soldados do araguaia

Atrocidades e humilhações dos japoneses na Coréia, na China e na Rússia são comparáveis as que comandantes da ditadura fizeram no Araguaia

Leio nesse momento o terceiro volume da coleção sobre as memórias de Kim Il Sung, o líder da revolução da República Popular Democrática da Coréia.

Nos dois primeiros os relatos sobre as atrocidades praticadas pelos japoneses em povoados, cidades e países como a China, a Coréia e a Rússia são de a gente se perguntar como podem seres humanos ser tão maus com seu próximo.

Assassinatos de nacionalistas, de opositores ao império japonês e de revolucionários foram comuns e numerosos. Os atos sangrentos atingiram seus familiares sem exceção de idosos, crianças e até bebês. Estupros e incêndios de povoados inteiros, destruição das plantações e lavouras para que não produzissem mais são marcas da maldade japonesa.

Os textos de Kim Il Sum parecem verter sangue, suor e dor.

Para quem os lê à distância temporal e geograficamente, mesmo assim, a comoção atinge o sono ao deitar.

Porém, tais barbaridades não são tão longínquas para nós brasileiros. A ditadura empresarial-militar, amada e elogiada pelo capetão miliciano Jair Bolsonaro e pelos milicos empijamados saudosos de sangue que o cercam, os praticou contra inocentes jovens  e pobres das zonas ribeirinhas do Rio Araguaia e na Amazônia, sem esquecermos dos relatos sobre prisões, torturas e assassinatos nas metrópoles.

No documentário Soldados do Araguaia o documentarista Belisário Franca,  em conjunto com o jornalista paraense Ismael Machado apresentam “… a história de soldados de baixa patente que atuaram no sul do Pará para combater a chamada Guerrilha do Araguaia, formada por integrantes do Partido Comunista do Brasil. Hoje, os ex-soldados relatam uma vida pós-Araguaia pautada por pesadelos, medo e traumas. “Vejo fantasmas toda hora”, conta um dos oito recrutas entrevistados.”

Entre os militares enviados dos quarteis das cidades brasileiras para esmagar os guerrilheiros brasileiros no sul do Pará “…um batalhão formado por cerca de 60 ribeirinhos, selecionados por conhecerem bem a região ao longo do Rio do Araguaia. Sem receber nenhuma informação sobre a missão para qual foram designados, os recrutas foram “preparados” na base da tortura. Eram alvo de espancamentos, obrigados a tomar sangue de cobra ou de boi coagulado, colocados no pau de arara e também cobertos de açúcar para serem atacados por marimbondos e outros insetos. Alguns relatam que suas famílias foram perseguidas e torturadas no curso da missão.

Os relatos são de terror. Além das torturas, os recrutas eram instruídos a usar da violência contra os ribeirinhos da região para arrancar e informações e também a cortar qualquer tipo de plantio das casas. Até a captura e morte de praticamente todos os guerrilheiros, os soldados foram obrigados a testemunhar torturas e descartar os “sacos de cocos” — basicamente cabeças decapitadas pelas Forças Armadas.

No término da missão, os soldados foram desligados do Exército sem direito à aposentadoria e sequer um documento comprovando a passagem pelo serviço militar. Ficaram apenas com as lembranças de Araguaia, pesadelos e feridas psicológicas. Um dos entrevistados, revoltado com a negação do Exército sobre sua história, chega a desabafar: “me dá vontade de dar um tiro na cabeça”, narra o texto do documentário.

Na Coréia o império japonês, com o objetivo de esmagar a alma coreana e sua vocação milenar à independência e libertação nacionais, chegou ao ponto de proibir que falassem suas línguas e dialetos culturais, impondo o japonês como língua oficial dos livros didáticos,  a ser falado e usado nas escritas pelos coreanos.

A única forma que Kim Il Sum e seu povo encontraram para salvar a Coréia da opressão assassina em todos os sentidos, cruel e sanguinária japonesas foi empreender, com muito sacrifício, a revolução libertária socialista.

As maldades são de tal monta,  que os animais mais ferozes não cometem, mas somente seres humanos dominados pela ideologia imperial, colonizadora e capitalista só serão arrancadas da alma e das ações humanas com a força da revolução. Não há outro jeito.

Mesmo sem pressa, é possível concluir que a barbárie que mobilizou os japoneses a serem tão cruelmente desumanos também é a mesma que levou militares de ideologia nazista a fazerem o mesmo no Brasil.

É dessa desumanidade que se alimentam pessoas como o capetão miliciano Jair Bolsonaro. É dos excrementos do atraso de que se utilizam,  dos quais a elite impatriótica brasileira vive, buscando servir os propósitos mais perversos do capitalismo e do imperialismo internacional comandado pelos Estados Unidos.

A pregação pelo retorno das maldades praticadas pela ditadura empresarial-militar de 1964 tem como núcleo os mesmos propósitos das reformas da previdência e trabalhistas, visando jogar os trabalhadores na miséria e na desgraça.

A única forma de libertar profundamente o Brasil dessa indústria de rebaixamento humano e de mazelas geradoras de miséria e de pobreza é a revolução, que os fascistas, os nazistas, os fundamentalistas e os traidores da pátria tanto temem, por isso a caluniam.

Leia no link abaixo a reportagem completa sobre a barbárie cometida pelos militares e pela ditadura militar brasielira.

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Os soldados brasileiros torturados durante a ditadura militar no site Vice

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