Comentário do Evangelho

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Clique para acessar o mentário do Evangelho de Mateus 21, 33 – 43 (08/10/17)

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Mateus 18, 21 – 35 (17/09/17).


A força libertadora e humaniadora do perdão – Evangelho de Mateus 18, 15 – 20 (10/09/17)

Pega a tua cruz, mas pega mesmo e segue Jesus! (Mateus 16, 21-27) – Evangelho de 03/09/17

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Evangelho de Mateus 16, 13-20 (27/08/17):

Em Cesareia Jesus pergunta: “quem é o filho do homem para vocês?”

 

Clique aqui e acesse o comentário do Evangelho de Luca 1, 46-56 (20/08/17).  Título: “Maria canta a derrubada dos poderosos e a elevação dos humildes” 

 

Acesse aqui o Evangelho do dia 13/08/17: Mateus 14, 23-33. 

Jesus caminha sobre as águas e as nossas turbulências! 


Clique sobre este título para acessar o último comentário do Evangelho: “Jesus se reúne com seus discípulos na boca do inferno”

Mateus 16, 13-20
Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Quem os homens dizem que o Filho do homem é?”
Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.

Segundo a resposta, as pessoas vinculam Jesus à linha profética. Nenhuma menção a um pretenso messianismo poítico e poderoso. Para as pessoas, Jesus está dentro da tradição profética. É uma percepção interesante.

 


Clique aqui para acessar a reflexão sobre o Evangelho de Mt 10, 26-33 (25/06/17): “No evangelho o discipulado entre o medo e a cruz”

 


Clique aqui para ler o comentário do evangelho do domingo 04/06/17 (João 20, 19-19), intitulado “Dúvida de Tomé, a cruz e o Pentecostes“.

 


Clique aqui para ler o cometário do evangelho do domingo, dia 14/05/2017 (João 14, 1-12), intitulado “O que há de importante em Jesus como caminho?”

O que há de importante em Jesus como caminho?

Comentário do Evangelho do dia 14/05/2017.

João !4, 1 – 12.

Este trecho do Evangelho de João se situa no bloco da despedida de Jesus quando de sua reunião com os discípulos no local chamado pela tradição de Cenáculo, em Jerusalém, horas antes da prisão, julgamento e morte dele.

O ambiente era de tensão máxima, de confusão e de tristeza profunda.

Porém, é bom alertar que o evangelho de João era um documento de catequese e de reforço dos novos convertidos e de formação dos discípulos açoitados por dúvidas, confrontados com muitas propostas de como chegar aos diversos deuses pregados e por perseguições imensas, mesmo um século depois de tudo o que levou Jesus à morte.

Seguir Jesus implicava em angústias e até em inseguranças relativas às dolorosas rupturas com outros caminhos.

  1. “Creiam em Deus e em mim”: o ambiente de despedida vivenciado pelos discípulos de Jesus foi sentido com dor incomparável, mesmo depois de Jesus afetiva e gentilmente lavar os pés de cada um dos seus amados amigos (!3, 1-17). O clima era feito de sentimento de orfandade e de abandono elevados ao extremo.

João usa neste capítulo uma figura apropriada para dar a ideia do que se passou naquele ambiente sitiado por soldados romanos, por escribas e fariseus, representando o Estado imperial dominante e a instituição religiosa, prontos para prender e matar Jesus.

“Não fique perturbado o coração de vocês” (Jo 14, 1). Essa figura expressa bem o estado de turbulência e de desespero caótico causado pela situação de ameaças e de perseguição. Noutra tradução se fala “não se turbe vossos corações”. Turbar significa enfiar-se numa tolda pesada, hermeticamente fechada como modo de fuga, mas sem luminosidade e saídas. Era isso o que sentiam os discípulos e a comunidade de João, um século depois na despedida causadora de orfandade.

Jesus, no contexto dentro do qual vivia a igreja primitiva, era questionado e relativizado cansativamente pelos judeus tradicionais e pelos seguidores de outros deuses e propostas. Crer nele era desafio difícil de segurar.

Contudo, para João a fé é indispensável na caminhada com Jesus.

A fé não se reduz a ser mero sentimentalismo nem depende de circunstâncias favoráveis para acontecer.

Crer alcança duas dimensões fundamentais:

a)entender – “saber”, “conhecer” e “ver”,  na linguagem de João – que Jesus busca outras moradas na casa do Pai. Nestas moradas há lugares para “todos” os que nele crerem, apesar das circunstâncias terrivelmente contrárias e ruins.

