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Conservadores religiosos querem escolas públicas como antros racistas, homofóbicos, preconceituosos,  fundamentalistas e fascistas

O professor  e cientista político Luis Felipe Miguel, em sua página no Facebook, analisa a ideologia fascista que o MEC,  dominado pela quadrilha golpista, por católicos e  por evangélicos fundamentalistas, míopes e conservadores,  tenta impor à força, sem debate, até porque o golpista que se diz ministro da educação segue orientação do ator pornô Alexandre Frota na adoção da “filosofia” do ensino adotada pelo atual MEC, que não é democrática.

As pegadas do fundamentalismo que exclui  as religiões de matrizes afrodescendentes e a educação para a tolerância, com respeito à orientação sexual,  são de linha terrorista em nome de uma invenção fascista que chama de ideologia de gênero, como se isso existisse.

A confusão com a palavra ideologia é proposital. De modo desonesto,  excluem da noção de ideologia o problema original do conflito de classes.

Só se pode falar em ideologia quando se menciona que esta exerce a função usada pela classe dominante de alienar, de ofuscar a opressão e a exploração que impõem à classe trabalhadora e aos escravos, sempre desumanizados porque pisados e mantidos na escuridão da ignorância como no mito da Caverna de Platão.

A intenção dos fanáticos de direita que se infiltram no ensino religioso público é a de enganar crianças, adolescentes e jovens com o discurso de “ideologia de gênero”, como se fosse o cerne do problema de luta de classes.

Leia abaixo a análise do Cientista Político Luis Felipe Miguel.

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O MEC apagou as menções ao combate à discriminação de gênero da nova versão da Base Nacional Comum Curricular, encaminhada na semana passada ao Conselho Nacional de Educação. Como se não bastasse, incluiu – como parte do “ensino religioso” – a discussão de “gênero e sexualidade, segundo diferentes tradições religiosas”. À luz da recente decisão que chancela o ensino confessional mesmo nas escolas públicas e da mobilização dos grupos cristãos mais reacionários para dominar a educação, isso significa que o MEC não está só abolindo o combate: está endossando a promoção da violência de gênero nos estabelecimentos de ensino.

Não se trata de um governo impopular se rendendo ao clamor da opinião pública. Uma pesquisa recente mostrou que a esmagadora maioria dos brasileiros apoia a discussão sobre gênero nas escolas (http://www.huffpostbrasil.com/…/84-dos-brasileiros-apoiam-…/). Um percentual tão elevado, acima dos 80%, só é obtido com a participação de muitos católicos e evangélicos.

O que ocorre é a chantagem por líderes religioso-políticos que vocalizam, de forma muito barulhenta, uma pauta radicalizada, como forma de manter influência e obter vantagens. Uma quadrilha que não tem sequer a desculpa de acreditar sinceramente nas imbecilidades que propaga. É só um cálculo político muito perverso. Enquanto isso, o Brasil continua liderando os rankings mundiais de violência contra mulheres e contra gays, lésbicas e travestis.

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