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A professora Heley de Abreu Silva Batista morre por amor

O Brasil e o mundo chocam-se com mais um ato brutal de loucura e violência. O incêndio em uma creche em Janaúba (547 km de Belo Horizonte),  provocado por um trabalhador da segurança, em  cujas mãos eram entregues as vidas de muitas crianças e profissionais da educação, escandaliza pelo grau de violência provindo justamente de parte de quem deveria evitá-la.

O caso com características de distúrbio mental profundo, ainda sem explicação, vitimou crianças e adultos, entre elas o próprio segurança Damião Soares Santos.

Sem exagerar numa comparação inadequada com o que acontece com a catástrofe econômica e política em nosso País, há que sublinhar o heroísmo e o exemplo da professora Heley de Abreu Silva Batista.

A professora Heley de Abreu Silva Batista, 43, tentou enfrentar Santos e impedir que o segurança jogasse álcool e, depois, fogo nas crianças, segundo relatos.

Heley sofreu duas paradas cardíacas, teve 90% do corpo queimado e estava internada no Hospital Regional de Janaúba em estado gravíssimo.

“Ela [Heley] ficou mais ferida porque estava com os alunos no pátio quando o sujeito chegou. Lutou com ele para salvar os alunos”, informou Cristina Magda.

Há pessoas que correm em busca de proteção e de saídas para fugir de situações perigosas e de risco, pensando em si e na sua vida tão somente. Porém, sempre há as que entregam-se e lutam pelos outros. Esse foi o caso da professora Heley, que viveu e trabalhou por amor.

Segundo o que disse um tal Luís à TV Bandeirantes explica a razão, a mais nobre e ética, para a imolação de Heley: “é uma pessoa que sempre amou a profissão e arriscou a vida para salvar outras vidas (as das crianças)”.

No sacrifício e despojamento imensamente injustos no contexto do golpe e da destruição dos direitos à vida, triste situação que se agrava a cada dia com os desmandos dos golpistas em todas as áreas, o exemplo eloquente da professora Heley de Abreu Silva Batista não somente emociona e revolta pela brutalidade e injustiça procedentes do segurança, coisas que ainda precisam de esclarecimentos, mais uma vez vemos que o mundo de incêndios, de insanidade e ódio só mudará com exemplos radicais de amor como os de Heley.

Com informações de Uol.

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3 Comentários

  1. O Amor não tem medo já dizia São Francisco: Onde há amor e sabedoria, não tem temor e nem ignorância.

  2. […] Fonte: A professora Heley de Abreu Silva Batista morre por amor – Cartas Proféticas […]

  3. a mulher que é "mãe" no amplo sentido da palavra, vê em cada criança o seu próprio filho...
    a professora Heley morreu por amor... um amor tão forte e profundo que não hesitou em enfrentar a ira do insano agressor... sacrificou a própria vida em defesa daquelas crianças que estavam aos seus cuidados... cuidou delas como se fossem seus filhos... o desespero em salva-las era tanto que não sentiu a dor do fogo consumindo seu corpo... exemplo de professora.. mulher.... e acima de tudo MÃE....
    que Deus a receba em seus braços e ampare os seus filhos deixados aqui nesta esfera... o mais novo com apenas 1 ano de idade...

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