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Articulista se indigna com os “arrependidos” de apoiar Boslonaro, sente nojo e rejeita perdoá-los

Uma coisa é a gente sentir nojo daquelas perguntas idiotas de quem nunca liga  para perguntar como estamos mas, ao  nos encontrarem,   indagam imbecilmente: “oi, tudo bem?”; pior, daqueles que em guichês, balcões ou na rua fazem a mesma pergunta fingida sem se quer pararem de fazer o que fazem, sem pensar no que perguntam e sem interesse algum sobre a vida de quem atingem com essa besteira;  também daquelas felicitações  nojentas em datas especiais, sem nenhum vínculo ideológico ou fraterno (abomino essas coisas) e outra, muito mais significativa,  é se sentir mal com a farsa montada pelos “arrependimentos” dos eleitores e divulgadores da ignomínia desgraçada chamada Jair Bolsonaro e toda a gangue miliciana que assaltou o Brasil. Da matilha perversa que ocupa cargos no desgoverno aventureiro não há ninguém sobre quem possamos reconhecer alguma dignidade ou amor público.

Nesse sentido,  causa até emoção a indignação e repulsa com que a professora Esther Solano (Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madri e professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de enorme capacidade intelectual no país estuprado na educação pelos brochas que ocuparam o governo, não aceita os “argumentos” dos  ditos arrependidos de serem milhões de Bolsonaro.

Esther lista o elenco considerável de miseráveis morais que ajudaram a arrastar o Brasil para os braços dos bandidos ocupantes do Palácio do Planalto, da Esplanada dos Ministérios em Brasília e pelas estatais em todo o país.

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O primeiro que a articulista fulmina é José Padilha, diretor da porcaria O Mecanismo, pelos elogios ao bufão, traidor, mentiroso e covarde Sérgio Moro, comparado aos santos e puros homens dedicados às mais nobres causas humanas.

Daí nossa intelectual passa por nojeiras colaboracionistas com o golpe que desembocou no laranjal miliciano e fascista,  desde o adorador do pai do fascismo, Plínio Salgado, o velhaco Miguel Reale Júnior, pelo fanfarrão e prostituto neoliberal João Dória, pela mídia representada pelo Estadão, pela Folha de São Paulo, que hoje divulga os escândalos do Intercepto, da cloaca lava jato de Sérgio Moro e do “pastor” Deltan Dallagnol, o “peidorreiro”, todos hipocritamente, como os ratos que saltam de navio afundando,  ensaiando se desalinharem do bandido e ofensor da nação, o capetão e asno Jair Bolsonaro.

“Asco. É o que sinto. Asco de quem agora esbraveja contra as barbaridades de Bolsonaro, mas ajudou, de uma ou outra forma, direta ou indiretamente, a colocá-lo no poder. De quem tinha aceso às informações possíveis e ainda assim optou pelo caminho do ódio e da destruição. De quem, enfim, nos dias atuais, diante do cheiro insuportável do excremento nacional, sai por aí a repetir: “Não fui eu, não fui eu”, escreveu a doutora Esther Solano.

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Demonstrando desconhecer a decadência do capitalismo na sua catastrófica “crise orgânica”, Solano confessa que “é tanta desonestidade, tanta mentira. É obsceno demais. Peço, ao menos, um mínimo de dignidade. Não venham tentar nos enganar com seu falso arrependimento. Não somos idiotas.”

Nossa inteligente acadêmica não se esquece da catástrofe que os traidores “arrependidos” ajudaram a criar com a matança dos indígenas, com o desemprego galopante, com a miséria que sobe, com a violência que mata, com a aniquilação dos direitos sociais.

Concluo a leitura da contribuição de Esther Solano com as seguintes conclusões:

  1. Ela e nossa academia precisam aprofundar a análise das causas geradoras de traidores da pátria e, depois quando se dão conta do produto intestinal abismal, que Bolsonaro simboliza muito bem quando fala, é muito  mais do que moral e de informação prévia.

A crise, que arrasta tanta gente aos erros e à catástrofe que vivemos no país, provém da decadência do capitalismo que se torna insuportável a capitalistas e ao povo em virtude do indisfarçável alto grau de injustiça que produz na sociedade e nos países.  Nesse bojo o neoliberalismo, essa máscara  criminosa do imperialismo, faz todas as sujeiras para impor o mercado como dono do país e da sociedade. Neste processo os coronéis do mercado contam desde sempre com os piores para ocupar o Estado, que a eles não interessa.

À muita gente escapa esse processo tremendamente corrosivo e desonesto. Muita gente se engana. Mas também muitos malandros, bandidos, cafajestes e traidores como Deltan Dallagnol, Sérgio Moro, João Dória, a mídia, Jair Bolsonaro, se aproveitam para golpear a tudo e a todos, em todos os setores: culturais, religiosos, políticos, econômicos, sociais etc. Só pessoas muito honradas e informadas não se deixam arrastar pelo vendaval da podridão.

2. A nossa conjuntura é de guerra e pode, sim, trazer confusão e até arrependimento.

É certo de que o processo de luta não deve mesmo envolver “perdão” romântico ou desses religiosióides superficiais. O perdão deve ser construído com muita organização, mobilização, debate de idéias, com esforços para tirar do lado de lá o maior número de pessoas que se enganaram.

Mas os arrependidos pelas porcarias graves que ajudaram a fazer devem vir para o lado da luta e da pária. Porém, o lugar deles começa sob o controle dos que sempre lutaram. Nada de estratégico ou de importância, como as grandes articulações nas negociações da saída disso que ajudaram a fazer devem ser entregues aos ratos que fogem desesperados do navio que afunda.

Acesse abaixo o belo e reflexivo artigo da professora Esther Solano.

Antes acesse, leia e compartilhe:

O povo nas ruas, o desemprego fulmina, abandono na saúde e na educação, mas quem faz acordo é a elite mafiosa;

Sérgio Moro culpou as mulheres pelas violências que sofrem;

Sérgio Moro culpou as mulheres pelas violências que sofrem;

Jornalista Tatiana Merlino: “O homem que Bolsonaro chama de ‘herói nacional’ torturou e matou meu tio”;

Do Jornalista Leandro Fortes: “Falta, agora, dar uma lição nesses nazistas”;

Um evangélico com medo de seus irmãos evangélicos;

O Filósofo ensina: “Não ceder à raiva. Desesperar jamais. O amor e a solidariedade vencerão”;

Chimarrão Profético: “Lula e a força dos bois”.

Arrependidos que ajudaram a colocar Bolsonaro no poder não merecem perdão na Carta Capital.

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