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De Paraisópolis ao inferno: policiais batem, torturam, prendem e matam!

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Por Dom Orvandil. 

O inferno cai por inteiro sobre nosso povo, principalmente sobre os mais pobres como os trabalhadores, os negros, os indígenas, os quilombolas, as mulheres, a juventude e as crianças.

Os maus exemplos de ódio dados através de cassetetes, de balas de borracha, de gás lacrimogênio, armadilhas e de tiros letais.

Um vídeo que faz barulho  nas redes sociais deste  terça feira (3) identifica  policiais da Patrulha Rural do 23º Batalhão da PM atirando balas de borracha contra um grupo de trabalhadores rurais na Fazenda Surubim, em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará. Dois trabalhadores  foram atingidos.

O G1 noticia que “as imagens exibem o grupo andando pela mata na última segunda-feira, quando é abordado por três policiais fortemente armados – fortemente armados – , que pedem para eles colocarem as mãos na cabeça. “Não somos ladrões, somos trabalhadores”, diz um dos camponeses. Os policiais então começam a atirar, noticiou G1 de Belém, Pará.

Sem mandado judicial, os policiais desfilaram um rosário de mentiras sobre resistência armada dos trabalhadores e de que foram atacados antes, como sempre fazem os milicianos vestidos e armados como policiais.

Outra barbaridade  demonstrativa do quanto os setores de segurança são tomados por bandidos cruéis, assassinas e criminosos sanguinários é o caso de Paraisópolis.

Lá homens fardados, fortemente armados,  sustentados pelo Estado para dar segurança à população,  construíram armadilhas para pegar jovens desarmados, que apenas queriam se divertir num baile punk. Atiraram com balas de borracha, debocharam usando esculachos racistas contra jovens negros, jogaram garrafas cheias de bebidas nos rostos de adolescentes, causando enormes danos em suas faces e saúde e mataram 9 jovens promissores, muitos deles trabalhadores, que se sacrificavam para ajudar seus familiares.

Muitos dos moradores de Paraisópolis marcaharm em direção ao Palácio dos Bandeirantes do govrno de São Paulo, para protestar junto ao boneco do mercado, o “seo” João Dória.

Abaixo uma fala sobre a disposição daquela população em resistir ao milicianismo, que encontra terreno fértil em governantes antipovo, como o do sorriso de hiena João Dódia.

No entanto, essa é uma pequena luta no vasto universo violento em cujo abismo o neoliberalismo, de mãos dadas com o fascismo,  afunda o Brasil.

É preciso gigantesca mobilização organizada e unitária.

“Essa manifestação significa que a gente não vai aceitar o que eles querem e que não ficaremos calados. Mostra o tamanho da nossa força. Diante de um massacre onde nove jovens morrem sem ter cometido crime nenhum, ver tantas mulheres e crianças caminhando por pessoas que elas nem conheciam demonstra indignação e que não ficaremos quietos diante de tudo isso”, afirmou Danylo Amilcar à BBC News Brasil…. “. Leia mais no Uol.

Sou acostumado a me deparar com a barbárie fascista de policiais, esses monstros que não atuam em favor de um Estado seguro para o povo, mas da elite dominante, covarde e oculta, disposta a matar e a destruir o povo, derramando o seu sangue.

Nesta segunda feira senti mais uma vez nas emoções a frieza, o desleixo, a demonstração de que grande parte das corporações policias faz serviço sujo, violento e de “limpeza” contra o povo, abrindo caminhos para o roubo por parte do mercado internacional.

Na tarde do 03/12 eu precisava trocar os horários de minhas passagens. Procurei todas as possibilidades nos balcões do aeroporto de Belém e da empresa aérea. Como me deram desculpas e mentiras busquei ajuda da ANAC. Esta também me enrolou me avisando de que só me daria uma resposta em 10 dias,  quando eu precisava viajar naquele ou no outro dia. Fui aconselhado a procurar a polícia civil, que tem uma delegacia no aeroporto.

Civilizado, ao ser encaminhado ao delegado, estendi-lhe minha destra, saudando-o respeitosa e calorosamente. Aquele me estendeu sua mão direita com mais frieza do que uma garrafa perdida numa geladeira, olhando-me com desprezo, desdém, alegando que minha demanda não implicava em queixa crime porque crime não havia sido praticado pela empresa contra quem eu demandava.

Isto, a postura do delegado beirava a comportamento marginal, mal educado e grosseiro. Não se preocupou com minha saúde, com minha idade nem com a questão ética fortemente embutida em minha consulta.

Não houve respeito nem cidadania na abordagem daquele infeliz e miserável moral.

Senti que ali estava instalada uma bomba relógio. Qualquer reação de minha parte serviria como presto para violência e massacre de meus direitos humanos.

Impressionei-me com o site aberto à frente do delegado, no computador de um serviço público, que estampava enorme foto do milicianao mor Jair Bolsonaro.

E assim os maus exemplos de agentes policiais subversivos, carregados de ódio, usando todos os equipamentos do Estado para matar e depois serem protegidos pelos algozes covardes que se movem por detrás desses demônios traidores e engolidores de fogo.

Somente com exemplos como os do povo de Paraisópolis, com mobilizações amplas de toda a população é que arrancaremos esse mal pela raiz.

Mas a luta na defesa do povo, com o povo e pelo povo exige que se ultrapasse os casuísmos pontuais e de que eliminemos essa crosta para sempre do Estado.

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Um comentário

  1. Análise sobre as causas da violência policial e como solucionar a barbárie miliciana contra a população. Minha experiência constrangedora com a polícia em Belém. Acesse e compartilhe o link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/de-paraisopolis-ao-inferno-policiais-batem-torturam-prendem-e-matam/

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