Dallangnol

Dallangnol: um fariseu do ódio e amante da cruz romana

Querida amiga Francisca Bernardo de Sousa, Gen. Sampaio, Ceará
Sou-lhe agradecido pela honra com que prestigia o canal “Cartas Proféticas” e o debate sobre o Brasil, contra o golpe de Estado e a favor da democracia.
Que bom fazer amizade com pessoas que se dispõem a pensar nossos conflitos sem o ódio que desorienta os fariseus fundamentalistas. Percebo o amor que projeta pessoas à humildade de debater com respeito, como a amiga faz. Isso nos enriquece muito.
Sei, minha amiga, de minha responsabilidade como cidadão de fé, como formador de opinião e como educador.
Nessa perspectiva me recuso ao bate boca ralo dos que se deixam arrastar pela borrasca medíocre que jorra da mídia fascistizante. Também recuso a precipitação das falsas notícias sem a profundidade ou as de  profundidade de um pires, sem estudo e sem base.
Em razão desses princípios posto abaixo um texto de uma autoridade, de um pesquisador sério, rigoroso e comprometido com a desconstrução do farisaísmo fundamentalista, como o que embala o “seo” Deltan Dallagnol, o fanático e desembestado membro do ministério público federal, que se acha comandante e dono da verdade como chefe da força [fraca de verdade e de justiça] tarefa lava jato.
A autoridade a que refiro é o intelectual Laurez Cerqueira, que nasceu em Mortugaba/BA, autor, entre outros trabalhos, de Florestan Fernandes – vida e obra; Florestan Fernandes – um mestre radical; e O Outro Lado do Real. Escreve regularmente artigos de opinião e  livros temáticos.
Laurez toca em duas questões fundamentais ao acertar na análise que faz desse rapaz irresponsável com a verdade e com a justiça.
Uma é com respeito ao “cristianismo” do “seo” Dallagnol e a outra é o seu conservadorismo seletivo e hipócrita, que o desencaminha para fora da verdade e da justiça.
O compridão da república cloacal de Curitiba é um fariseu, digo eu. Sua postura elege as convicções subjetivas e abstratas emanadas de seu fundamentalismo, sem nenhuma ética relativa aos atos. Até no olhar e no enrijecimento facial dele se percebe o quanto a arrogância de quem cria “verdades” abstratas e autoritárias o comanda.
O “seo” Deltan, que não merece ser chamado de doutor nem de advogado – visto que ser doutor implica em ser pesquisador amarrado aos objetos factuais e advogado ser atividade da área das ciências jurídicas – é um pregador religioso fundamentalista, que usa um cargo público pago pelo Estado para disseminar preconceitos e ódio farisaicos.
Algumas correntes farisaicas dos tempos de Jesus foram íntimas e traiçoeiras colaboracionistas do império romano e do templo judaico na prisão, julgamento com vereditos sem provas para crucificar o líder Galileu.
Resultado: a história reconhece a inocência de Jesus e seu compromisso com a justiça do Reino de Deus e o lugar apodrecido onde jazem os fariseus no lixo destinado aos mentirosos, raivosos e odiosos, que os evangelhos sabiamente chamam de túmulos caiados, hipócritas, filhos do demônio, mentirosos, serpentes venenosas etc,  que coam mosquitos e engolem elefantes.
O “seo” Dallagnol, forte colaborador do “seo” Sérgio Moro, é um cínico hipócrita no pior sentido. Sua tarefa é a de corromper a verdade e a justiça. Para tal usa o vocábulo “convicção”, com claro objetivo de enganar os incautos e de excitar os fascistas.
Sua postura é ainda mais grave por tratar-se de mais um evangélico usurpador dos ensinos bíblicos. Destes o “seo” promotorzinho de quinta destaca pernas de mosquitos para julgar do jeito que suas convicções indicam.
Pior, o “seo” Dallagnol sequer sabe ler os evangelhos, por isso não consegue entender o caráter didático – didaquê – evangélico no desprezo que o sagrado tem pelo farisaísmo e pelo destino que dá aos fariseus.
O compridão da república cloacal de Curitiba não tem olhos para ver lá à frente o quanto será visto como um bobo, um miserável e pequeno, que nada fez a favor da justiça e da verdade a não ser esnobar, mentir, ser apoio vaidoso da manipulação midiática.
Eu jamais chamaria o “seu” Deltan de palhaço, até pelo respeito que tenho a esse tipo de profissional e porque a gracinhas desse promotorzinho são de uma miséria moral sem a menor qualidade.
Sinceramente, gostaria que ele revisasse sua postura frente à justiça e à verdade e fosse mais próximo da prática humana que a ética judiciária verdadeira orienta a que seus agentes tenham como escopo. Mas como sei que os fariseus são pura arrogância, nada mais me resta esperar se não que um dia esse rapaz, ainda em vida, seja duramente investigado e rigorosamente punido pelos crimes de suas “convicções” farisaicas.
Santo desse tipo é melhor no inferno!
Leia abaixo o maravilhoso texto do dr. Laurez Cerqueira.
  • Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
  • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Anglicana Centro Oeste e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

