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A onda de resistência nos Estados Unidos é mais do que antirracista e transbordará no Brasil, também

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Por Dom Orvandil.

Já analisei aqui as notícias que rolam dos Estados Unidos com o assassinato de George Floyd.

O grito do negro trabalhador, que cometera o gigantesco “crime” de pagar uma carteira de cigarros com dólares falsos, além de ser racisticamente caluniosa, na verdade estampa na cara do mundo o caos violento da “organização” da sociedade estadunidense e de todas as que se formam sob o brutal estigma escravocrata capitalista.

Não “consigo respirar” é o gemido de quem não só precisa dinamizar o aparelho respiratório, esmagado sob os joelhos assassinos de milicianos brancos e traidores violentos de sua condição de classe trabalhadora, mas da destruição da imobilização política que o sistema impõe sobre seu povo, sempre exposto a todos os tipos de violências e crueldades desumanas.

A luta dos negros e dos brancos, incluindo policiais, igualmente vítimas da barbárie das regras que os fazem bandidos protetores dos negócios dos capitalistas, também se ajoelham  nas ruas em solidariedade ao movimento de resistência. E assim a mobilização cresce como onda que se agigantará, levando deslavados e fracos como Donald Trump pela frente em direção ao esgoto.

Em reação à indignação popular a elite, usando os aparelhos repressivos do Estado, tenta impor o toque de recolher nas maiores cidades, paraísos de concentração dos bancos e das empresas monopolistas.

Certamente as massas enfurecidas passarão por cima dos toques de recolher, que só funcionam como ferramenta de repressão ao povo quando este perde a paciência e, além de gritar “eu não consigo respirar”, faz o confronto aberto com os poderosos covardes ocultos, que se servem sempre da repressão policialesca e militar para proteger os roubos de direitos e de dignidade dos explorados.

Entre as chamas do país que arde com as revoltas, velhas raízes que inspiraram lutas são expostas como propostas de enfrentamento. Nessa onda as denúncias proféticas de Matin Luther King Júnior sob o princípio de que sem “justiça não há paz”, como  relembrou seu filho Martim King III e os atos com métodos violentos de Malcon X como as lutas dos guetos contra os massacres sofridos, como os Panteras Negras e tantos outros remanescentes da luta contra o racismo.

Todas as raízes trazem à tona a única verdade expressa nos dados identificados pelo analista Patrício Zamora numa entrevista  “à Sputnik Mundo:  é “resposta à grande tensão socioeconômica pela gestão desastrosa de Trump da crise da COVID-19”, que nem com  mais de quatro mil pessoas detidas conseguirá obstaculizar o enfrentamento.

Os revoltados buscam símbolos que mostram onde se encontra a concentração de poder que gera as injustiças  e as exclusões. Por isso as revoltas se aproximaram da Casa Branca, fazendo Trump fugir para um Banker, como nos tempos do nazismo.

“Há de 30 milhões a 40 milhões de pessoas desempregadas e uma situação de fome que começa a ser sentida nas cidades, inclusive entre a classe média. A situação é crítica: pessoas de classe média e baixa fazem filas por horas por um prato de comida”, acrescentou Patrício Zamora analista internacional e diretor-executivo da consultoria InfoAmerica.

Portanto, o racismo que retirou o oxigênio de George Floyd leva o nome de capitalismo, que sufoca até à morte milhões de estadunidenses, atingindo os negros, sempre discriminados e expulsos do usufruto dos bens econômicos.

Ora, essa é a mesma razão que estrangula milhões de brasileiros, também fulminados a bala pelos milicianos e pelos fascistas, hoje com fóruns de governo federal.

Contraditoriamente a essa “razão” aqui também os manifestos já se somam para se tornar confronto forte, buscando energia nas tensões de 500 anos de exclusão e de profundas injustiças.

Cabe-nos organizar essas revoltas e jamais freá-las. O povo mobilizado, organizado, atuando com táticas justas e estratégia de mudança avançará determinado a eliminar a barbárie e os desaforos que sofre diariamente dos delinqüentes da casa grande.

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Leia mais e compartilhe, também:

– O ministro Celso de Mello e a Globo assustam-se com as cobras fascistas cujos ovos ajudaram chocar na república.

– Conversando com a líder quilombola e popular Waldirene Gonçalves da Cruz sobre o padre Bruno Sechi.

– Os joelhos da supremacia racista e capitalista serão arrancados pelos povos revoltados!

–O “eu não consigo respirar” é o grito dos negros, dos pobres e dos trabalhadores dos Estados Unidos e do mundo contra o capitalismo!

– Entre o silêncio e o entulho autoritário.

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Um comentário

  1. "A onda de resistência nos Estados Unidos é mais do que antirracista e transbordará no Brasil, também". Compartilhe a chamada e o link desta postagem, por gentileza. Abraços fraternos e solidários: http://cartasprofeticas.org/a-onda-de-resistencia-nos-estados-unidos-e-mais-do-que-antirracista-e-transbordara-no-brasil-tambem/

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