as-ruas

As ruas são as trincheiras para derrotar os bandidos e retomar a democracia

Querida amiga e ex-aluna Assistente Social Elza Bento, Campo Grande, MS

Sou muito honrado em ser teu professor e juntos com turmas bacanas buscarmos fundamentação filosófica e antropológica para a formação humana, social e profissional de vocês. Agora me alegras ainda mais com a solicitação do meu livro. Enviá-lo-ei a ti. Obrigado.

As pessoas de boa vontade e bem informadas não cultivam dúvidas quanto ao estremecimento e riscos de ruir totalmente a nossa democracia e a soberania de nosso País esfumaçar, com nosso povo massacrado sob as botas dos coronéis internacionais.

A derrubada de uma Presidenta inocente, a posse de um usurpador, traidor e golpista, o fascismo do judiciário, que vai ao extremo de acusar sem provas um ex-presidente, davam sinais de ameaças. O parlamento federal e o judiciário de mãos dadas e olhos fechados aos corruptos, uniram-se no golpe de Estado. Não, não há mais ameaças. Os abusos são explícitos e a praia do nudismo fascista não é escondida, mas pública.

Crentes fundamentalistas atuam sem disfarces no judiciário com táticas e filosofia nazifascistas.

O nazi fascismo se caracteriza pelo desprezo violento às pessoas que não se enquadram nos figurinos dos tiranos. Montam táticas de destruição das imagens de líderes populares, democráticos e revolucionários e depois os destroem fisicamente, como aconteceu com o holocausto nazista.

É bom alertar que o nazi fascismo não escolhe roupas. Qualquer uma lhe serve. Por isso o vemos em pessoas ditas religiosas, em as ditas policiais, promotoras e juízes, que se dizem movidas não pelos fatos e provas, mas por convicções. Tais posturas são ameaçadoras e corrosivas à justiça social e à democracia, como a dos promotores e suas crendices nas acusações sem provas ao ex-presidente Lula, a quem odeiam e temem. (Escrevi aqui sobe essa barbárie).

Este é o cenário no Brasil. Vivemos sob a égide do golpe com as consequências reais de esmagamento de todas as pálidas conquistas que a sociedade fez desde  a Constituinte, passando pelos governos Lula e Dilma, ainda que acanhadas em muitos aspectos, principalmente no político, com o espaço deixado à mídia golpista e aos corruptos compradores de eleições.

Portanto, não há como fugirmos da luta pelo resgate de nossa dignidade ameaçada. A realidade nos desafia ao êxodo das zonas de conforto, do bom mocismo e da alienação. Ou lutamos ou seremos engolidos pelas políticas desumanas que rolam do Palácio do Planalto e do parlamento federal, ocupados pelo golpe dos corruptos e entreguistas.

O Estado foi tomado e a democracia corroída pela direita que odeia o povo e a soberania nacional. Todos os aparelhos estatais foram entupidos pelo lixo que retornou da ditadura e do neoliberalismo.

Sobram-nos as ruas, praças, campos, matas e rios para a mobilização poderosa que temos que fazer, sem relutância e sem papo furado.

Sempre foi assim, desde e pelas ruas o povo tomou o Estado e expulsou os vendilhões treinados e dispostos a nos ferrar.

Assim foi com a libertação dos escravos com o povo nas ruas lutando contra as correntes e pelourinhos desumanizadores. Assim foi com a independência com o povo nas ruas com as multidões feitas Tiradentes sem medo da forca e da morte imposta pelos tiranos. Não foi diferente com a derrubada da ditadura Vargas e, depois, da ditadura civil-militar, fonte das grandes desgraças brasileiras. O povo retornou às ruas para exigir eleição direta à Presidente e depois para expulsar a corriola Collor de Mello.

Tais mobilizações nacionais brasileiras, que produziram lideranças incontestáveis e amadas pelo povo, não se diferenciaram em conteúdo das feitas pelo Comandante Fidel Castro, que impediram as invasões criminosas dos Estados Unidos para refazer Cuba de motéis dos prostitutos ricos de lá nem das heroicas tomadas das ruas motivadas pela sagacidade e liderança do grande Hugo Chávez na Venezuela, que retornou ao poder nos braços e coração do povo, depois de um golpe que o derrubara.

Precisamos acertar agora no Brasil os pontos corretos para a unidade essencial política, social e popular.

O professor Aldo Fornazieri, numa entrevista sábia (acessa aqui para ouvir e ler) desenha um ponto importante como alvo dos protestos sociais a partir das ruas. Ele ensina que deveria se fazer uma marcha nacional à Curitiba.

Essa sugestão é clarividente. Curitiba virou sede e representação do imperialismo americano, habitada pelo juiz Sérgio Moro, sobejamente denunciado como funcionário das corporações internacionais e do Estado americano para destruir nossas indústrias estratégias, a nossa Petrobras e nosso o pré-sal. A republiqueta de Curitiba é também ponto de arranque deste juiz, dos promotores serventes do fascismo e suas convicções fundamentalistas e dos agentes da vergonhosa força tarefa lava jato, que virou fraqueza de caráter e ético.

A republiqueta de Curitiba é ninho do imperialismo e do golpe de Estado no Brasil. É para lá que as ruas têm remeter nosso povo brasileiro.

A greve geral vem aí com toda a classe trabalhadora parando o Brasil com o objetivo de travar a avacalhação dos direitos sociais e trabalhistas. Mas as ruas com os trabalhadores e toda a sociedade devem visar a expulsão da justiça de todos os que a usam de forma moleque e humilhante de nossa dignidade.

Compartilhar:



Um Comentário

  1. […] que isso não ficará assim. A solução já se elabora, como escrevi aqui como parte das ideias que emergem da Pátria pisada e […]

Responder

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.
Os comentários expressam a opinião de seus autores e por ela são responsáveis e não a do Cartas Proféticas.