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Bispos e cardeiais acordaram do sono omisso diante das injustiças dos opressores e denunciam a reforma da Previdência como iníqua!

Como numa gangorra insuportável os membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, digladiando com a história que testemunha  bispos e  cardeais ousados na luta contra a ditadura sanguinária, a mesma reverenciada  Jair Bolsonaro, o inimigo da classe trabalhadora, e a sonolência conivente com a opressão do golpe de Estado,  redundante no massacre da democracia e dos direitos humanos.

No vale da sombra da morte imposta pelo neoliberalismo cardeais não se furtaram em fazer chuveirinho de água benta sobre o golpista corrupto e imoral Michel Temer, no afã de retirar investimentos do Estado, sangrando-o na missão constitucional de proteger os direitos dos trabalhadores e dos pobres.

Durante a guerra de 2018 os bispos e cardeais nada fizeram para ajudar a defender o povo, este fragilizado como ovelhas desprotegidas, enrolado, exposto e  devorado pelas oligarquias golpistas e devoradoras de direitos. Pelo contrário, além do atordoante silêncio, cúmplice dos horrores que a barbárie da crise capitalista jogou e joga sobre todos nós, deixaram padres e bispos soltos na irresponsabilidade de ajudar o inimigo da democracia, da justiça e da paz, além de perverso destruidor da verdade.

Durante a campanha  eleitoral de 2018, com o país sacudido pelas mentiras, pelas ações fascistas, mergulhando as eleições nas mais tenebrosas trevas a nossa CNBB se socorreu da falsa neutralidade para fugir da responsabilidade com o povo e com o Brasil.

Neste ano vive-se a aterrorizante experiência do desembocamento da destruição,  com os trabalhadores acossados e perseguidos nos seus direitos. Nossas riquezas saqueadas,  comprometendo o futuro das próximas gerações e estrangulada a saúde popular.  Corremos o risco de ter mais de cem mil mortos pelas doenças, falta de médicos e de medicamentos.

Tudo enquanto nossos bispos e cardeiais dormiam apenas pedindo a providência divina.

Porém, felizmente, o brado popular e nacional chegou aos ouvidos da CNBB e começa a converter nossos prelados.

A conversão é bem vinda. Melhor ainda com a denúncia profética.  A nota emitida, que poder ser lida na íntegra abaixo, acerta profeticamente quando denuncia a iniqüidade da reforma da previdência porque retira direitos para favorecer os bancos.

Além de forte,  é justa a denúncia de que mídia é mentirosa quando noticia que a previdência é deficitária, com o objetivo de enganar e roubar a opinião pública.

Alertar para os desalentos e sofrimentos dos que serão roubados e jogados nas desgraças da miséria e do abandono, a mesma situação dos milhões de refugiados das nações atacadas pelas bombas gananciosas e da guerra dos poderosos do centro econômico do imperialismo, é motivo para reforçar a resistência popular contra os destroços humanos que esse governo quer fazer do povo brasileiro.

Leia abaixo a nota profética sobre a desigualdade que não se esconde sob a retórica mentirosa do governo.

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CBJP e a PEC 06/2019: a retórica da reforma e a Realidade da desigualdade social

“O Senhor ilumina os cegos, o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos,

O Senhor cuida dos migrantes, sustenta o órfão e a viúva,

confunde o caminho dos ímpios” (Salmos, 146 8-9)

A iníqua proposta de reforma da Previdência feita pelo Governo Federal, em tramitação na Câmara dos Deputados, é contra os interesses dos segurados e benéfica para empresas e para o sistema financeiro.

Os elogios à proposta divulgados pelos meios de comunicação não são verdadeiros quando dizem que esta Reforma é necessária para o país sair da crise econômica e que sem ela o atual modelo de seguridade social vai quebrar em pouco tempo. Isto é uma falsidade para angariar o nosso apoio. A verdade é outra. A reforma correta de que a Previdência precisa é exatamente o contrário desta que estão propondo.

