pha_alegria

Aparecem as causas da morte de Paulo Henrique Amorim. Lula em risco!

Prezado prof. Dr. Nivaldo dos Santos, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás

Reunir-me com o amigo e companheiro para debatermos o Brasil e os rumos da unidade foi coisa “de boa sorte”, como dizia o querido jornalista Paulo Henrique Amorim.

Em dias de assustadora imbecilidade e vulgaridade intelectual e política é libertador conversar com pessoa de cultura elevada, de patriotismo sensível e de amor ao povo brasileiro.

É nesse contexto de angústia e de sofrimento que se encaixa o luto pela perda do mais destacado e honesto jornalista brasileiro, que jamais se curvou aos coronéis da mídia e do mercado.

Evidentemente que a postura de quem não se verga aos opressores e mercadores da honra aproxima as pessoas dos humildes e trabalhadores.

Veja, leia e compartilhe:

Chimarrão Profético: “Quem votou contra a Previdência e os partidos que a defenderam?”

Quem matou Paulo Henrique Amorim e a negação do jornalismo “bom mocista” .

Ao acompanharmos PHA em seus artigos e vídeos é possível vislumbrarmos nele a simplicidade de quem procurava “entrevistar” e ouvir taxistas, vendedor da banca de jornais à frente do prédio onde morava, para colher das pessoas mais simples a percepção do povo em face do golpe de Estado e da crise do capitalismo.

Via-se no nosso jornalista a indignação de quem a nutria nas conversas com o povo e até na ida ao famoso Estádio do Maracanã, onde sentiu saudade do “mijo do povo”, em referência ao roubo do futebol  pelo imbecil inútil à Pátria, Jair Bolsonaro, como disse em seu derradeiro vídeo.

Essa veia que arrastava PHA ao povo é que, certamente, o fazia ser jornalista de verdade, em contraste com os amolfadinhas da mídia do Partido da Imprensa Golpista, jargão esse, embora não criado por ele, usado irônica e intensamente para identificar o caráter sujo da mídia à qual servem muitos e muitas de seus e de suas colegas, desleais com a Pátria e com a decência.

Claro, como os mártires da verdade e defensores da dignidade patriótica, Paulo Henrique pagou o preço de diurnas e gigantescas perseguições.

Como denunciou sua colega, meu amigo Nivaldo,  a Doutora Tânia Mandarino, que é membro do Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia, Paulo Henrique Amorim morreu de lawfare,  numa “… saraivada de processos judiciais utilizados para perpetrar a censura, numa cristalina demonstração de como e para que finalidade o poder judiciário está sendo utilizado no Brasil.”

“No caso de PHA, os processos foram usados como instrumento de perseguição para tentar silenciá-lo.

Receber uma citação para responder a um processo judicial é horrível para qualquer pessoa.

PHA foi metralhado pela angústia de receber  100 citações — cem, mesmo! —  por externar a sua  própria opinião, de jornalista e de se expressar livremente”, escreveu Tânia Mandarino.

Veja mais, leia e compartilhe:

Não será The Intercept nem o grande Gleen Greenwald que expulsarão do governo os delinqüentes neoliberais e golpistas;

BRASIL 1 X 8 ALEMANHA;

Chimarrão Profética: “Bolsonaro, Guedes e Sérgio Moro mataram jornalista de frio!”

“O Brasil é a virgem que todo tarado quer”.

Em permanente afronta à democracia e aos direitos humanos pelo judiciário, notadamente por Sérgio Moro, sua gangue lavajateira e até pelo STF, nosso herói,  na luta pelo direito à opinião,  sofreu artilharia pesada de  Lawfare, que  é “o uso indevido dos recursos jurídicos para fins de perseguição política”, explica nossa advogada e articulista.

Ou como em outra denúncia grave da irmã dele, Marília,  que veio da França para o velório do mano, declarou que PHA não agüentou o baque de ser demitido do Programa Espetacular da TV Record de Edir Macedo, que apoiou a eleição e ampara o governo fascista e demolidor do inútil ao Brasil, Jair Bolsonaro.

Evidentemente que uma familiar que declarou amar e respeitar muito o irmão e de expressar admiração pela coragem e honestidade intelectual dele o conhecia profundamente e, certamente, soube da situação angustiante do jornalista ao falar com a esposa Geórgia Pinheiro e demais pessoas que privavam da intimidade de Paulo Henrique.

Marília revelou os bastidores das dores do irmão, do quanto e por quem sempre foi perseguido. “Me lembro que na Band ele tinha acabado de receber dois prêmios por dois programas [que apresentava]: um era o jornal das 20h e outro era um programa de entrevistas chamado Fogo Cruzado. Poucos dias depois do prêmio, ele perdeu o programa por pressão do

Fernando Henrique. Ele já conhecia isso, mas claro que sempre é um baque forte. Parece que dessa vez foi demais e ele não aguentou”, disse Marília, segundo narra a jornalista Marcela Ribeiro do UOL.

O coração de 77 anos não suportou o baque de tantas perseguições, provindas de todos os lados.

De todos os lados dos que temem a verdade e que perseguem os corajosos, que não se vendem nem se curvam à mediocridade.

A historiadora Rosa Maria Araújo contou ao UOL que Paulo se sentia muito indiguinado pela TV de Edir Macedo retirá-lo do Programa Espetacular por pressões de Jair Bolsonaro.

A morte do nosso herói Paulo Henrique Amorim se deu em contexto de articulação entre um coronel de igreja e de TV e um miliciano inimigo da paz.

Ambos se juntaram na perseguição e na destruição de um dos melhores brasileiros. Ambos integram a nuvem de assassinos injustos, que pesa sobre o Brasil, em perseguição implacável aos direitos humanos e à liberdade.

 Não é exagero, meu amigo Dr. Nivaldo dos Santos, antever que o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva subjaz sob terrível ameaça de morte. Um problema cardíaco ou gotas de veneno em sua refeição podem causar a morte de mais uma vítima da súcia de terríveis “evangélicos” e  de fascistas,  agentes da morte e do extermínio dos livres e da liberdade.

Ousar lutar e ousar vencer são marcas do povo em marcha. Venceremos!

Abraços críticos e fraternos,

Dom Orvandil.

Deixe um Comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.