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A tal de classe média afunda e some na escória de sua própria traição

Recebi pelo what’s app o texto abaixo do poeta e escritor baiano Zuggi Almeida e o encontrei também na conta dele no Facebook.

Com sua alegria baiana, negra e brilhante,  Zuggi define a atual situação desse segmento econômico, feito de pessoas superficiais, sem juízo e de negação de sua condição de classe.

A negação da realidade é uma das portas para a loucura e o consequente delírio de quem sai do mundo objetivo para flutuar no imaginário sem raízes e sem avaliação de consequências de seu comportamento alienado e despolitizado.

Zuggi diz bem sobre o que pensava o setor iludido e auto mentiroso da falsa classe média e de seu alto espírito traidor. Afundados na tragédia de quem acorda do sonho burguês e se dá conta de que nunca foram ricos, embora se imaginassem e vivessem como tais, os “médios” se desesperam.

Pessoas assim, na verdade, integram a classe trabalhadora e têm que trabalhar para viver o que chamam de estilo de vida de rico. Contudo,  de ricos nada têm. De trabalhadores sim têm salários – embora melhores – contas para pagar, dívidas e as mesmas condições jurídicas. Como diz minha amiga Psiquiatra Márcia Tigani, se não trabalharmos um mês não teremos como pagar nossas contas.

Mas as pessoas de classe média, pessoas classe média, não se vêm nesse mundo suado, sofrido e sindical dos trabalhadores. Por isso são ontologicamente traiçoeiras e perigosas, lamentavelmente.

Olha o que fizeram com os apoios e torcidas a partir de 2013. Fizeram desastre nacional. Pior fizeram ao arrastarem sob suas mentiras delirantes os mais pobres e lumpens pobres da classe trabalhadora.

Eu vi coordenadores de escolas e de faculdades traírem professores. Desempregaram colegas, fizeram concorrências desleais, injuriaram, caluniaram e dedaram pessoas de sua mesma condição.

Algumas pessoas dessa falsa classe compraram chácaras, carros do ano, computadores e tabletes para seus filhos mimados e passaram a se definir como ricas e se comportaram como senhores da casa grande, chicoteando e pisando sobre colegas outrora amigos.

Nas igrejas e a partir dos redutos religiosos, ingressando em maçonarias, Lions Club, Rotary e outros grupelhos subterrâneos, crentes ou não, os tais membros da falida classe média se entrincheiraram para destruir reputações, jogar pessoas no desemprego, na destruição de suas famílias, na desonra e nas ruas da amargura. Verdadeiras alcaguetes da classe dominante, sem vergonha e mau caráter

Os membros dessa “classe” de farsantes, como os capitalistas de quem puxam o saco, não têm pátria, não amam o Estado, menos ainda se este buscar um mínimo de equidade e humanidade para todos.

Por serem pobres de espírito os médios não gostam de negros, de gays, de pobres e dos trabalhadores humildes. Todos são vagabundos para esses traidores sociais.

Vi muitas pessoas donas de negócios baterem no peito de que não estavam a fim de pagar impostos para favorecer pobres e para Lula fazer programas sociais. Comportaram-se como inimigas dos pobres e sem o menor senso de solidariedade com os brutalmente explorados e destruídos.

Mas vi muitos dos fingidos e cínicos desse setor baterem no peito divulgando apoios a “obras de caridade”, sem reconhecer as porcarias de esmolas que faziam com o objetivo de se auto “caridarem”, acalmando suas próprias consciências, que as acusavam de alienadas e de traidoras dos trabalhadores. Nunca entenderam o que disse Eduardo Galeno que “caridade se recebe de joelhos enquanto a justiça se conquista de pé”.

Adoram chamar deputados, senadores e os patrões de sua mesma laia de “você”, como se todos fossem íntimos e amigos.

Enfim, não há classe média. Há somente duas classes: a dos capitalistas que a todos exploram e a dos trabalhadores, explorados pelos capitalistas desumanos e cruéis.

Portanto, o nosso lugar e lado é na classe trabalhadora. Nossa luta é pela vitória da classe trabalhadora.

Assim venceremos juntos.

Dom Orvandil.

 

Leia abaixo o belo texto do querido Zuggi Almeida.

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A CLASSE MÉDIA ESTÁ DE PARTIDA.

por zuggi almeida

A classe média afivelou as malas. Vai fazer uma longa viagem e não sabe se volta (isso, se puder retornar!).

Ela parte deixando para trás a ilusão que pertencia a elite e que imitando hábitos e trejeitos de uma casta superior poderia posar de rica.

Se despede do apartamento de três quartos financiado na zona nobre da cidade. Na garagem fica o carro bacana com as prestações atrasadas. Adeus ao sonho de ver o filho formado fazer uma pós-graduação no exterior.

Ela embarca com a incerteza de adquirir a aposentadoria e sem saber se vai continuar a pagar o plano de saúde da família.

Esse momento exige desapego dos mimos das grifes importadas, dos jantares creditados nos cartões, das viagens internacionais.

A viagem de agora é pra ‘não sei pra onde’.

A classe média tem um semblante de esposa traída, bem pior, o ex-marido já mantinha um casamento oficial, anterior ao dela. Muito duro. Difícil de acreditar.

A classe média perdeu a voz, o ímpeto, a arrogância. Hoje anda disfarçada e correndo das câmeras de tv, das postagens indignadas nas redes sociais. Sumiu das ruas e das sacadas.

A classe média se despede levando apenas duas coisas na mala: uma camiseta da seleção brasileira e uma panela.

Good bye.

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