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Bem vinda à decepção os militares traídos pelo seu ex mito, o miliciano Jair Bolsonaro

Por Dom Orvandil.

Li com atenção o artigo da jornalista Tereza Cruvinel, respeitada pela sua biografia e pesquisa política.

Baseada em fontes robustas e confiáveis, Cruvinel noticia  a tal decepção e chororô de soldados, cabos, sargentos e tenentes, arrependidos de fazerem propaganda e de votarem no miliciano e inútil ao povo brasileiro, que ajudaram a eleger através de campanha e de eleições fake news.

Nossa jornalista justifica o ‘patriotismo’ dos graduados traídos pelo miliciano corrupto. A ‘grande’ razão é “…por conta do projeto de reforma da previdência militar, que deve ser sancionado até a semana que vem.  A nova regra favorece a alta oficialidade em detrimento das baixas patentes, afora o aumento de cinco anos no tempo para aposentadoria. Por outros motivos,  é também grande, segundo fontes que ouvi, com acesso a militares graduados, a insatisfação da cúpula com os rumos do governo Bolsonaro’, disse Cruvinel.

Evidentemente que todos/as os/as brasileiros/as patriotas e de bom senso apóiam regras justas de aposentadoria e segurança salarial para os/as nossos/as militares.  Mas defendemos que esse princípio valha para toda a classe trabalhadora, sem privilégios setoriais, muito menos de uso de funcionários públicos com interesses ideológicos golpistas. Ora, as forças armadas são compostas de agentes públicos pagos pelos impostos,  arrancados dos trabalhadores pelo Estado. Deveriam ser as primeiras de defender o mesmo principio de  isonomia para a classe trabalhadora.

Porém,  nessa ‘revolta’ sentida pelos militares com a traição que o miliciano,  suspeito de ser mandante do assassinato de Marielle e de Anderson,  há dois equívocos que precisam ser debatidos para que todos os revoltados sejam aceitos e bem vindos na luta do povo brasileiro.

Primeiro, pecisam se libertar da boçalidade de ainda dizerem que foram traídos. Como traídos por alguém que sempre foi traidor? Esses militares não sabiam que Jair Bolsonaro sempre foi irresponsável, moleque, aventureiro, futriqueiro amante de ditaduras fascistas e defensor de crimes anticonstitucionais?

Se não sabiam têm que fazer autocrítica de sua ignorância, nada aceitável para quem deveria lidar com a defesa da Pátria. Mas terão que explicar porque não sabiam se todos  os setores esclarecidos do país denunciaram a farsa fantoche que sempre foi esse paspalho.

Se não sabiam e não se interessaram em saber porque não gostam de política é porque também são traidores.

Se sabiam e mesmo assim se envolveram na sujeira da eleição do porcalhão, então sua autocrítica pede por muito mais profundidade e honestidade para que não sejam confundidos com marginais milicianos e oportunistas chorões.

Segundo, se esses tais militares graduados fizeram campanha para eleger o fascismo em troca de benefícios e vantagens contra toda a destruição econômica de direitos do país, na verdade fizeram a pior e mais cafajeste das políticas. Só pensaram mesquinhamente neles e na sua vagabundagem familiar.

E isso precisa ser quebrado nas forças armadas, não com traições e oportunismos modelo milicianismo bolsonarista, mas numa ampla educação cívica e patriótica de nossos/as militares.

Usualmente as famílias desses graduados não psaasm de pessoas consumidoras de supérfluos e de banalidades.

Desde os tempos de igreja quando visitava familiares de patentedados que me chocava com as banalidades de esposas dondocas, que passavam cada dia inteiro em institutos de beleza se preparando para receber os “maridinhos” à noite.

Os papos das dondocas eram vazios, epidérmicos, sem leituras sérias nem conteúdo relevante. Lembro-me da mulher de um desses generais comandantes de regimentos, com a função de patrulhar a fronteira do Brasil com a Argentina, famoso por ser torturador, apesar de ser morcego de igreja, o quanto havia de frivolidades e preconceitos.

O que vi foi pura falta de patriotismo e de respeito pelo Brasil e pelo seu papel no mundo.

Querer privilégios e ainda chorar nos cantos com os dedos na boca, sem correção e sem realmente buscar o fundo da causa que agride e ofende a todos não é outra coisa senão alta traição à pátria.

Porém, não só para concordar com Tereza Crivinel, mas para sermos justos, que sejam bem vindos os militares que se revoltam com o traidor.

Que venham para o Brasil, para a pátria e para a unidade nacional. Que se somem ao lado do povo, de preferência tragam as armas dos quartéis para os seus verdadeiros donos, o povo brasileiro, notadamente os trabalhadores,  contra quem os traidores usam o armamento que deveria defender nossa pátria.

Que os militares não chorem por migalhas  nem reclamem de pagamentos espúrios do tipo toma lá e dá cá, mas entreguem com honra o seu sangue em defesa de nossa e vantagens egoístas pátria traída e pisada.

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