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Cocaína no avião da Fab

 Edergênio Vieira*

Naquele que é sem dúvida, um dos maiores escândalos da existência de Bruzundanga. Muito antes até, desde quando os Portugueses aqui chegaram e fincaram bandeiras, matando, dizimando milhões de nativos. Naquele tempo, ainda não éramos nem Estados Unidos do Brasil, não éramos nem sequer República Federativa, nem Império, éramos Colônia. O mesmo colonialismo subserviente com que Bolsonaro se apresenta ao Donald Trump, o ultra-direita boçal dos Estados Unidos da América. Ao lado de Trump, Bolsonaro vira tchutchuca, no entanto aqui no Brasil, ele é Tigrão. Grita, vocifera, não abaixa o tom nenhum minuto. Mas ao lado de Trump, passa mal. Está diante de um “deus”. Bolsonaro envergonha o Brasil, envergonha os brasileiros. No discurso de “celebração” do acordo entre o capitalismo europeu e o capitalismo sul-americano, quem falou foram os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, e da Argentina e do Mercosul, Mauricio Macri, a sonhada integração entre os povos sul-americanos, para além do comércio ficou para trás. A celebração é dos empresários dos dois continentes, benevolentes patrões que oprimem os trabalhadores. 

Acesse aqui e veja o vídeo no canal Cartas Proféticas: As bombas do Intercept explodem mas quem deve derrubar os bandidos somos nós!

Ainda assim, nesse evento, Bolsonaro sequer abriu a boca. Resumo da ida dele ao Japão, falou com o Trump,  ganhando um afago na cabeça do seu ídolo, levou uma bronca do Putin, e passou vergonha com os franceses. O Brasil precisa ser um país que se coloque como vanguarda no cenário mundial. Todos os grandes debates do mundo passam por aqui. Temos as maiores riquezas desse planeta Mãe, essa nave cósmica que nos dá a graça de viver nesse pálido ponto Azul, na periferia da Via Láctea. Olhe o mundo a sua volta, veja o belo que se apresenta diante dos seus olhos. Tudo isso que está aí, ao seu lado, dou o nome de vida. A vida é aquilo que você olha para ela. Óbvio que a vida é também o que você não vê, sim, isso é possível viver o não visto. Viver o abstrato, mas não é o mesmo que viver. Hoje não vivemos, sublimamos a existência por meio de telas. E é por meio das telas que o mundo olha para o Brasil. São em redes sociais, e na imprensa basicamente,  essas duas dimensões da linguagem, que o Brasil é apresentado ao mundo. Acho que “nóis não tá bem na fita”, para o mundo exterior ao Brasil, e não para nós mesmos, que é o mais importante. Nossa música, como o Samba, a MPB, o Rap deixou de ser uma música internacional, nossos romances literários não mais atingem patamares mundiais, salvo pelo “grande” Paulo Coelho, “nosso prêmio ignóbil de Literatura”. Nossa arte, nem o “nosso futebol” tem representado o Brasil.

Reflexão Evangélica: “Para além das festas de São Pedro e São Paulo o significado do Jesus Messias”

Nas Notas sobre a República dos Bruzundangas havia diversos problemas sociais, econômicos, culturais e políticos. Os títulos certificados pelas “academias científicas” era uma ilusão dos pseudo-eruditas, os que tinham a pretensão de saber. Aqueles que imaginam que é possível saber. Pobres habitantes de Bruzundangas. O romance Os Bruzundangas é uma distopia do maravilhoso Lima Barreto. Em “Um Mandachuva” é apresentado um político anônimo, imagine-o em sua cabeça agora. Veio de uma cidade do interior do país, (esse conceito de centro e periferia me incomoda, mas vai lá, pense que há uma cidade central e outra na borda do centro). Esse político era do “interior”, teve uma formação intelectual restrita as necessidades básicas, ele não tem gosto por pensamentos mais elaborados, expressado por meio de apreço a arte, a cultura. Ele é reducionista, medíocre. Em suma, ignorante e sem trato com a conferência pública. Bem, nem precisa dizer que o Lima Barreto, “acertou”.

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E o rap preocupa com o povo, veja, Sabotagem é também diatópico. No ano 2000, ele escreveu Um Bom Lugar, clássico do rap nacional, em que Sabotagem canta o Capão Redondo, assim como Caetano cantou Sampa. O mais subversivo é que Sabotagem já previu “Quem tá no erro sabe, Cocaína no Avião da Fab”.

Leia do autor deste artigo: O Lugar da Cultura Popular em Anápolis.

*É mestrando em Linguagem e Tecnologia pela UEG, Colunista do Cartas Proféticas.

Veja o vídeo e compartilhe: A cocaina no avião de Bolsonaro é o melhor símbolo do governo miliciano!

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