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Chimarrão Profético com o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos: “Interfaces políticas e sociais das religiões de matriz africana”

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Neste dia 24/08/08/20, às 11 horas, segunda feira se enriquecerá com  participação, conhecimento, sabedoria e militância do  Prof. Dr.  Babalawô Ivanir dos Santos.

Em plena crise estrutural e conjuntura nosso Chimarrão Profético busca conversar de modo proveitoso com pessoas que mergulham nos universos do conhecimento e da luta. Neste sentido prevemos a beleza e a riqueza do encontro com nosso convidado.

Nosso convidado é autor do livro “Marchar Não é Caminhar: interfaces políticas e sociais das religiões de matriz africana no Rio de Janeiro”, o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos  é Pós-doutorando em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ).  Pesquisador e coordenador de área de pesquisa no Laboratório de História das Experiências Religiosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LHER/UFRJ). Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Conselheiro Estratégia do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP).

A luta que na qual se envolve o  Babalawô Ivanir dos Santos soma a  40 anos,  atuando em prol das liberdades, dos direitos humanos, da pluralidade contra o racismo e a intolerância religiosa. Por isso  Ivanir dos Santos recebeu o prêmio International Religious Freedom (IRF), em julho de 2019. O Prêmio foi entregue pelo Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos, durante evento em Washington, pela sua importância na luta contra a intolerância de  praticantes de religiões de matriz africana no Brasil. Ele foi o único líder religioso do Ocidente a ser premiado. Ao olhar para a trajetória de vida e militância, dentro e fora da esfera social, cultural, religiosa, política e acadêmica, o seu nome desponta como uma referência. É interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) há doze anos – e, em parceria com o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a CCIR vem chamando a atenção da sociedade e das autoridades públicas para o perigo da construção de um estado teocrático em um país constitucionalmente laico como o Brasil. Suas lutas muitas vezes se entrelaçam à história de vida de tantas crianças pretas nascidas na Favela do Esqueleto, removida da área onde existe a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para Bangu, no início dos anos 60. No Esqueleto, Ivanir foi criado pela mãe, a doméstica Sonia, até os seus 7 anos, quando ela foi brutalmente assassinada. Filho de mãe solteira, foi entregue ao Serviço de Assistência ao Menor (Sam), ligado ao Ministério da Justiça que, após o golpe militar de 1964, mudou de nome para Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem). Ivanir ficou recluso por 12 anos e carregou, por muitos anos, o estigma de ex-interno de um sistema que considerava crianças e jovens negros pobres das comunidades como potencialmente um perigo social. Venceu todas as barreiras, estudou muito e fundou, com um amigo de internato, a Associação dos Ex-Alunos da Funabem, em 1979. A ideia surgiu após observarem que os alunos que saíam do internato eram discriminados pela sociedade, não conseguiam empregos – e muitos entraram para o crime, mesmo com a ficha limpa até então. A iniciativa fez com que Ivanir levantasse a voz pela primeira vez para denunciar a ação crescente dos grupos de extermínio, um prenúncio sobre casos que posteriormente ganharam dimensões alarmantes, entre eles a Chacina da Candelária, em julho de 1993, e a Chacina de Vigário Geral, no mês seguinte. Quando esses crimes ocorreram, Ivanir já estava envolvido na causa até o pescoço. Cinco anos antes, havia coordenado o primeiro levantamento oficial sobre o extermínio de crianças brasileiras para a Defense for Children International (DCI), entidade com sede em Genebra, na Suíça. O documento serviu de base para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lançado no Brasil em 1990. Ivanir dos Santos colaborou com importantes campanhas – “Não Matem Nossas Crianças”, “Abolição do Trabalho Infantil” e “Tráfico de Mulheres é Crime”, entre outras – e dedica a sua vida a batalhar ao lado de movimentos populares fundamentais como esses.

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