Abrir-se  às novas moradas preparadas, buscadas e ensinadas junto ao Pai é a mais ardente resposta aos sonhos de conviver com Deus, já retratados por Gênesis 2 quando Deus passeava pelo jardim do Éden numa convivência íntima e em plena comunhão com a humanidade e com toda a criação. O profeta Isaias desenhou essa morada de paz, graças a plena justiça divina que normatizará a convivência pacífica entre os diferentes: “O lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao lado do cabrito; o bezerro e o leãozinho pastarão juntos, e um menino os guiará; pastarão juntos o urso e a vaca, e suas crias ficarão deitadas lado a lado, e o leão comerá capim como o boi … Ninguém agirá mal nem provocará destruição em meu monte santo, pois a terra estará cheia do conhecimento de Javé [Deus], como as águas enchem o mar” (11, 6-9).

Crer em Deus e em mim, portanto, é aderir a Jesus seguramente e sem as confusões causadas pelas pressões das circunstâncias de perseguições e de pressões para seguir outros deuses, muito próximos da opressão que aumenta o medo e o caos nos discípulos. As muitas moradas junto ao Pai é o projeto de Jesus para o mundo, que Deus ama ao ponto de dar o seu filho para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna (vida abundante) (Jo 3, 16).

b)é compreender a profunda dimensão do serviço (da luta): vivenciar na comunidade da fé e em  todas as relações essa habitação da casa do Pai é “encarnar” no serviço, mesmo em meio a terríveis perseguições e do medo, o que Jesus ensinou no lava pés: “Vocês dizem que eu sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz: Eu garanto a vocês: o servo não é maior do que o seu senhor…Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática” (13, 12-17). “Eu disse essas coisas, para que vocês tenham a minha paz. Neste mundo vocês terão aflições, mas tenham coragem; eu venci o mundo” (16, 33).

  1. O caminho para Deus e a “cara” do Pai: Tomé retrata muito bem a angústia da comunidade e das pessoas perdidas no meio das perseguições e do caos causado por tantas disputas por “clientela”. “Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?” (5).

Ao responder a Tomé e à comunidade joanina Jesus aponta para o único e possível caminho para a casa do Pai. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (6).

Que caminho e de que forma caminhar por ele? Outros textos lançam luzes para definirmos o caminho: Dt 8.6; Sl 1.1,6; Pv 4.18s; Jr 7.3-5,23s; Mt 7.13s etc. Trata-se de uma síntese forte e rica de valores que orientam as pessoas e a comunidade  Para chegar a Deus é preciso ler, estudar e se aprofundar nos ensinos de Jesus e se libertar do que o ambiente injusto, pecaminoso e caótico tentam impor como os melhores caminhos.

Seguir Jesus como caminho de verdadeira vida implica em ruptura com todos os projetos escravizantes pregados por um mundo de religiões e messias de todo o jeito e sempre alienante.

A ruptura sempre provoca dor, mas a cura para os que seguram a “onda” de seguir o caminho redunda em paz para os que chegam à casa do Pai.

Além do caminho é preciso conhecer bem a biografia, o programa e a “cara” – a foto – do dono da casa. Por isso o apelo  de Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso basta para nós” (8).

Ao responder a Felipe Jesus se deixa fotografar e desenhar detalhadamente nos pontos de sua “anatomia” messiânica. Ele e o Pai são uma só pessoa. O que ele fala é o que o próprio Pai diz, sem diferença. Quem o escuta ouve as palavras do próprio Pai, em cuja casa podemos nos sentir felizes, bem aventurados e em paz.

Mais, o Pai é visto também nas obras que Jesus fez e faz. Ora, as obras feitas por Jesus e através dele pelo próprio Pai são inumeráveis na farta lista do próprio evangelho de João. Jesus é o verbo que habita entre nós, tornando-se gente como nós,  em cuja habitação há muita obra (1. 14). Jesus rompe a barbárie da aplicação oportunista e desumana ao rejeitar o apedrejamento de uma mulher (Jo, 8). Acolhe outra, cercada e feita de preconceitos e rejeições ao ponto de só conseguir beber água quando o sol se punha a pino e quando outras madames não iam ao poço por causa do calor (Jo 4), reparte pães e peixes para saciar a fome da multidão, rebenta os grilhões da morte e do tumulo para libertar seu amigo Lázaro etc. Em tudo isso e em muito mais, Jesus realiza as mesmas obras do Pai, a quem chegamos trilhando o caminho que é ele mesmo.

Melhor, os que veem Jesus como a “cara” do Pai e andam por ele como caminho também podem fazer as mesmas obras que ele fez: “Eu garanto a vocês, quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas…” (12).

Conclusão: Todos os seres humanos carecemos de caminhos a seguir. Esses caminhos têm que ser de força transcendente a tal ponto que arrebatem nossa fé, nossa consciência e nossas práticas.

