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Agressão por milicos de alta patente: Villas Bôas apoia Bolsonaro e comandantes saudosos do golpe de 1964 mentem e caluniam!

Por Dom Orvandil.

O general Villas Bôas reapareceu para agredir o povo brasileiro, que se revolta com a boiada que marcha pelas ruas como escravocratas,  pedindo que os escravos retornem ao cepo de  tortura e morram contaminados pelo coronavirus.

Na véspera da mentirosa data do golpe militar sujo, ante patriótico, ante democrático e anti nacional, urdido nos Estados Unidos e articulado no Barsil com a mídia, setores da Igreja Católica Romana e evangélicas, com o empresaariado nacional, assustado com o povo que se afirmava através das reformas de base dentro dos marcos capitalistas, com o Presidente João Goulart no governo, o “seo” Vilas Bôas, em vez de cuidar da saúde debilitada e do pijama que usa numa quarentena, afronta o povo Brasileiro.

Certamente com o golpe militar sanguinário em mente, com espírito de ameaça, ao invés de se somar à nação acoçada pelo fascismo associado ao neoliberalismo, Villas Bôas, por meio de sua conta no Twitter, emitiu nota em apoio ao miliciano Jair Bolsonaro, seu comparsa.  

Apesar de reconhecer que nosso país vive momento grave, sem mencionar, covardemente escondido na sua conta no Twitter, atacou protagonistas por falta de sinergia, talvez referindo-se as inciativas descabidas na proteção ao mercado e contra os trabalhadores. Dá impressão de que ataca os governadores que não se subordinam à insanidade fascista de Bolsonaro e outras lideranças que percebem e denunciam o divórcio criminoso do traidor na presidência,  num hiato gigantesco entre governo e o povo assustado e embretado por falta de apoio e de solidariedade do Estado em desmonte.

Acrítico e hipócrita, Bôas ainda elogia o meliciano aafirmando que o presidente “não tem outra motivação que não o bem estar do povo e o futuro do país”.

O bem estar e o futuro para o delirante que distribui contaminação em passeios irresponsáveis e criminosos, atingindo trabalhadores e discursando chamando-os de moleques,  que têm que ser os primeiros a morrer. O futuro que Villas quer com Bolsonaro é o Brasil arrasado e ajoelhado para os Estados Unidos, com um povo miserável, doente e ignorante, como o querem os terraplanistas e dos loucos da tal escola sem partido.

Villas Bôas perdeu excelente oportunidade de continuar o seu sumiço, em cuidar da saúde precária e de refletir no suporte que deu ao golpe de Estado e às eleições roubadas,  que levaram ao governo um bando de bandidos e assassinos.

Há que se contestar a nota lamentável por ser mentirosa, caluniosa e agressiva à história do Brasil,  que os milicos patenteados emitiram sobre o criminoso e sujo golpe militar dado no dia 1º de abril de 2964, dia dos golpistas bobos.

Os senhores milicos Fernando Azevedo e Silva – Ministro da Defesa, Ilques Barbosa Junior – Comandante da Marinha, Edson Leal Pujol – Comandante do Exército e Antônio Bermudez – Comandante da Aeronáutica desonram as Forças Armadas ao editarem nota tão perversamente caluniosa e mentirosa.

Mentem ao afirmar que o golpe – que eles, plenos de desfaçatez, chamam de “movimento de 1964” – foi no dia 31. Não foi. O golpe aconteceu no dia dos bobos, em 1º de abril.

Mentem ao escreverem que o golpe sujo deu-se para defender o Brasil de ameaças.

Nada, os mentirosos  se esqueceram de dizer que quem se sentia ameaçados eram os reacionários, os latifundiários, as oligarquias corruptas, concentradoras de riquezas, as multinacionais que se viam atropeladas pelo povo que buscava nacionalização das empresas estratégicas americanas instaladas no país com o objetivo de auferir lucros fáceis.

Os milicos, maus soldados, desonrosos às fardas do povo brasileiro, também mentiram na sua nota calhorda ao darem a entender que Cuba e  União Soviética visavam fazer do Brasil uma república socialista satélite daqueles países revolucionários.

Traem-se inconscientemente por fazerem do golpe de 1964 o espetáculo terrorista de sustentação das injustiças  econômicas e das desigualdades sociais que produzem vulneráveis e pobres nos campos e nas cidades. A frase seguinte mostra a auto traição inconsciente dos mentirosos autores da nota facínora: “Ingredientes utópicos embalavam sonhos com promessas de igualdades fáceis e liberdades mágicas, engodos que atraíam até os bem-intencionados”.

A nota tem o mérito de mostrar que os mentirosos não escondem que as instituições foram assaltadas e sequestradas na aplicação das políticas que rebentaram com o pais no que tange à democracia, ao desenvolvimento com distribuição de renda  e com reformas de base, fazendo do povo sujeito do processo. Não, tudo o que o golpe fez foi usar o judiciário como anteparo para o esmagamento dos direitos humanos das viúvas que choraram e morreram sem ver seus filhos  presos, torturados, desaparecidos e mortos pelos sanguinários dos porões como os terroristas Brilhante Ustra, Sérgio Fleury e muitos outros covardes encapuzados, para esconder suas caras de pau. Sufocaram o parlamento com cassações de deputados e de senadores, que os contestava. Amordaçaram a imprensa – rádios, jornais e TVs – brutalmente censurada e calada.

