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A inesperada crise do coronavirus apressa a esperada derrubada do capitalismo, desumano e perverso

Por Dom Orvandil.

Da mesma forma como é fácil ao ladrão assaltar casa mal engenhada e insegura,  o coronavirus adentra as vidas humanas expostas ao abandono, graças ao neoliberalismo que corroi o Estado, arrancando dele a estrutura econômica e enfraquecendo sua missão política humana.

O neoliberalismo, como praga mortal,  usado pelos oligarcas e tiranos donos do mercado, acentuadamente o financeiro, o maior pilar sustentáculo do esquema de parasitas, que suga a economia, a sociedade e os trabalhadores, sangrados na produção e no consumo, busca sempre proteger o sistema e os capitalistas poderosos e destruir quem se mata trabalhando para eles.

Na hora de decadência brutal do capitalismo, que se contrapõe ao coletivo, à solidariedade e à justiça, os magnatas desumanos não vacilam jogar os trabalhadores no inferno do desemprego e no abismo da miséria.

Aqui no Brasil os bancos roubaram do Estado brasileiro 200 bilhões de reais e os receberam rapidamente.

No caminho da crueldade dos capitalistas sustentadores do satânico Jair Bolsonaro  dão o mau  exemplo do holocausto a que submetem os trabalhadores. Esse é o caso de Júnior Durski, dono da rede de restaurantes Madero,  vendedores de sanduíches ruins e caros. Como o são todos os capitalistas, esse fanfarrão não vendeu nenhum avião de sua frota nem o  voz de taquara rachada, o sócio explorador da pobreza popular,  Luciano Huck com os seus programas medíocres engana povo, que sinicamente denomina seus trabalhadores de “colaboradores”.

Hipócrita, Durski ainda disse que quando demitiu 600 trabalhadores de seus restaurantes foi o dia mais triste da vida dele e rezou o mantra diabólico dos capitalistas sem sentimentos humanos: “Mas tem que ser racional …”, afirmou o bruguês maquiavélico desalmado.

Racionalidade para os parasitas é ser antihumano, sem solidariedade, típico de quem se agarra ao cofre de dinheiro e aos documentos das imensas e luxuosas propriedades. Para esses pulhas a racionalidade é sistema de sustentação da estupidez e da ganância, mesmo que seja para o extermínio dos de quem dependem para sobreviver no luxo, os trabalhadores.

Esta é a mesma postura de Rubem Novas que, embora seja presidente da Estatal Banco do Brasil, fala e age contra o povo brasileiro, em obediência ao princípio genocida e ingrato dos capitalistas.

Contra o distanciamento  social e a quarentena, seguindo a mesma noção da “racionalidade” assassina e acientífica que orienta o facínora Jair Bolsonaro e o seu gado,  aconselhou que o povo se precipite logo no coronavirus para, como essa insanidade, adquira antivirus contra a pandemia.

Assim são os homens  do mercado – quase não existem mulheres nesse meio assassino – cruéis, subinteligentes, estúpidos,  egoístas  e perversos. São capazes de matar através de genocídios, assassinatos, golpes, guerras, fome e misérias impostas aos seus compatriotas, tudo  para preservar seus interesses e privilégios.

O maior centro difusor de guerras, genocídios e assassinatos de lideranças populares no mundo,  os Estados Unidos,  é sede mundial da praga capitalista na sua fase superior e decadente, o imperialismo de conteúdo monopolista e .coorporativo.

Em plena devastação da pandemia os Estados Unidos, adorados pelos evangelicóides, os falsos evangélicos,  já demitiram mais de seis milhões de trabalhadores. Isso junto aos que já viviam em barracas, em automóveis, vãs e nas ruas e praças,  porque suas casas foram tiradas pelos bancos em 2008 por causa da explosão da bolha imobiliária, mais os milhões de refugiados pobres que fogem das guerras e desastres capitalistas, é a própria demonstração do ódio em forma de desprezo aos trabalhadores, como exemplos para sudesenvolvidos mentais como os mencionados acima e mais uns duzentos aqui no Brasil, que roubam de 210 milhões.

É certo que em algum momento o mau cheiro emanado do cadáver capitalista se exalaria em nossa cara, não sem matar e destruir vidas e o planeta já sofrido. O coronavirus só apressou o que já começou há décadas ou séculos desde que essa desgraça se tornou o sistema dominante de uma classe tão energúmena como essa que mal cheira, apesar de seus agentes se avaliarem perfumados e decentes.

É hora de nossa percepção e indignação demonstrada nas redes sociais em forma de sátiras, banners e vídeos, de panelaços e de palavrões se traduzirem em ações táticas superiores de lutas.

As formas enunciadas acima são boas durante o isolamento social, mas não o suficiente para derrubar esse sistema comprovadamente maléfico pelo alto grau de injustiça que sustenta.

Quando acabar o isolamento  virá a organização do povo. Mas esta deverá ser séria, conseqüente e de prática duradora, que transcenda em muito as campanhas eleitorais e até as eleições.

A mobilização, de abrangência e profundidade nacional,  deverá contar com a luta pela imediata recuperação das pessoas, das vidas e do essencial para subsistência e para, a médio e a longo prazos,  derrubar esse modelo econômico paridor de delinqüentes e genocidas nos governos e para a necessária construção de outro,  de caráter social mais justo e democrático.

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2 Comentários

  1. "A inesperada crise do coronavirus apressa a esperada derrubada do capitalismo, desumano e perverso". Ajude-nos a alavancar o Cartas Proféticas compartilhando somente a chamada e o link desta postagem: http://cartasprofeticas.org/a-inesperada-crise-do-coronavirus-apressa-a-esperada-derrubada-do-capitalismo-desumano-e-perverso/

  2. […] pouco analisei aqui a espantosa crise orgânica do capitalismo e o egoísmo terrorista da elite dominante, tão apegada […]

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