Para nós cristãos Jesus é esse caminho arrebatador que nos projeta para dentro do mundo em meio aos seus conflitos e contradições, ajudando através de nossas obras a realizar as obras de Jesus na construção de muitos lugares na casa do Pai.

Noutras palavras, não há como arredar do mundo as confusões, as angústias e dores para crermos, para seguirmos o caminho e para realizarmos as obras do Pai. Pelo contrário, é neste mundo que caminhamos com Jesus e o encontramos como nosso caminho.

Caminho que dimensiona e valoriza nossa vida dos que, como ele, nas circunstâncias atuais, sejamos capazes de amar ao ponto de servirmos até mesmo aos que traem e negam, como Judas e Pedro fizeram com Jesus.

Hoje, entre tantas opções, na maioria superficiais e desumanas, sentimos carência enorme do caminho a seguir na conquista de valores que nos libertem e nos humanizem.

Jesus é o caminho como valores fundamentais para nossas vidas e para as nossas comunidades. Há que reencontrarmos Jesus relendo e estudando este evangelho e o projeto aí posto.

Além dos atalhos muito mais dependurados nas crises e  “soluções” impostas pelos poderosos que, sem dúvidas, crucificariam Jesus se ele vivesse entre nós e nesta conjuntura de manipulações e corrupção da verdade e da justiça, carecemos superar os “obrismos” ativistas de igrejas dos que pulam, gritam e propõem alívios de caráter espiritualizante, sem jamais considerar as circunstâncias reais das pessoas e da comunidades.

As “obras” de caminhos errados se reduzem a “evangelizações” que afrontam as culturas e que dividem as pessoas num discurso moralista e farisaico. No máximo que muitos cristãos fazem são pequenas ações de caridade, que denomino de “enxuga gelo”, sem resultados efetivamente transformadores e sério nas mudanças das estruturas da sociedade.

Este evangelho de João aponta o caminho de profundas mudanças nas pessoas e nas comunidades, que implicam em rupturas com os falsos caminhos e com os deuses de ocasião, principalmente o do dinheiro, que entroniza os endinheirados apenas.

Pelo evangelho de João, neste trecho, não há nenhuma possibilidade de os “do caminho” serem estéreis e vazios de obras. Percorrer o caminho para o Pai, que é Jesus, é embrenharmo-nos num rumo radicalmente frutífero e insistentemente produtivo das obras “maiores do que as minhas”.

O famoso colombiano padre Camilo Torres foi profético ao falar na sua vocação sacerdotal, numa fundamentação séria que pode ser base para todos os cristãos realmente fieis ao “caminho” Jesus, quando disse numa declaração pública: “Optei pelo cristianismo por considerar que nele encontrava a forma mais pura de servir ao meu próximo. Fui escolhido por Cristo para ser sacerdote eternamente, motivado pelo desejo de entregar-me de tempo completo ao amor de meus semelhantes. (…) Ao analisar a sociedade colombiana, tenho me dado conta da necessidade de uma revolução para poder dar de comer ao faminto, de beber ao sedento, vestir ao despido e realizar o bem estar das maiorias de nosso povo. Estimo que a luta revolucionária é uma luta cristã e sacerdotal. Somente através dela, nas circunstâncias concretas de nossa pátria, podemos realizar o amor que os homens devem ter para com seus próximos” (TORRES, Camilo. Cristianismo & Revolução, Global Editora, 1981, p. 112).

 


Clique sobre a figura “Eu sou o bom pastor” ou sobre o título para ler o comentário do Evangelho de João 10, 1-10 (4º domingo da páscoa – 07/05/17).

 

 

Jesus o pastor

 Jesus é o pastor e a única porta que nos faz excelentes portas

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Decepções dolorosas, angústias e libertação dos caminhantes de Emaús

Emaús

Lucas 24, 13 – 35, evangelho do terceiro domingo da páscoa, 30/04/2017.

Algumas informações obre o autor, provável data, local e destinatários deste evangelho ajudam a entender melhor o drama do caminho de Emaús.

O autor do terceiro Evangelho, desde o século II, segundo o testemunho de várias pesquisas, é Lucas. Os escritos de Paulo: Colossenses 4,14; Segunda carta a Timóteo 4,11 e Filemon 24 dão pistas fortes sobre a autoria de Lucas. Lucas seria, então, médico, companheiro de Paulo em suas viagens e presidiário ao seu lado durante as perseguições. Pelo estilo e conteúdo do autor se pode afirmar que ele é um cristão que acreditou muito no valor das comunidades, que se entusiasmou pela pessoa e projeto de Jesus, mesmo não o conhecendo pessoalmente. Através de seus escritos, percebe-se que se trata de uma pessoa culta e sensível, dominando bem o conhecimento da Bíblia. Sua maneira de escrever é elegante e clássica.