Esta reforma da Previdência tem que ser firmemente denunciada, pois é a mais injusta e a mais cruel tentativa de demolição dos direitos dos trabalhadores e segurados, garantidos na Constituição Federal. Se ela vier a ser aprovada, aqueles que hoje dependem do INSS e os que dele vierem a precisar amanhã, estarão sujeitos a se transformarem em indigentes, como já acontece em todos os países em que esta falsa reforma foi feita, como é o caso do Chile.

Ao contrário do que apregoam seus defensores, a proposta de emenda à Constituição nº 06/2019 “quebra” as contas públicas e aumenta as desigualdades. Quase todo o valor de 1 trilhão de reais, que segundo eles vai ser gerado, será retirado dos setores mais vulneráveis. Não apresentaram nenhum cálculo que comprovasse esta poupança, esconderam os estudos feitos.

A causa do chamado “déficit da previdência”, é, na verdade, decorrente dos desvios dos recursos da DRU, “Desvinculação de Receitas da União” e das injustificáveis dispensas de pagamento dos impostos, “desonerações”, sem as devidas contrapartidas sociais e decorrem ainda das milionárias dívidas das empresas para com o INSS que não são devidamente cobradas.

Diferentemente do que insinuam, a Previdência Social, que nas últimas décadas tornou-se um potente instrumento de diminuição das desigualdades e motor da “economia social”, eis que fortalece as economias locais, como tem sido reconhecido em estudos e em depoimentos de prefeitos e governadores, principalmente dos municípios menos desenvolvidos.

A PEC 06/2019 cria, sem nenhum fundamento, regras perversas de transição, obrigam os trabalhadores a contribuírem por muito mais tempo e, aqueles poucos que conseguirem se aposentar, receberão proventos menores do que os que hoje recebem. É uma verdadeira “quebra de contrato”.

As mulheres, os trabalhadores rurais, os idosos, os deficientes e os aposentados por invalidez serão penalizados pela malandragem de cálculos financeiros e pela esperteza contábil de tal reforma. Os homens e mulheres contribuintes deixam de ser pessoas e são transformados em números, servindo aos interesses do “mercado”, isto é, de uma economia desumana.

O Papa Francisco, ao refletir sobre a situação atual dos excluídos, principalmente idosos afirmou: “Em uma civilização em que não há lugar para os idosos ou são descartados porque criam problemas, esta sociedade leva consigo o vírus da morte”.

Assim como venderam a ilusão de que com a terceirização (lei nº13.429/2017), a aniquilação dos direitos trabalhistas, a PEC 95, os empregos, os salários e os investimentos privados voltariam, agora renovam as vãs promessas para aprovação desta reforma.

Ledo engano. O que se repete a cada crise, é o contrário: a fortuna dos ricos aumenta, na mesma medida em que aumenta a pobreza dos pobres. Essa repudiável realidade é usada para se alegar que a suposta crise, artificialmente gerada, para ser vencida, exige de “todos” muitos sacrifícios. Mas todos sabemos que quem paga no final a conta, são os mais desvalidos. As melhorias prometidas não chegam nunca. De crise em crise, quem lucra são os insaciáveis interesses financeiros.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB, reunida em Sessão Ordinária nos dias 26 e 27 de abril, cumpre seu dever de se colocar ao lado das forças sociais que defendem os interesses dos trabalhadores e segurados que resistem para impedir a retirada “dos pobres do orçamento e da Constituição”. Isto é a luta para impedir que se enfie o dinheiro dos impostos no bolso de poucos abastados.

A Seguridade Social é um direito do cidadão e um dever do Estado, um projeto de nação e não um negócio de compra e venda!

A histórica manifestação unitária das centrais sindicais de 1º de maio teve a nossa solidariedade e queremos compartilhar de novas iniciativas que almejem impedir o desmonte da Previdência pública como maior conquista do povo brasileiro.

Brasília, 06 de maio de 2019

Carlos Moura

Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB

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