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Conclamação à resistência à barbárie, dispondo da potência do “nós”, superando e contando com o isso ou daquilo

Por Dom Orvandil. 

O Prof. Dr. Adelmar Santos de Araújo, educador em Goiás, em debate num grupo de professores/as do what’s app vai ao âmago da crise orgânica do capital, traduzindo a catástrofe humana e ecológica em números claros.

Diante das cifras matemáticas não há argumentos que invalidem os fatos, todos demonstrando a escala da destruição do nosso país e do estado brasileiro através das ações parasitas e entreguistas do desgoverno miliciano e protofascista de Bolsonaro.

Frente à demolição na nossa cara,  sobre e em nós, da aparente cumplicidade omissa e do silêncio, o professor Adelmar estende o debate à todas categorias dos/as trabalhadores/as, ultrapassando  grupo restrito. O programa da conclamação é pela superação respeitosa, sem desprezar ninguém por causas de quaisquer diferenças em termos de qualidades e defeitos ou outras. Nós trabalhadores não somos inimigos uns dos outros porque “…não estamos do mesmo lado desses governantes, eu não sei o quanto pessoalmente cada um se comprometeu por tentar fazer seu melhor,  mas ainda há tempo de pensar e nos unir em nossa causa. Quem são os “Nós “?

Leia abaixo o bate papo proveitoso do Prof. Adelmar com colegas do what’s app.

[14/2 18:05] Adelmar: Agora, irmãos trabalhadores, nós não estamos do mesmo lado desses governantes, eu não sei o quanto pessoalmente cada um se comprometeu por tentar fazer seu melhor,  mas ainda há tempo de pensar e nos unir em nossa causa. Quem são os “Nós “? São as empregadas domésticas que viajam quatro vezes pra Miami, são os 12 milhões de desempregados, são os 300 mil na fila do INSS etc e tal, e temos nós com nossas perdas. Nós não somos inimigos. Somos irmãos trabalhadores, apesar de nossa religião, nossa cor da pele, ou qualquer outra coisa. Conclamamos, já é passada a hora da nossa união. Inclusive, pelo nosso local de trabalho. Vamos à lutua! É importante o nosso respeito pelas particularidades de cada um, com seus defeitos, qualidades, com isso e aquilo. Mas somos nós que estamos no chão da escola e damos nossa cara à tapa. Não são aqueles que em nome da chefia do Estado nos oprimem. Somos todos pessoas honradas, trabalhadoras, independente do cargo que ocupamos no momento! Esse governo tem, aos poucos, tirado tudo que a duas penas temos conquistado. Não deixemos que tire nossa autoestima! União,  irmãos trabalhadores. Ousar lutar, ousar vencer! Venceremos!

Sobre a a situação da paralisia da classe trabalhadora em face das manobras demolidoras da economia,  dos direitos sociais e fantasias delirantes do discurso vigente o prof Adelmar diz que  “somos adestrados a aceitar do e obedecer com a promessa de tem que ser assim para melhorar. E lá vamos nós apoiar esse tipo de política. Quer um exemplo? Falaram que as bagagens seriam cobradas nos aviões para baixar o preço das passagens aéreas. Irmãos, com exceção das empregadas domésticas do fictício país do ministro Guedes, não conheço mais ninguém da classe trabalhadora que tenha resistido a isso”, critica.

Como que invocando o debate entre Karl Marx e Ludwig Feuerbach   sobre o olhar  fundamnetal  da classe trabalhadora para suas necessidades básicas economicistas, mas com a consciência posta na luta pelo tomada do poder mesmo para além do governo  o debate no grupo de professores avança:  “nossa dignidade, conhecimento e competência. Temos o mais importante de tudo, capacidade de nos reconhecer enquanto trabalhadores que, ao chegar em casa,  sentem o peso da vida real e não o que aprendeu na faculdade ou universidade”.

Nesse sentido, no contexto catastrófico de demolição avassaladora de tudo no Brasil, o prof Adelmar continua dizendo que “Infelizmente não consigo ver coisas boas a nosso favor daqui para frente. Mas a vida é assim mesmo. Pior quando não conseguimos enxergar um palmo diante do nariz. Mas não somos obrigados a assinar o veredicto de nossa morte. Já tiraram muito, e o projeto deles é tirar muito mais. Enfim, não é um sorriso amarelo, ou um hipócrita apelo ao nosso sentimento de pessoas comuns que torcem por um time de futebol ou religião que vai tirar nossa consciência! Se você sente a mesma coisa, ou algo parecido, que eu podemos conversar e organizar nossa luta!”, conclama o prof Adelmar.

O impasse mental entre o acontecer dos fatos movidos contra o Brasil e o nosso povo  faz-se essencial priorizarmos  a luta, mais do que o envolvimento com pequenas programações sem maiores impactos na mudança desse estado de coisas:  “E no que mais nos interessa. Tem muita coisa acontecendo e nós, como diria Vandré, “dando milho aos pombos…”, acrescentou Adelmar

E arremata o professor quanto a luta que os/as  educadores/as, e toda a classe trabalhadora devemos fazer do nosso direito e dever de proteger e ampliarmos o patrimônio educacional de nosso país:  “você quer defender  a educação? Quer defender sua dignidade de trabalhador e sua vida ou quer que toda sua história se resuma à notícia da sua morte?”

 Ousar lutar, ousar vencer. Venceremos!

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2 Comentários

  1. Veja o quanto um grupo de professores aproveita o Whatsapp para debate proveitoso e caloroso sobre a necessidade de união da classe trabalhadora. Ajude-nos a movimentar nosso Cartas Proféticas compartilhando somente os links das postagens: http://cartasprofeticas.org/conclamacao-a-resistencia-a-barbarie-dispondo-da-potencia-do-nos-superando-e-contando-com-o-isso-ou-daquilo/

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