O local onde foi escrito o Evangelho de Lucas também não é questão clara. Não se tem certeza do local exato, podendo-se afirmar que é fora da Palestina, lugar onde vivera Jesus. Alguns estudiosos apontam a atual Grécia ou Turquia, como lugares prováveis para a redação do terceiro Evangelho. As comunidades para quem Lucas escreve são compostas por pessoas em sua maioria de origem não judaica.

A época final da redação se dá provavelmente entre os anos 80 e 85, bem após os acontecimentos de Jesus, narrados por Lucas, como também ocorre com os outros evangelhos. Este período em que Lucas escreve é bastante complicado, pois as comunidades correm sérios perigos provocados pelas intensas perseguições e pelas fortes heresias que desviavam os cristãos das comunidades e do projeto de Jesus.

No evangelho deste domingo percebe-se o esforço que o autor e a comunidade lucana fazem para mostrar os caminhos percorridos por Jesus, que apontam seus sinais no projeto libertador de Deus desde Moisés, passando pelos profetas comprometidos com a aliança que produziu um povo libertário e coeso com Deus.

Destaco aqui alguns pontos com a intenção de buscar luminosidade para os dias difíceis que vivemos no Brasil e no mundo, hoje:

  1. As lamentações da dor da frustração com a morte de Jesus: é provável que os caminhantes doloridos fossem um casal – Cléopas e Maria, sua esposa (Jo 19, 25). O marido fala muito com o estranho que se aproximou enquanto a esposa, talvez por ser mulher vivendo sob o peso da insignificância que a cultura grega impunha por sua condição feminina de quem não tinha alma e intelecto, mantinha-se calada e apática ao relato do sofrimento pelo companheiro.

Jesus se põe na caminhada com eles. Aí as frustrações do casal se derramaram dolorosamente em forma de um discurso indicando a falência política e espiritual que redundaram para os seguidores de Jesus com sua morte.

Chama a atenção o silêncio de Jesus, mostra de profunda e respeitosa escuta da confissão sincera das frustrações projetadas de corações decepcionados e desiludidos.

Geralmente as pessoas não sabem como silenciar diante dos lamentos e confissões das dúvidas e desencontros do próximo. As atitudes predominantes são as de quem tem todas as soluções prontas e as receitas provadas para os outros.

Há neste evangelho uma lição educadora fundamental para ministros clérigos e leigos: a de calar silenciosos para que o próximo confiante no respeito da escuta compassiva abra a alma dolorida, sem receber discriminações e “sermões” cheios de reprimendas e juízos condenatórios(18 – 24).

Sem ainda se revelar, Jesus só começa a falar quando os espaços surgem nos seus ouvintes e quando se faz necessário educar e ensinar como entender essa situação de aparente e sofrido fracasso (25 – 27).

Esse processo do cuidado ao escutar o outro e somente começar a trabalhar na busca de sua formação e na mudança necessária deve ser resgatada e aprendida com o médico Lucas e com a sua comunidade.

  1. Jesus se revela na comunidade: a cura das dúvidas, angústias e profundas frustrações só pode acontecer na poderosa força da comunidade apostólica dos que creem.

A comunidade é marcante pela partilha do pão, símbolo absolutamente sagrado e completo, é essencial para que se compreenda quem é Jesus e seu projeto libertador. Ao ficar com eles numa casa, ao abençoar o pão e ao servi-los é que Jesus é compreendido.

Uma vez compreendidos e superadas as profundas angústias e frustrações, depois da oração “fica conosco, pois já é tarde”, é que os dois se levantam e retornam a Jerusalém para o encontro pascal libertador com os outros discípulos ainda desolados e confusos.

Jerusalém convertera-se em capital da morte e das perseguições. Pois os dois só a enfrentaram depois da revelação de Jesus na partilha do pão e quando Ele os serviu.

O serviço – a diaconia – é a marca radical da comunidade da fé. Foi através dele que Jesus se mostrou pascal e vivo na companhia deles.  

Muitas igrejas e seus donos querem rebanhos cabresteados e não pessoas que servem e que realizam o projeto de Jesus, aqui ensinado por Lucas.

Nossa conjuntura brasileira e mundial é hoje complexa e eivada de riscos à vida. Como cristãos somos chamados a nos fortalecer com o Jesus caminhante de Emaús, pronto a ouvir, a educar, a rememorar por onde Deus caminha, a servir, a entender a cruz, a ressurreição e nos levantarmos ousados em direção às Jerusaléns que matam e perseguem hoje.

Os esconderijos e o medo não são lugares nem a postura dos verdadeiros cristãos.

Dom Orvandil, bispo da Diocese Anglicana Centro Oeste.

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