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Chimarrão Profético com o Prof. Dr. Rudá Ricci: “Lula deve conciliar com o mercado ou radicalizar…?”

A conjuntura brasileira ferve carregada dos sofrimentos de nosso povo, principalmente da classe trabalhadora, que empobrece e se endivida cada vez mais e dos que já são pobres, abandonados e perseguidos pela casta econômica e golpista.

Neste cenário terrível,  os direitos se esfumaçam e os espaços de negociação emagrecem.

Aí rola o pandêmico ano de 2021 em direção ao eleitoral 2022.

Nessa dinâmica transparecem as contradições. De um lado mede-se uma democracia burguesa golpeada e destroçada pela própria burguesia do mercado.

Por entre os destroços do que sabe fazer muito bem, desde a colonização e ocupação das terras deste país,  a elite escravocrata e perversa ziguezagueia entre golpes dados por setores dos mais sujos, feitos pelas pessoas impossivelmente mais desqualificadas, a classe dominante busca uma fictícia e falsa terceira via que, no fundo, é feita das pessoas mais imundas,  que sempre pulularam pelos gabinetes, bares, cassinos, mansões e reuniões clandestinas na organização de planos para  sangrar nosso povo e roubar o Brasil.

Por outro lado,  batem-se cabeças entre sociais democratas plenos de santos sonhos e desejos de fazer deste país um grande mercado no qual ricos e pobres troquem produtos e ganhem, como se fosse possível a comunhão entre explorados e gananciosos exploradores.

Há ainda os revolucionários de reuniões e de estudos rigorosos, que odeiam o diálogo com os sociais democratas, que discursam sobre a classe trabalhadora e o porto da chegada estratégica socialista, mas que tratam seus militantes à ponta pés, como tiranos e senhores sobre os escravos. Plenos de ódios a eleições acabam sempre arrastados ao apoio a candidaturas menos impuras, negociando vantagens aos seus projetos.

O ambiente eivado de incertezas e de terror é marcado por agentes fascistas que ameaçam de incendiar tudo e a todos que ousarem ameaçar a vitória de seus brinquedinhos eleitorais.

Tudo indica que nos encaminhamos no Brasil para campanha eleitoral em tom de guerra, de muita violência e derramamento de sangue.

No campo nacional, democrático e popular  o indicativo demonstrado pelas pesquisas de opinião apontam para o acúmulo eleitoral do campo progressista, mas social democrata.

A memória popular joga cartada acumulativa sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A direita, com sua mídia, seu judiciário, seu parlamento e suas igrejas,  teme os passos com botas de  sete léguas usadas por Lula.

O mercado golpista e opressor faz cálculos entre perdas e ganhos em relação aos seus cachorros envenenados, por ele imposto nos governos, e Lula.

O povo e sua classe trabalhadora desmobilizada e dividida, com a consciência classista rebaixada também fazem seus cálculos. Ao dedilhar a calculadora econômica e política concluem num ímpeto despolitizado, num afã economicista, que os ganhos em empregos, em salários, em estudos para os filhos, em viagens etc foram maiores com Lula e com Dilma do que com o vampirão Michel Temer e com a sua excrescência miliciana genocida Jair Bolsonaro.

De certa forma mercado e trabalhadores ganharam, pensam muitos. O Brasil também ganhou em prestígio e como agente do jogo geopolítico.

Poucos avaliam que o povo perde sempre em termos políticos. Na social democracia o povo se queda à espera dos “geniais” negociadores enquanto os trabalhadores se entregam à produção, mas, enquanto se desgastam, perdem em poder político e como agente qualificado na luta. Na social democracia, mesmo na de tom mais progressista, os trabalhadores só trabalham e consomem, mesmo com alguns direitos a mais do que no contexto totalmente golpeado e dominado pelo neoliberalismo, no caso do Brasil  associado ao fascismo, ambos insanos, injustos e bárbaros. Aqui os trabalhadores se esvaem como vidas dignas e as empresas viram monturos de lixos em favor dos negócios dos trustes internacionais, gerando mais desempregos e abandonos, como se viu com as várias montadoras que fecharam no Brasil e se transferiram a ouros países de mão de obra mais brutalmente explorável.

Tudo indica que a trilha eleitoral por si só não gera libertação popular nem é capaz de apresentar ao país projeto a ser debatido e viabilizado nacional e popularmente.

O mercado ao perceber a inevitalidade da eleição de Lula, com seus magnatas de mentes apodrecidas e atrasadas, cheias da propaganda midiática sobre o lavajatismo, acena com a bandeira da conciliação de classes, como sempre o fez, entregando aos trabalhadores os ossos descarnados da produção e dos lucros roubados e acumulados como capital e opulência iníqua.

Pedem que caso Lula vença as eleições que a sua amada mídia continue privada e mandando política e ideologicamente nos destinos destruídos do futuro do Brasil. Solicitam a Lula através de seus anjos da morte e lobistas negociadores de sempre, que caso o ex presidente vença as eleições de 2022, se quiser tomar posse e se quiser governar, obediente ao mantra usado pelo playboy  Aécio do Pó Neves, adotado desde Juscelino, que não reestatize as estatais privatizadas pela política moleque impatriótica de Collor, FHC, Michel Temer e do miliciano Jair Bolsonaro.

Outrossim, o bom senso classista trabalhador, apesar de muita dificuldade, desmobilização, divisão e rebaixamento da consciência de classe, pressiona pela radicalização de Lula, no sentido de que não governe com e para a elite dominante. Que se eleja e governe com e para a classe trabalhadora, composta por mais de 98% da população brasileira.

A classe trabalhadora justifica que a elite mercadológica,  com suas instituições de apoio, inclusive com suas eleições, não é de confiança. Este setor opressivo e explorador tem no seu DNA o germe da traição egoísta e demolidora, herdado da escravatura com seus navios negreiros desumanos, seus capitães do mato, seus troncos, correntes e chibatas.

É este o cenário econômico e político de 2022, já aí à nossa porta, com o Brasil destroçado e o povo se contaminando, morrendo e de joelhos.

Precisamos conversar seriamente sobre essa crise dilacerante e construirmos a saída.

Este tema nos ocupará no CHIMARRÃO PROFÉTICO desta QUINTA FEIRA, 14/10/21, ÀS 11 HORAS E 10 MINUTOS. O nosso ilustre convidado é o combativo e conhecido intelectual militante Dr. Rudá Ricci.

Rudá Ricci é mestre em Ciência Política e doutor em Ciências Sociais, presidente do Instituto Cultiva. Condecorado com a medalha do Grande Mérito Educacional de Minas Gerais, ex-consultor da ONU e avaliador de projetos de desenvolvimento territorial financiados pelo Banco Mundial. É o coordenador nacional da Articulação Brasileiro do Pacto Educativo Global (ABPEG), liderado mundialmente pelo Papa Francisco.

PROGRAMAÇÃO DO CANAL E DO SITE CARTAS PROFÉTICAS

– Chimarrão Profético: todas as terças e quintas feiras, às 11 horas;

– Leitura Profética: todas as quarta feiras, às 11 horas;

– Fé e  Luta: todos os sábados, às 11 horas;

– Mergulho nas Notícias: todas as segundas feiras, às 19 horas;

– Arte e Vida: todas as sextas feiras, às 19 horas;

– Reflexão do Evangelho: todos os domingos;

– Vigília e Resistência na Pandemia;

– Impactos das Notícias: notícias analisadas a qualquer momento (ao vivo).

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