coop26_Txai Surui

A voz das matas brasileiras que soou na tribuna da COP26ª: Txai Surúi

© Reprodução

Aqui no Brasil há TVs que apresentam programas sobre a ecologia que são de alta competividade internacional. As edições amam imagens e sons produzidos por bichos, cachoeiras, ventos nas montanhas e vales, nas matas e nas imensas e ameaçadas árvores. As câmeras e gravadores mostram apresentadores/as em suas melhores performances. Tudo para chamar ladrões das riquezas do subsolo, de madeiras, de água, de minerais, de turismo, tudo muito encantador e sedutor.

Porém, justo nessa conjuntura de devastação, quando o planeta doente já não aguenta mais o sistema capitalista predatório, uma jovem das matas, legitimamente brasileira,  sobe à tribuna e grita ao mundo que ou salvamos o planeta agora ou não sobrevivermos e as TVs comerciais nada mostram, nada testemunham sobre a jovem de 24 anos, a indígena Txai Surui, a tribuna de Glasgow.

Inclusive a foto que aqui ilustra o destaque no blog foi tirada pelo The New York Times  e não por nenhuma TV ou jornal brasileiros. Impressionante!

Pelo contrário, nossa mídia centrou atenção na loucura, no fascismo e nas agressões do preguiçoso e vadio presidente brasileiro fazendo turismo na Itália, gastando milhões de reais enquanto nosso povo morre de fome.

A linda e amada guria brasileira, com seus pais e povo  perseguidos no Brasil pelo fascismo que odeia a vida, as matas e a Amazônia, disse  em alto e bom som:. “meu nome é Txai Suruí, eu tenho só 24, mas meu povo vive na Amazônia há cerca de 6.000 anos. Meu pai, o grande chefe Almir Suruí, me ensinou que nós devemos ouvir as estrelas, a lua, os animais e as árvores. Hoje, o clima está aquecendo, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, e nossas plantas não florescem como antes. A Terra está falando, e ela nos diz que não temos mais tempo”.

Txai, que é ativista e militante na defesa do seu povo e estudante de direito, gritou desde a Amazônia para o mundo sobre a emergência das ações para salvar a terra: “não é em 2030 ou 2050, é agora. Enquanto vocês fecham os olhos para a realidade, os defensores da terra foram assassinados por proteger a terra. Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática, e nós precisamos estar no centro das decisões sendo tomadas aqui”, proclamou profeticamente.

Apesar da imensa violência, de tentativas reais de matar os pais de nossa jovem Txai, que precisaram de escoltas da guarda nacional para não ser serem mortos por sua missão de enfrentar os garimpeiros na proteção das riquezas, matas e bichos da Amazônia, nossa jovem nunca desistiu de lutar. Agora ela oferece esperança de resistência à nossa juventude brasileira.

Txai Surúi pode ser uma surpresa para nós brasileiros, mas não para o seu povo e seus colegas, apesar de toda a barbárie que a cerca. “A violência não intimida Txai, que costuma ir a áreas de conflitos entre indígenas e grileiros. Como estudante de Direito, atua no núcleo jurídico da Associação de Defesa Etno ambiental – Kanindé, para povos da Amazônia. No início do ano, também criou o Movimento de Juventude Indígena de Rondônia, que reúne mais de 1,7 mil jovens. A formação de Txai, porém, não se encerra na sabedoria dos povos indígenas. Uma das suas referências são os Racionais MCs. Na infância, ouvia artistas consagrados como Chico Buarque e Milton Nascimento”, conforme a Agência Estado.

Txai Surúi é inspiração, alegria, honra, emoção, motivação e exemplo de resistência para todos os povos indígenas. Não somente para eles, mas a todos nós. Apesar de sua graciosidade e juventude,  Txai é empolgamento que nos levanta a todos, justamente porque soube ouvir seu povo, sua comunidade e a terra.

Sou agradecido pela bênção de saber de Txai Surui e pelo que ela representa de força e vida no encorajamento para a luta. Com ela percebo mais uma vez que a consciência da e para a luta não cai das montanhas nem das árvores, mas vem da percepção do povo, no caso dela,  do sua etnia Paiter Suruí, mas, certamente, ela inclui todo o povo brasileiro e o planeta terra nessa escuta e nesse amor para lutar.

Esta é uma consciência que tem que tomar conta de todos nós, o povo brasileiro, notadamente a classe trabalhadora. A defesa das pessoas, dos bichos, das matas, das águas, do subsolo da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga, da Serra do Mar, da Mata Atlântica e do Sertão é do interesse de nós brasileiros em favor do Brasil e da humanidade.

Obrigado Txai Surui.

Abraços proféticos e revolucionários.

Dom Orvandil.

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