da implementação de uma recomendação expressa do Papa Francisco, que ao participar do Encontro Mundial de Movimentos Populares, em 2015, declarou:  “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que provém do trabalho.”  Francisco foi muitas vezes enaltecido ao longo do encontro em que o arcebispo e seu auxiliar, dom Leonardo Steiner,  ouviram relatos dos líderes de movimentos que atuam no Distrito Federal.”

Continua Tereza, “participaram do encontro o MTST, o MST, o MOPOCEM (Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor), o Passe Livre, a Marcha Mundial de Mulheres, a Contag, a CUT e diversos sindicatos. Ao todo, 22 entidade relacionadas com a luta por terra, habitação e trabalho no Distrito Federal.  Numa sequência de apresentações, eles falaram sobre os dramas vividos por populações que enfrentam a grilagem de terras, a criminalização dos movimentos sociais, a perda e a violação de direitos trabalhistas (acentuada a partir da vigência da reforma trabalhista de Temer, que mereceu naturalmente uns gritos de “fora”), a degradação ambientel,  a perseguição à população de ruas, o assédio e a violência contra as mulheres pobres e trabalhadoras, enfim,  falaram das mazelas que acontecem  na capital federal, sob os olhos indiferentes e cúmplices dos que governam o país”.

Os números mostrados pelos movimentos sociais  apontam para o descambamento e degradação das vidas dos/as trabalhadores/as,  graças ao golpe de Estado promovido pela quadrilha que ocupou o poder da República.

Leia mais no artigo da jornalista Tereza Gruvinel que encerra com a fala de dom Sérgio Rocha, cardeal presidente da CNBB que declarou que anotou tudo nos papeis e no coração tudo o que ouviu e  “reiterou a disposição de dar consequência ao encontro, orientando as instâncias da Igreja a atuarem em conjunto com os movimentos populares. Pediu também que eles e reportem com mais frequência à Igreja, que pode também, como ele tem feito, atuar como mediadora junto ao poder público em alguns casos.”

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