fome_pobres

A vida e a morte entre camarão e ossos sem carne: a revolução pede passagem!

Comentei aqui o pequeno trecho que o marreco do lago da republiqueta cloacal de Curitiba, Sérgio Moro, colocou em seu discurso com referência aos pobres.

“O macabro sabe que a pobreza, a miséria, o analfabetismo, o desemprego e o genocídio são consequências de um projeto da casta escravocrata e capitalista dominante.  

Cruel, desumano e cara de pau, como o são a casta mafiosa dominante, Moro jamais desperdiçaria este imenso exército de reserva eleitoral que, no imaginário dele, por se tratar de pessoas desesperadas, adeririam às suas promessas hipócritas e descarregariam os votos como as crianças fazem ao jogarem migalhas de pães aos marrecos nos lagos.

Por isso, com enorme falta de vergonha na cara, Sérgio Moro falou que os pobres são uma de suas prioridades quando afirmou  que “…nosso projeto será erradicar a pobreza, acabar de vez com a miséria,” analisei indignado as mentiras canalhas do macaco do imperialismo.

É preciso acrescentar que as campanhas eleitorais nos marcos burgueses apresentam exatamente essa situação nebulosa: de um lado,  os pobres usados como buchas de canhão na propaganda, discursos, tapinhas nas costas e promessas de candidaturas canalhas, omissas e de mãos ensanguentadas, como as do marreco do lago da republiqueta cloacal de Curitiba. De outro, os pobres enganados com trocos e refeições durante os últimos 45 dias da reta final das campanhas eleitorais, geralmente iludidos de que não votam em partidos, mas em pessoas e, com isso, se seduzem com as carícias hipócritas e as palavras vazias de compromisso permanente com mudanças de paradigmas, como é o caso em referência.

Os pobres são sempre usados e nunca libertos da pobreza e da miséria, esses subterrâneos da injustiça, como sujeitos participantes e decisivos.

No tiroteio da demagogia, com balas pesadas de ódio e de mentiras, entra o caso dos camarões dos pobres com  Wagner Moura.

Já se falou muito do caso do lançamento do grandioso filme “Marighella” na ocupação do MTST na Zona Leste de São Paulo. Só para lembrarmos e continuar a reflexão sobre a polêmica que sintetiza o ódio e o medo que burguesia alimenta com relação aos pobres, sabemos dos ressentimentos que causou o gesto de solidariedade da empresária, cozinheira e baiana Bia Souza ao doar uma quentinha com camarão aos assentados e degustada pelo diretor do filme, que é baiano, também.

O líder maior do MTST,  Guilherme Boulos, postou a foto do ator na sua conta no Twitter. Isso arrepiou a família rachadinha e miliciana, que faz festas e passeia em Dubai com dinheiro público, que derramou bílis e babou de ódio pelas redes sociais, despertando a matilha e o gado cego, surdo e ignorante contra os pobres, Wagner Moura e Guilherme Boulos, ao atacar o ator, o MTST e os pobres.

Não me parece ruim essa entrega cheia de ódio que Eduardo Bolsonaro e os milicianos, seus comparsas, fazem com ataques – sim porque jamais se deve definir as aleivosias deles como críticas. Isso seria coisa impossível a pessoas tão miseráveis intelectual, moral e politicamente como Eduardo e sua gangue familiar – aparentemente sem pés nem cabeças contra o ator, o MTST, os pobres e os camarões.

Ora, no ato de Wagner Moura comendo acarajé com camarão num assentamento de trabalhadores se misturam valores intragáveis tanto para canalhas como Sérgio Moro, bandidos como os rachadinhas Bolsonaro, fascistas como Jair e burgueses ou pequenos burgueses como os que entram na onda do bate boca de muito ódio, sentimento este nutrido desde a escravatura contra quem ouse lutar pelo mínimo de dignidade.