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Dallangnol parece corromper a justiça pregada por Jesus Cristo

Laurez Cerqueira no seu blog.
Posso estar redondamente enganado, mas lá no fundo da minha alma algo me diz que Lula não será condenado, por falta de provas.
A rebelião popular e a repercussão nacional e internacional seriam tamanha que o Juiz Sérgio Moro e os procuradores liderados por Dallangnol iriam de vez para o canto da história destinado aos injustos.
A perseguição e a finalidade da operação Lava-Jato ficariam reluzentes e expostas em praça pública para sempre. Como ficou o caso dos dois operários Sacco e Vanzetti, condenados à morte nos Estados Unidos, em 1927, sem provas, por um juiz, mesmo tendo sido inocentados por um homem que assumiu a autoria dos crimes, em 1925.  O juiz desprezou as provas e julgou baseado em convicções próprias por razões políticas.
O caso Sacco e Vanzetti foi cantado em versos por grandes poetas como Allen Ginsberg e escritores como Walter Benjamin e Howard Fast. Em 1977,  50 anos depois, o governador de Massachusetts, Michel Dukakis,  promulgou um documento que absolvia os dois operários.
O procurador Dallangnol, coordenador da operação no Ministério Público, religioso evangélico praticante, corrompeu os princípios da Justiça pregada por Jesus Cristo, ao pedir a condenação do ex-presidente Lula. Inventou a própria “justiça”, baseada não na verdade que liberta, mas na mentira que condena, quem sabe para dar vazão à própria vaidade e à obsessão que talvez sofra.
Ele quer submeter o processo aos argumentos de seu livro, baseado na teoria do domínio do fato, a qual o próprio teórico, o alemão Claus Roxin, em palestras recentes em universidades brasileiras, condenou peremptoriamente a aplicação da teoria em investigações feitas no Brasil pela equipe da operação Lava-Jato.
Desde o desastroso powerpoint, feito para induzir a opinião pública a acreditar na construção da falsa culpa de Lula, que a credibilidade dos procuradores da Lava-Jato começou a se desgastar. Cidadãos e cidadãs reprovaram aquele espetáculo, aquela condenação pública, midiática, sem provas, antes do veredicto final do juiz Sérgio Moro.
A injustiça é uma das desgraças mais deploráveis do ser humano. Quem a pratica com base apenas em convicção pessoais, sem provas, ficará na história imperdoavelmente como injusto.
Dallangnol não se deu ao trabalho de fazer powerpoint para nenhum outro investigado, como Aécio Neves, por exemplo. Ficou evidente que a escolha de Lula foi por razões políticas.
Coincidência ou não, o tal powerpoint foi apresentado numa coletiva à imprensa no mesmo momento em que as delações premiadas colocaram Aécio Neves no centro do escândalo como o mais delatado de todos os envolvidos.
Ficou a impressão que não se sabia o que fazer com Aécio, pelo fato dele, juntamente com Michel Temer e Eduardo Cunha, ter liderado a conspiração para o golpe de Estado.
Parece que integrantes da operação Lava-Jato foram surpreendidos com as delações que atingiram em cheio o candidato derrotado das eleições de 2014 e a cúpula do PSDB: José Serra, Geraldo Alkimin e Aloízio Nunes Ferreira, entre outros. Daí em diante a situação ficou como se tivessem perdido o controle do que haviam planejado.
Ao arrastar a Lava-Jato para a política, construíu-se a qualquer custo uma uma história sustentada pela narrativa da mídia que não há como concretizar. Caso não consiga, ficará desmoralizado para sempre.
Dallangnol então se apegou ao próprio julgamento de que o ex-presidente Lula seria proprietário de “bens ocultos”: um apartamento, cuja tentativa de compra não foi efetivada, nem existe nenhuma escritura, nenhum registro em nome do ex-presidente, e um sítio de um amigo, o qual a família de Lula chegou a ir alguma vez em momento de descanso, como qualquer pessoa que frequenta um sítio de um amigo, que o procurador insiste ser propriedade do ex-presidente, sem nenhum documento que comprove.
Isso é de deixar Jesus Cristo roborizado de indignação.
