Os canalhas

A farsa Alexandre de Moraes, o STF e o pires

Caro amigo Damião Rodrigues da Silva, Brasília, DF

Assisti todo o teatro de mau gosto, digo, a sabatinação do indicado do golpista Michel Temer para a vacância do Supremo Tribunal Federal.

Percebi que a Comissão de Constituição e Justiça (CJC) – que deveria mudar o nome para comichão de constituir injustiças – se transformou em teatro semelhante a novelas da Globo.

O enredo compôs-se na farsa de citar o maior número possível a Constituição Federal com o objetivo de prostituí-la, de rasgá-la e de negá-la como documento regente da justiça e da ética.

Alexandre de Moraes tem raízes no estuário sujo que transporta a borrasca autoritária, antidemocrática e golpista, exatamente o contrário do que apregoa nossa carta magna.

É desse esgoto que nasce o golpe que indica o acomia para um supremo minúsculo porque conivente com o golpe, com os golpistas e com a corrupção.

Alexandre de Moraes foi indicado pelo golpista que ocupa ilegitimamente a presidência da República. Por isso sofre de profundo pecado original golpista e ilegítimo, que ferirá o judiciário.

Como diz o evangelho, árvore má não pode dar bons frutos. Alexandre nasce desde há muito de árvore má com frutos maus.

Outro item do enredo do teatro global de mau gosto foram a discurseira,  a enrolação e a profundidade de fundo de pires, que os canalhas da comichão chamaram de erudição e farto conhecimento técnico do direito.

O candidato à vaga deixada por Teori Zavaski no supremo tribunal federal falou, falou e enrolou propositadamente mas não tocou em momento algum nas verdadeiras causas das injustiças no Brasil e na superlotação dos presídios, com a maioria de pobres e negros. Para ele, os problemas nos presídios são  porque se prende demais e mal. O alopecia não tocou jamais na questões reais das grandes injustiças como o capitalismo, fonte essencial das profundas desumanidades em que se transformaram o sistema prisional, judicial e policial.

Isso tudo, sem que o escalvado imagine se quer entender, é consequência da concentração de riquezas, de renda e de patrimônios e da corrupção que enriquece milhões de advogados, juízes,  carcereiros, policiais e parlamentares.

O “doutor” suspeito de roubo de tese alheia, erudito para os canalhas da comichão de constituir injustiças, composta por grande número de corrutos investigados, mas não presos porque a justiça à qual pertence Moraes é seletiva e se aplica somente  a petistas, a pobres, a negros e a prostitutas, demonstrou “vasta” cultura jurídica da profundidade do fundo de um pires.

Somente os canalhas, analfabetos políticos e insanos creem que aconteceu sabatina na comichão.

Nada. As pessoas sérias perceberam que aquilo foi puro jogo de cartas marcadas com o objetivo de usar o escalvado como cunha no coração do judiciário com a tática de servir a estratégia de “estancar a sangria” que esborrifava da lava jato, embora com delações e notícias seletivas, poderia escapar do controle.

O espetáculo sórdido oferecido pelos canalhas, que não pouparam elogios ao “indicado” pelo golpista de plantão no Alvorada, na verdade, envergonha o Brasil pelo vexame da falta de vergonha  perante o mundo.

Como alguém emergente da direita, filiado num partido golpista que onde governa destrói o Estado,  demole os laços sociais e a dignidade pública para beneficiar setores podres que vivem a custa do sangue de quem produz e do Estado, que deveria servir a sociedade, pode fazer justiça?

Não há  como o fogo matar a sede. Alexandre de Moraes é um escárnio e uma vergonha para o Brasil.

Porém, os senadores neoliberais e de direita que o interrogaram nessa terça feira escancaram ao Brasil que esse senado deles apodreceu e não presta para mais nada, da mesma forma que o golpe que deram colocando no poder um boçal também delatado por corruptos e ladrões.

Alexandre de Moraes sai da porcaria e vai para o STF porcaria, que recupera no pior sentido o que fez durante a ditadura Vargas mandando matar Olga Benário; na ditadura civil-imperialista-militar acovardou-se e amesquinhou-se enquanto seus ministros recebiam polpudos salários pagos pelo povo trabalhador brasileiro.  Agora colabora com o lixo do golpe acolhendo entre os ministros, âncoras da afronta à Constituição, o novo, que chegará chamuscado pelas chamas das diabólicas reformas de matar idosos, terceirizar o trabalho e de aviltar direitos.

Esse é Alexandre de Moraes, essa é a comichão de constituir injustiças, esse é o senado que nesta quarta feira aprovará o fanfarrão, que se reuniu numa chalana com bêbados e prostituas a pretexto de uma sabatina informal e esse é Temer, o golpista usurpador que o indica.

Jamais chamaria esse complexo de circo. Isso seria ofender profissionais e diversão honrados. Mas isso é farsa, escárnio, deboche com nossa democracia,  falta de respeito com a justiça e defecação sobre nossa Constituição Federal, tão desgraçadamente mencionada pelos escarnecedores e canalhas.

Outrossim,  não me desespero. Sei que a saída não é por eles, por esse senado de canalhas nem por esse judiciário que agrega pulha, como Alexandre de Moraes.

A saída está na poderosa mobilização do povo que foi enganado pela canalhice injusta.

As cortinas se abrem e se escancara a demonstração aos homens e às mulheres brasileiras de que não vale a pena esperar pelas instituições podres. Nossa porta de saída é  tomarmos  as ruas no dia 08 de marco para começar a barrar o que se viu na comichão de constituir injustiças e no plenário do senado, palco de golpes e de traições ao povo brasileiro.

Será pelas ruas que mudaremos embaixo e lá em cima.

Falei mais sobre a procedência iníqua desse farsante. Veja aqui e aqui

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  • Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
  • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.
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Um Comentário

  1. […] Fonte: A farsa Alexandre de Moraes, o STF e o pires – CartaS e ReflexõeS ProféticaS […]

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