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Bispos, em tom profético, denunciam o roubo dos bancos e a matança dos velhos e dos pobres

Por Dom Orvandil.

Da mesma maneira como aconteceu no entorno do golpe nazifascista de 1964, com mais da metade do episcopado católico romano, além de todas as igrejas ditas evangélicas, apoiando o início da barbárie em que se constituiu aquele movimento reacionário, que funcionou patrocinado pelos Estados Unidos, agora, como lá, quando seus membros são atacados, perseguidos e mortos, levantam as vozes na denúncia contra a montanha de injustiças no atropelo do povo brasileiro.

Não é para menos. O mercado assassino projeta atropelar, como se fosse um  Everest andante, todos os trabalhadores, dos pobres e dos velhos, disposto a matar o máximo que puder. Quem indica o massacre é o meliante representante dos bancos, o “seo” Roberto Campos Neto, descendente do neoliberal criminoso da ditadura militar, o não menos delinqüente Roberto Campos, que despejou seu DNA facínora na feitura do neto, atual presidente do saqueado Banco Central. “Na lógica fria [e genocida] de Campos Neto, quanto mais rápido vierem novos casos e mortes por covid-19, melhor para a economia. Mais importante é que a indústria continue produzindo e vendendo. Ainda que isso cause o colapso de hospitais e do sistema de saúde pública, forçando médicos e escolher quem atender e quem deixar morrer, é um preço razoável a pagar em nome do lucro” analisa a repórter do The Intercept, a jornalista Amanda Audi.

Apesar  do discurso diversionista e enganador do golpista e latifundiário Luiz Henrique Mandetta, no qual a demagogia sobrepõe palavras e intenções às ações efetivas, o miliciano,  ainda na presidência do Brasil em derrapagem rápida para o caos, quer mais. Por isso encalacrou o seu monstro oncologista, o encobertador da farsa da facada, no ministério da saúde. A intenção é a de usar esse ministério do Estado brasileiro, mantido pelo orçamento nacional, composto pelos impostos da classe trabalhadora e pela produção real, como ponta de lança para o projeto genocida promovido pelo marcado, já que Nelson Teich é membro dessa máfia e apoiador do tcthutchuca Paulo Guedes. É o monstro novo “ministro que o diz. Assim escrevi sobre ele no Cartas Proféticas: “antes da oficialização como “ministro” da “saúde”  ele deu entrevista afirmando que “você” – coisa nojenta essa forma de falar, atribuindo aos outros o que é de sua responsabilidade – tem que optar entre uma pessoa idosa contaminada e um adolescente, decidindo matar o primeiro para salvar o segundo,  que tem toda a vida pela frente – ufa, falou pela frente e não por trás” (leia mais).

A prova disso são o miliciano Jair Bolsonaro e o Congresso já roubarem do povo brasileiro 1 trilhão e 200 milhões de reais, doados e entregues rapidamente aos bancos, sem burocracia.

A despeito da imobilidade imposta pelo necessário isolamento social, muitas entidades se manifestam contra esse assalto, manipulado pela índole capitalista através do mercado neoliberal.

Em face da farsa que é a tal PEC chamada “orçamento de guerra”, que privilegia o egoísmo perverso do mercado financeiro, mais de cem entidades nacionais se manifestam com indignação.

Nessa linha se soma a Comissão Brasileira Justiça e Paz, ligada à CNBB, que, além de se solidarizar com as entidades em suas denúncias, acrescenta que “o artigo 7o do substitutivo do Senado à PEC 10/2020 consiste em facilitar e aumentar a drenagem de recursos públicos para o mercado financeiro, autorizando o Banco Central a repassar recursos, da ordem de trilhões de Reais, aos bancos sem controle social e estatal, sem contrapartida que garanta a implementação de políticas de saúde e de interesse social e nacional. Esses recursos liberados aos bancos sairão do Tesouro Nacional e impactarão o orçamento público e a dívida pública, recaindo assim sobre os ombros de toda a população”, declara a CBJP por nota pública.

.A nota continua afirmando que “a priorização do mercado financeiro e de propostas como estas “negam o direito de controle dos Estados, encarregados de velar pela tutela do bem comum” (Evangelii Gaudium, 56) que a sociedade nacional tem como aspecto primordial de soberania (leia a integra da nota pública aqui).

Para além da denúncia sobre a iniquidade em forma de privilegiamento aos bancos, parasitas e genocidas pela natureza do capitalismo, que surrupia a sociedade, é expressiva na nota a denúncia  de que o Estado brasileiro foi roubado a favor da burguesia, em prejuízo dos trabalhadores, notadamente das pessoas vulneráveis, já excluídas pela essência do espírito capitalista.

O texto apela que os senadores “..não aprovem o artigo 7o do substituto do Senado”.

Porém, é preciso que percebamos que, se o Estado brasileiro foi sequestrado pelo marcado desde o golpe de 2016, apelos de entidades são irrelevantes mesmo que elas sejam plenas de amor ao próximo e de solidariedade.

O gigantesco saque promovido pelo capitalismo internacional e nacional, agindo através do mercado parasita, só se resolverá com o gigantismo ainda maior da resistência e luta organizada amplas do povo.

Após a pandemia a pressão popular deverá ser robusta como prática e radicalização do que as entidades propõem durante o necessário isolamento social.

Ao contrário do mandamento “fique em casa” agora o próximo princípio deverá “saia para a luta da resistência contra a pobreza e a miséria” causadas não pelo coronavirus, mas pelo mercado satânico neoliberal.

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Um comentário

  1. "Bispos, em tom profético, denunciam o roubo dos bancos e a matança dos velhos e dos pobres". Ajude-nos a alavancar nosso Cartas Proféticas compartilhando somente a chamada e o link desta postagem e http://cartasprofeticas.org/bispos-em-tom-profetico-denunciam-o-roubo-dos-bancos-e-a-matanca-dos-velhos-e-dos-pobres/

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