Lula mora no mesmo apartamento em São Bernardo do campo, no ABC paulista, desde 1991, na mesma região onde mora os familiares dele e seus amigos de luta onde enfrentou os poderosos da época. Isso não condiz com a personalidade de um corrupto.
Corrupto rouba para ostentar, para comprar iates, mansões, apartamentos e carros de luxo, até “amor verdadeiro” como dizia o escritor Nelson Rodrigues.
Não barquinhos de lata, pedalinhos para passear com os netos, como fez Dona Marisa. Será que para Dallangnol o fato de Lula morar no mesmo apartamento simples há tanto tempo não teria importância  nenhuma para formar suas convicções?
No depoimento do ex-presidente Lula, em Curitiba, com o comparecimento de cerca de 100 mil pessoas numa manifestação em solidariedade a ele, os procuradores da operação, o juiz Sergio Moro, e a grande mídia ficaram desmoralizados quando Lula demonstrou sua inocência publicamente, exigiu as provas do que ele estava sendo acusado e o juiz Sérgio Moro não as tinha para apresentar.
Lula expôs a perseguição, a qual estava sendo submetido, e a construção da falsa convicção do procurador Dallangnol. Ficou tão evidente que sequer Dallangnol compareceu ao depoimento.
O ex-presidente Lula apresentou dados de um estudo acadêmico que demonstra o assédio ao qual ele tem sofrido por parte da imprensa brasileira que age em conluio com autoridades da Lava-Jato, baseada em  informações inverídicas.
Logo depois do depoimento do ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro e o procurador Dallangnol deram uma entrevista ao programa 60 minutos, da TV CBS, dos Estados Unidos, onde Moro, com absoluta falta de modéstia, se auto comparou a Eliott Ness, ator do filme Os Intocáveis. Como se a entrevista fosse uma tentativa de recuperação de território perdido.
Em seguida a explosiva delação do empresário Wesley Batista, em parceria com a Rede Globo, atirou definitivamente Aécio Neves e Michel Temer na lama. Já não serviam mais para nada, as criminosas vísceras dos dois foram expostas à luz do dia.
Eleitores de Aécio Neves e apoiadores do golpe de Estado, que foram às ruas para colocar Temer no poder, estão sem argumento. Os conspiradores do golpe estão perdendo todo o apoio que tiveram. O que fazer para que grande parte das pessoas decepcionadas não engajem na campanha  Fora Temer! Diretas Já! e se virem contra eles?
Requentar a história do triplex e do sítio e pedir a condenação do ex-presidente Lula. Mesmo depois de 107 testemunhas terem inocentado o ex-presidente e das duas auditorias internacionais contratadas, PricewaterhouseCoopers e a KPMG Auditoria Independent, atestarem que não há qualquer indício de atos ilícitos praticados pelo ex-presidente Lula nos casos investigados na Petrobras.
O pedido de condenação de Lula parece ser uma jogada política para ocupar a mídia com outro assunto, para que Aécio e Temer não fiquem sozinhos no noticiário. Tanto que Aécio está sumindo do noticiário.
A perseguição ao ex-presidente Lula está sendo acompanhada por organismos internacionais como a ONU e por instituições de juristas,  pela imprensa internacional, tendo em vista o ineditismo do golpe de Estado arquitetado no Brasil para afastar a ex-presidenta Dilma, eleita democraticamente, que ameaça outros países do mundo. A imprensa internacional, nos últimos dias, intensificou a cobertura do desenrolar do golpe de Estado no Brasil. O que tem mais chamado a atenção é a imprensa brasileira, principalmente a Rede Globo. A imprensa está virando notícia mundo afora.
Caso a injustiça contra o ex-presidente Lula prevaleça, seria o caso de se pensar até em construir um monumento em praças públicas com as estátuas dos injustos, para que fique petrificado e as gerações futuras saibam o que o judiciário brasileiro foi capaz de fazer contra o maior líder popular da história do Brasil.
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2 Comentários

  1. Muito boa a comparação do que fazem com Lula, citando o caso de Saco & Vanzeti. Lembro que na década de 80, assisti esse filme, pra mim, histórico. Também acho que as convicções de Deltan e Moro, são extremamente parciais e criminosas.

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