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A violência contra a mulher, precisamos falar sobre isso

O cientista social Nei Antônio Camini, num breve texto abaixo, que recebi pelo what’s app, como verdadeiro homem “humano”  e não máquina desumana de fazer sexo,  se comove com o caso do estupro de uma jovem mulher.

Natália, como Nei chama a ameaçada de abuso, o comove pelo fato de o ameaçador tentar humilhá-la e depredá-la como ser humano.

O apelo do articulista para que conversemos sobre essas que são nossas irmãs, filhas, amigas, netas, alunas etc me toca porque os machistas, impulsionados pelo desprezo e pelo desrespeito não consideram as mulheres como seres humanos dotados das possibilidades de dores físicas, emocionais, morais e éticas.

Mesmo sabendo que causas psicóticas e machistas, como subprodutos da escravatura e do capitalismo, movem braços e pênis dos brutos estupradores, não consigo compreender e aceitar que homens – homens? – sejam tão ignorantes e desumanos com as fontes da vida, do amor, da inteligência, da beleza, da civilização  e da delicadeza como o são as mulheres.

Penso que as mulheres devem ser profundamente respeitadas e não invadidas até mesmo quando não se interessam em namorar homens, quer por não os amarem, quer por desmotivações pessoais delas, quanto menos os barbados descerem a rampa da dignidade moral no ataque violento, abusivo e sexual.

O tema aqui proposto como desafio civilizacional bate de frente com o ambiente desgovernado que vivemos no Brasil. Há incentivo brutal ao estupro e ao abuso das mulheres desde os milicianos que embrutecem a república a partir do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional, da Câmara de  Vereadores do Janeiro e da mídia incivilizada.

O apelo de Nei Antônio Camini para conversarmos sobre abusos e estupros transcende o mero bate papo e a falsa tolerância com esse crime hediondo.

  • Leia abaixo o artigo do cientista social Nei Antônio Camini.

Acesse, leia e compartilhe, também:

Bate papo com o Padre Paulo, Coordenador da CPT, sobre conflitos no campo Brasil;

“E agora, José?José, para onde?”

Um olhar possível sobre a educação;

Reflexão Evangélica: “O Espírito Santo liberta-nos das mentiras e da opressão desumana”;

Profecia Noturna: “Demissão de General patriota da direção dos Correios e histeria de um traidor!”

Gente hoje eu conheci a Natália, uma moça que foi atacada e sofreu uma tentativa de estupro perto do Big de Cachoeirinha. Algo que vai marcar ela pro resto da vida. Quero me dirigir aqui aos homens de todas as idades que ainda reproduzem maneiras de pensar,sentir e agir as quais atribuem a culpa de uma violência sofrida a própria vítima. Vocês precisavam ver o seu olhar de assustada, as dores do corpo e da alma que qualquer um sendo um pouquinho empático consegue perceber. Emocionei-me vendo aquela menina precisando de ajuda. Não há argumento plausível que possa transferir a culpa do agressor para o agredido. O estupro não é sobre sexo é sobre o poder. Nas palavras dela: “ele queria que eu chorasse”. Precisamos FALAR SOBRE ISSO nas escolas, nas famílias,nas igrejas em todos os lugares. Essas moças e mulheres são nossas filhas, irmãs, esposas, amigas e ninguém merece sofrer essa invasão. Nós homens precisamos conversar, não é  possível que ainda em 2019 fechamos os olhos a essas violências.

 Nei Antônio Camini  é bacharel em ciências sociais pela UFRGS(Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e pós graduação(especialização) em metodologia no ensino de filosofia e sociologia pela UCAM (Universidade Cândido Mendes).

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