bancada evangélica em oração

Boa pergunta: “Qual é o projeto de poder político da ‘Bancada da Bíblia’?”

Cassado e preso, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ) chegou a comandar cultos no Congresso, o que fere as normas.

Neste blog e no canal Cartas Proféticas sempre problematizamos criticamente a mal fadada, golpista, negociante, traidora e fundamentalista bancada evangélica.

Os parlamentares seus componentes, geralmente pastores/as, são coronéis donos de redutos eleitorais, que chamam de “irmãos congregados”,  são assassinos do Jesus de Nazaré e Galileu; são adeptos de um fantasma neoliberal que pregam em seu suas igrejas, fazendo de seus “crentes” clientes manipulados e bois de cangas de manadas, verdadeiras carnes de açougue do fascismo e da direita.

Felizmente a crítica séria e denunciante vem também de outras pessoas qualificadas, que se baseiam nos resultados desastrados da molecagem desses comerciantes oportunistas da fé, que votaram sempre ao favor do que há de mais sujo, injusto, desumano e golpista no Congresso Nacional, sem o menor compromisso com o Brasil e com o seu povo.

Abaixo posto síntese feita pela jornalista Cida de Oliveira da RBA sobre os estudos feitos e publicados pelo “psicanalista e militante do MST Marco Fernandes, autor de pesquisa sobre igrejas pentecostais e neo-pentecostais, e com o professor da USP Ricardo Mariano, que há anos estuda a temática”, escreveu Cida.

Leia a súmula abaixo com a figura do livro já nas livrarias.

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São Paulo – A Bíblia narra Jesus Cristo como uma liderança que nasceu e viveu na periferia, pregou o amor incondicional e o perdão, denunciou a concentração de renda, valorizou os pobres, andou com os marginalizados, frequentou festas e desafiou poderes, inclusive dos falsos profetas. Por isso foi preso, torturado e assassinado pelo estado que deveria protegê-lo mas que preferiu lavar suas mãos. Se vivesse nos dias de hoje, Jesus Cristo muito provavelmente seria tachado de petralha, comunista e bolivariano. E se fosse um político, na certa não poderia contar com os votos dos deputados da chamada bancada evangélica do Congresso Nacional.

No Brasil pré-impeachment, eles consolidaram o avanço no legislativo depois de anos ganhando espaço na política em nome de Deus, da família e da moral. E sacramentaram o poder com a eleição do deputado federal evangélico Eduardo Cunha (MDB-RJ) para a presidência da Câmara.

A partir de então, esses políticos eleitos pelo voto de fieis, seguidores de doutrinas evangélicas, se aliaram à direita em defesa de projetos nada coerentes com o amor divino. Em nome de Deus, votaram pelo impeachment da presidenta eleita mesmo sem crime de responsabilidade e reforçaram apoio a propostas que vão do aumento da pena a mulheres que praticam aborto até a redução da maioridade penal, só para ficar nesses exemplos. Uma perseguição aos pobres, pretos e periféricos de comunidades esquecidas pelo poder público onde se multiplicam as igrejas evangélicas, especialmente as neo-pentecostais.

 Descompasso

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A reflexão sobre o descompasso entre os ensinamentos de Cristo e as pautas reacionárias defendidas pela bancada evangélica é uma entre tantas suscitadas pelo livro Em nome de Quem? (Grupo Editorial Record), de autoria da jornalista Andrea Dip.

““A direita se aproxima dos evangélicos enxergando seu potencial, já que a religião cresce de forma acelerada enquanto os evangélicos se aproximam da direita principalmente por conta das pautas morais”, afirma Andrea, que entrevistou pastores, parlamentares, políticos e especialistas no assunto para uma grande reportagem – Os pastores do Congresso – publicada em 2015 pela Agência Pública. E que teve de atualizar dados e entrevistar muitos outros nomes para o livro que será lançado nesta segunda-feira (11), em São Paulo.

Antes da sessão de autógrafos haverá um bate-papo com psicanalista e militante do MST Marco Fernandes, autor de pesquisa sobre igrejas pentecostais e neo-pentecostais, e com o professor da USP Ricardo Mariano, que há anos estuda a temática.

Segundo a autora, o projeto de poder dos políticos evangélicos em um país laico pode parecer adormecido, assim como eles podem parecer aquietados, em um momento de crise política, econômica e social. No entanto, não quer dizer que tenham sido abandonados. “Muito provavelmente se aquietaram de maneira estratégica. Afinal, todos eles têm sua imagem marcada pelo apoio dado a Michel Temer, mais impopular dos presidentes, e estamos em ano eleitoral”.

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