farsa do kit gay

A farsa do “kit gay” como projeção perversa dos inimigos da democracia

Marcia Tigani*
Mecanismo psicológico chamado “projeção”: o indivíduo coloca no outro pulsões , pensamentos e atitudes que são na verdade próprias dele e não do outro. Vejam a questão da fake news do kit gay, amplamente explorado pelo candidato nazista para acusar o PT e , em especial, o professor Haddad que foi Ministro da educação do governo Lula. O que vai na cabeça dos indivíduos que criaram essa história  e mais propriamente no inconsciente dos indivíduos que assimilam essa história como se fosse verdade? Quanto de receio de terem contato com seus próprios desejos homoafetivos existe na pessoa que acredita e dissemina essa falsa história? O mais grave a meu ver é professores se calarem diante da barbaridade desta maluquice super bem tramada pela equipe de marketing de guerra do candidato nazista.

 

Lembrei-me  daquele factoide criado há muitos anos atrás em São Paulo, e que ficou conhecido como o caso da “Escola base”. A escola era administrada por um casal e uma mãe acusou-os de abuso sexual à filha pequena. Tão logo essa história foi disseminada na escola, um clima de indignação, revolta e agressividade aos donos foi gerado e outras mães passaram a acusá-los também sem provas. O desfecho desta triste história foi que anos depois, já tendo a escola falido e seus donos adoecido, finalmente a verdade veio à tona e foram inocentados. O que haveria de patológico e perverso nessa mãe que incitou e contaminou tantas outras gerando pânico? Que tipo de conflito psicológico estaria se processando no inconsciente dessa mãe para inventar a barbaridade que inventou? E como esse mecanismo inconsciente individual  tornou se verdadeira histeria coletiva?

Assim é a farsa do KIT GAY, inventado por marqueteiros do candidato nazista e prontamente assimilada  pelas ” pessoas de bem”, pessoas cujos conflitos na esfera da própria sexualidade são propícios ao desenvolvimento dessas projeções coletivas.

*É médica, especialista em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Associação Brasileira de Psiquiatria, pós graduada em saúde mental e coletiva pela Universidade de Taubaté(SP), participou da implantação de novos equipamentos em saúde mental na gestão municipal petista de Ângela Guadagnin. É filiada ao PT desde 2016, escritora e poetisa, sendo seu livro de estréia lançado na bienal internacional do livro de São Paulo : ”Caminhante: Prosas e Rimas ao Vento”, atualmente dedica- se à clínica psiquiátrica em São José dos Campos(SP) e Caçapava e a escrever artigos políticos e poesias publicados em diversos sites da internet. É colunista do Cartas Proféticas.

 

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