Assédio sexual

Deu na Folha: “Crise econômica freia denúncias de assédio sexual no Brasil”

O neoliberalismo como face tenebrosa e desumana do capitalismo abate-se cruel e perverso sobre as mulheres.

O machismo, subproduto e lixo do capitalismo, aproveita-se do clima de desemprego, do aviltamento dos direitos trabalhistas e da terceirização para acuar as mulheres com assédios desrespeitosos e anti afetivos.

Deu na Folha de São Paulo que  a ”crise econômica freia denúncias de assédio sexual no Brasil” – Uma auxiliar de escritório apalpada pelo chefe numa reunião após repelir suas investidas. Uma balconista assediada após ser levada até o fundo da loja pelos patrões. Uma produtora de televisão provocada diariamente pelos superiores para mostrar os peitos. Os três casos foram relatados à Folha e têm algo em comum – nenhum foi denunciado pelas vítimas, que tiveram medo de perder o emprego ou sofrer violência ainda maior. O número de denúncias de assédio sexual no trabalho e ações na Justiça por esse motivo, que vinha crescendo com a expansão do movimento feminista no país nos últimos anos, perdeu força com a recessão e o desemprego. Dados do Ministério Público do Trabalho mostram que 2015 representou uma interrupção num movimento de alta que vinha sendo registrado desde 2012 no volume de denúncias, estimuladas por campanhas de conscientização do órgão sobre o assédio. De 146 casos registrados em 2012, o número de denúncias aumentou todos os anos até atingir 250 em 2015 -ano em que as demissões no setor formal da economia superaram as contratações em 1,5 milhão de vagas, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em 2016, que marcou o segundo pior saldo negativo do emprego na história -com 1,3 milhão de vagas perdidas- o número de denúncias de assédio sexual se estagnou em 248. Neste ano, foram 144 até julho.

”Falta de vínculo de trabalho formal inibe ações de assédio, diz advogada”.

Tal agressão às mulheres deveria ser estímulo à luta mobilizada contra o golpe e o machismo, típicos da situação desgovernada do Brasil,  hoje.

Redação de Joana Cunha Natália Portinári da Folha de São Paulo.

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