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A máquina de crimes atropelou Gustavo Bebianno. Quem será o próximo cadáver?

Por Dom Orvandil.

Todas as pessoas falam suas últimas palavras. Geralmente estas definem uma vida inteira, as razões de viver e a causa da morte.

Com Gustavo Bebianno não foi diferente. As últimas palavras públicas que o ex – ministro do presidente miliciano Bolsonaro, reproduzidas pela Folha de São Paulo neste sábado,  identificam o ambiente de traição,  crimes e suas fontes. “Todos que tentam trabalhar terminam alvejados pelas costas. O Brasil ainda vai enxergar quem são Bolsonaro e seus filhotes”, identificou o mais novo cadáver da república.

Com olhar deprimido, triste e caminhar  demonstrativo de medo e de insegurança, o homem que ajudou a “eleger” a desgraça do Brasil tornou-se o último cadáver  até agora, atropelado pela indústria de crimes, de traições e de assassinatos.

Montou-se no Brasil poderosa máquina da morte, que produz cadáveres e mais cadáveres, verdadeiros combustíveis de sua engrenagem.

Em 2014, já no limiar do golpe de Estado, a máquina atropelou  no ar o avião de Eduardo Campos e, juntamente com ele, produziu vários cadáveres dentro da aeronave e no solo.

A máquina conduzida por assassinos de alta intensidade golpista precisava inventar um tumulto nas eleições para tentar eleger  o ébrio do pó Aécio Neves. Deu errado, tudo com transmissão ao vivo da Globo e o aplauso dos que foram aos velórios fingir chorar.

Depois o monstro também atropelou no e ar e sobre o mar o aviãozinho do ministro Teori Zawaski, gerando novos cadáveres com ele como o principal. Os maquinistas precisavam calar o homem que não aceitava os abusos e mentiras golpistas da lava jato.

Sob o ímpeto incontrolável de massacre a todas as pessoas inteligentes a máquina precisava produzir um cadáver no âmbito acadêmico. Lá foi ela com sangue nos dentes alcançar um justo na academia. Fez do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, o seu cadáver mandando-o para a prisião sem provas e depois para o abismo da morte.

A vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, pessoas povo e encharcadas de povo, tinham que ser atropelados pela máquina da morte, afinal o Rio é estratégico por ser sede principal da Petrobras e do pré sal. A máquina da morte precisava de governador, de senador, deputados federais e de presidente procedentes da ex capital do Brasil para ajudarem na condução do processo de matar mais e mais. Marielle, pré candadidata a governadora, certamente era obstáculo para a máquina da morte. Era preciso sangrá-la.

Assim a máquina segue sua marcha. Entra em favelas e atira em crianças, em mulheres, jovens negros e pobres, como se tudo fosse Gaza e Palestina. Afinal,  a máquina da morte tem propósitos e tem que matar.

O monstro também falsifica facada. Quando o objetivo é  matar a verdade e a democracia no país inteiro cria um fantoche e depois, para colocá-lo na direção da máquina de matar, fabrica facada, chama médicos para teatralizarem cirurgias, enfermeiras, hospitalizações, pastor para tirar fotos ao lado do falso esfaqueado e repórteres sensacionalistas para anunciar boletins médicos mentirosos.

Para isso a  máquina de produzir cadáveres também foi a Bahia matar o miliciano Adriano Nóbrga.

A máquina da morte não tolera arquivos vivos. Por isso era preciso triturar um dos seus. De vivo o arquivo vira morto, como todos os cadáveres de quem ouse ameaçar o projeto neoliberal associado ao fascismo e ao seu irmão gêmio, o fundamentalismo.

O jornalismo mais consequente também não ficaria fora do alcance da morte e da indústria de cadáveres. Por isso Paulo Henrique Amorim foi alcansado e morto com infarte semelhante ao que matou João Goulart e, agora, Gustavo Bebianno.

Ela, a máquina da morte, mata leis trabalhistas, calunia adversários tentando matar suas imagens, eforca as instituições na incessante obstinação de matar a vida nacional  e a democrática.

Gustavo Bebianno é um dos últimos cadáveres parido pela máquina de matar instalada no Brasil e ativa no desgoverno da república em forma de milicianismo protofascista.

O medo de ser assassinado que o ex ministro tinha era revelador de que ele sabia da máquina de matar e de seus operadores. Suas últimas palavras são pista poderosa para quem quem quiser descobrir os dedos do assassino. “Todos que tentam trabalhar terminam alvejados pelas costas. O Brasil ainda vai enxergar quem são Bolsonaro e seus filhotes”, lapidou em suas últimas manifestações, ainda que se referisse a outra pessoa perseguida.

O fato é que a máquina de matar instalada no governo do Brasil e em outros setores elege alvos fora de seu círculo, mas também dentro, procurando eliminar concorrentes e os tais inimigos internos e externos.

A pergunta que não se cala é sobre quem será o próximo. Será Sérgio Moro, sobre quem Bebbiano se referiu dizendo que  Bolsonaro o destruiria?

Politicamente a máquina já traiu milhões de incentivadores da morte, que foram às ruas pedir golpe e que ajudaram as ferramentas da mentira através de fake news golpistas.

De nosso lado temos que ter a clareza de que é a morte que desgoverna o Brasil pelos caminhos da traição, do golpe, do coronavirus, do desemprego, do roubo do Estado e dos assassinatos diretos e indiretos.

Sabemos que tal máquina é anti humana, anti vida, anti civilização e anti país. Por isso tem que ser desmontada e suas peças jogadas no lixo e na ferrugem.

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Um comentário

  1. […] No dia 14 de março, portanto há poucos dias, nem um mês, escrevi sobre o morto por “” fulminante:  “A máquina de crimes atropelou Gustavo Bebianno. Quem será o próximo cadáver?” […]

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