Embora o analfabeto, ignorante e estúpido Eduardo Bolsonaro, envolto em imensa burrice, não saiba, há algo no medo dele que intui o que a solidária Bia Souza, que estudou graças ao ProUni, explica: “Acarajé para mim representa luta e resistência. É uma comida que a gente só conhece hoje porque muita gente resistiu e lutou por ela”, relata ao Metrópoles.

Este é o medo dos covardes. Na degustação da quentinha composta de petisqueira de plástico com porções de vatapá, caruru, salada de tomate, camarões e molho de pimenta,  servidas com 10 bolinhos de feijão fritos, os assentados comeram a mais fina e nutritiva refeição conquistada pelos escravos e roubados pela burguesia e até por rachadinhas invejosos.

O espanto diante do evento Wagner Moura degustando a quentinha se deu pelo simbolismo rico e necessário ali representado.

O diretor do filme mais assistido em plena crise capitalista, sanitária e decadência fascista, o Marighella, não é somente como ator, mas simboliza o revolucionário mais brilhante em inteligência, cultura, organização e coragem. Isso amedronta, apavora e desperta ódio em pessoas tão miseráveis como Eduardo Bolsonaro e o gado.

O MTST, aceitem ou não os eternos e somente “estudiosos” da revolução, é uma organização que aproxima mobilização, organização, ocupação e cultura ao assistir e debater um filme do quilate do que foi levado ao povo e ao ameaçar os mafiosos, que vivem do roubo do Estado e das riquezas públicas.

As bílis cheias de ódio do preguiçoso e turista com dinheiro público, Eduardo Bolsonaro, presta um bom serviço ao debate ao demonstrar a fraqueza do lado de lá, a miséria moral na insensibilidade para com os pobres e as mentiras sobre socialismo, comunismo e revolução.

Contudo, Wagner Moura ajuda a iluminar a reflexão quando leva sua obra a quem mais a merece, os trabalhadores, empobrecidos e roubados nos seus direitos à moradia.

O rachadinha Eduardo Bolsonaro do lado do ódio, embora no parlamento, e Wagner Moura do lado da cultura popular, da solidariedade e da discussão revolucionária alimenta a fraternidade e as raízes revolucionárias.

Do lado do rachadinha se coloca a preferência pelas armas e pela ossos entregues aos pobres, empobrecendo-os ainda mais. Daquele antro incentiva-se o roubo das riquezas produzidas pelo povo e  destina ossos e comidas no lixo numa economia que favorece o mercado, os ricos e os mafiosos.

Mas, na fileira de Wagner Moura, perfilam-se os revolucionários que têm em Carlos Marighella o exemplo e a inspiração para romper definitivamente com o imobilismo, com o estudismo, com o regime dos ossos aos pobres,  com a comida no lixo para quem passa fome e ódio, capaz de mentir e de matar, Deste lado se levanta a solidariedade e dela se aprende a revolução, esta força que emerge dos pobres que sabem do direito que têm a comer acarajé com o melhor camarão.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

******************************************************************************************

PROGRAMAÇÃO DO CANAL E DO SITE CARTAS PROFÉTICAS

– Chimarrão Profético: todas as terças e quintas feiras, às 11 horas;

– Leitura Profética: todas as quarta feiras, às 11 horas;

– Fé e  Luta: todos os sábados, às 11 horas;

– Mergulho nas Notícias: todas as segundas feiras, às 10 horas;

– Arte e Vida: todas as sextas feiras, às 19 horas;

– Reflexão do Evangelho: todos os domingos (programa gravado);

– Vigília e Resistência na Pandemia;

– Impactos das Notícias: notícias analisadas a qualquer momento (ao vivo).

Apoie este projeto com sua doação  pelo  Pix domorvandil@gmail.com.

Acesse e leia mais. Compartilhe:

Inscreva-se, ative o sininho, comente, dê likes, compartilhe e apoie sempre!

Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe um Comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.