Eis a frase delirantemente farsante, escrita pelos milicos facínoras: as instituições se moveram para sustentar a democracia, diante das pressões de grupos que lutavam pelo poder. As instabilidades e os conflitos recrudesciam e se disseminavam sem controle.”

De modo que, num momento seríssimo, atacados que somos pela crise orgânica do capital,  com esse regime econômico em sua forma neoliberal em frangalos, atirando os destroços sobre os trabalhadores e os pobres, o “seo” Villas Bôas e os descomandantes das atuais Forças Armadas, absolutamente divorcodas do Brasil e do povo brasileiro, vêm a público nos ofender, nos magoar e a jogar mais dor sobre nossa sofrida gente.

Delirantes,  os escumalhas não percebem que a paciência do povo brasileiro se esgota. Nosso povo demonstra revolta ao jogar bostas de cavalos nos fascistas patronais, ao jogar ovos nos perverosos e ao gritar que vão para o inferno os apoiadores do golpe fascita.

Até mesmo a direita mais reacionária já fala pela boca do coronel Ronaldo Caiado que o povo poderá entrar pelos caminhos da desobediência civil e começar a saquear  o comércio para se alimentar.

Nós, por nossa vez, caminhamos e lutamos na construção da resistência e da mobilização organizada do nosso povo na tomada do poder, coisa que os generais e almirantes traidores da pátria temem ao ponto de se agarraem em mentiras para terem pequena sobrevida.

Leia abaixo a nota desvairada e delirante dos milicos traidores da pátria.

Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964

Brasília, DF, 31 de março de 2020.

O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. O Brasil reagiu com determinação às ameaças que se formavam àquela época.

O entendimento de fatos históricos apenas faz sentido quando apreciados no contexto em que se encontram inseridos. O início do século XX foi marcado por duas guerras mundiais em consequência dos desequilíbrios de poder na Europa. Ao mesmo tempo, ideologias totalitárias em ambos os extremos do espectro ideológico ameaçavam as liberdades e as democracias. O nazifascismo foi vencido na Segunda Guerra Mundial com a participação do Brasil nos campos de batalha da Europa e do Atlântico. Mas, enquanto a humanidade tratava os traumas do pós-guerra, outras ameaças buscavam espaços para, novamente, impor regimes totalitários.

Naquele período convulsionado, o ambiente da Guerra Fria penetrava no Brasil. Ingredientes utópicos embalavam sonhos com promessas de igualdades fáceis e liberdades mágicas, engodos que atraíam até os bem-intencionados. As instituições se moveram para sustentar a democracia, diante das pressões de grupos que lutavam pelo poder. As instabilidades e os conflitos recrudesciam e se disseminavam sem controle.

A sociedade brasileira, os empresários e a imprensa entenderam as ameaças daquele momento, se aliaram e reagiram. As Forças Armadas assumiram a responsabilidade de conter aquela escalada, com todos os desgastes previsíveis.

Aquele foi um período em que o Brasil estava pronto para transformar em prosperidade o seu potencial de riquezas. Faltava a inspiração e um sentido de futuro. Esse caminho foi indicado. Os brasileiros escolheram. Entregaram-se à construção do seu País e passaram a aproveitar as oportunidades que eles mesmos criavam. O Brasil cresceu até alcançar a posição de oitava economia do mundo.

A Lei da Anistia de 1979 permitiu um pacto de pacificação. Um acordo político e social que determinou os rumos que ainda são seguidos, enriquecidos com os aprendizados daqueles tempos difíceis.

O Brasil evoluiu, tornou-se mais complexo, mais diversificado e com outros desafios. As instituições foram regeneradas e fortalecidas e assim estabeleceram limites apropriados à prática da democracia. A convergência foi adotada como método para construir a convivência coletiva civilizada. Hoje, os brasileiros vivem o pleno exercício da liberdade e podem continuar a fazer suas escolhas.

As Forças Armadas acompanharam essas mudanças. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, como instituições nacionais permanentes e regulares, continuam a cumprir sua missão constitucional e estão submetidas ao regramento democrático com o propósito de manter a paz e a estabilidade.

Os países que cederam às promessas de sonhos utópicos, ainda lutam para recuperar a liberdade, a prosperidade, as desigualdades e a civilidade que rege as nações livres.

O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou.

Fernando Azevedo e Silva – Ministro da Defesa

Ilques Barbosa Junior – Comandante da Marinha

Edson Leal Pujol – Comandante do Exército

Antônio Bermudez – Comandante da Aeronáutica

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Um comentário

  1. "Agressão por milicos de alta patente: Villas Bôas apoia Bolsonaro e comandantes saudosos do golpe de 1964 mentem e caluniam!" Ajude-nos a alavancar o Cartas Proféticas compartilhando somente esta chamada e o link desta postagem: http://cartasprofeticas.org/agressao-por-milicos-de-alta-patente-villas-boas-apoia-bolsonaro-e-comandantes-saudosos-do-golpe-de-1964-mentem-e-caluniam/

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