Lula e os ovados

A semana termina com Dória, Bolsonaro e Lula em claro conflito de classes

Caríssima Professora Geórgia Campos, São Paulo, SP

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Nesta semana dois marcos indicaram o estado do Brasil golpeado e sacrificado pelos maus caráteres corruptos, de um lado, e, de outro, o povo que se acotovelou em torno de Lula.

De um lado, brancos e ricos da burguesia mais apodrecida, insensível e mesquinha, sofreram ovadas, vaias e foram expulsos do Nordeste e de São Paulo.

As ovadas na cara de João Dória Jr não foram brincadeiras nem diversão, mas soaram como alertas aos aventureiros e fanfarrões, como o falso prefeito de São Paulo o é.

Ovos em Jair Bolsonaro em Ribeirão Preto, São Paulo,  são advertências contra o fascismo, o fundamentalismo, o racismo, o machismo e o direitismo conservador,  defensor de ditaduras e de torturadores.

Se Dória recorda o pior de Jânio Quadros e de Fernando Collor de Mello,  Bolsonaro é o pesadelo que lembra criminosos, delinquentes, agressores dos direitos humanos e assassinos da democracia que a ditadura civil militar de 1964 deixou como cria.

Daí as alertadoras ovadas, porque o povo não é bandido nem covarde para atirar letalmente antes de avisar.

Já no início de sua caravana por Salvador e interior da Bahia,  Lula foi cercado pelo povo.

Trabalhadores, pobres, mulheres, negros e intelectuais em forma de multidões, afastando fascistas dispostos a assassinar e amedrontar o ex presidente, mostraram que o caminho da solução Brasil se distancia da mesquinharia da elite,  que se encastela sem votos nos poderes da república e no judiciário, com seus vereditos eivados de ódio e falta de juízo.

Apesar do erro do petismo em oferecer a canoa furada da campanha “diretas, já”, em desprezo à luta pelo cancelamento do impeachment da Presidenta Dilma, que golpeou a democracia e rasgou a Constituição, Lula, enraizado no povo, é o indicativo de recuperação deste País e por quem passa a discussão de  projeto de Nação.

A semana fecha com claros indícios de conflito de classes.

O Brasil não suporta mais a elite golpista e suja, mesquinha desde da  escravatura,  e não se emenda no ódio aos trabalhadores e aos pobres.

Efetivamente que os governos Lula e Dilma merecem muitas críticas, até porque não avançaram na eliminação de vertentes das desgraças que aí infernizam a todos nós.

Mas não é possível retomar os avanços sem o cancelamento do impeachment e sem Lula para retomar o Brasil que os golpistas destruíram.

Cabe sempre o alerta de que as eleições não se constituem em único caminho para essas retomadas. Até porque ainda há muitos entulhos possibilitantes de golpes sobre golpes, todos verdadeiras desgraças para o povo e para o País.

Nosso caminho foi, é e sempre será o das lutas também nas ruas, de modo unitário, como energia para as grandes mudanças, muito além dos governos passados de Lula e de Dilma.

Abraços críticos e fraternos na mobilização e luta por uma sociedade justa.

Dom Orvandil

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Um Comentário

  1. Destaco: "Apesar do erro do petismo em oferecer a canoa furada da campanha “diretas, já”, em desprezo à luta pelo cancelamento do impeachment da Presidenta Dilma, que golpeou a democracia e rasgou a Constituição, Lula, enraizado no povo, é o indicativo de recuperação deste País e por quem passa a discussão de projeto de Nação." Muito bom o artigo.

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