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Diminui a linguagem falsa e nojenta de bons moços com o miliciano Jair Bolsonaro

Por Dom Orvandil. 

Já fui recriminado em público por denominar  Jair Bolsonaro e Sérgio Moro do que realmente eles são: milicianos, fascistas, golpistas, assassinos da democracia e dos direitos dos trabalhadores,  traidores da Pátria.

Aqui no blog e no canal sempre fui indignadamente claro e sem rodeios na adjetivação do que são os delinqüentes golpistas que chegaram ao governo dessa república pisada e envenenada.

Por causa dessa linguagem profética estilo Amós fui atacado em palestras em público. Um bispo disse também, sem rodeios, que não assistiria meus vídeos nem  indicaria “isso” aos seus lobos seguidores.

Em chats participantes confundiram minha indiguinação e revolta com a desgraça que atingiu o Brasil com golpe de 2016 e com as eleições de 2018, que conduziu a vários governos de vários estados verdadeiros parasitas, vagabundos e moleques da burguesia mais apodrecida do mundo, a brasileira, com o mesmo ódio fascista dos que  atacam gays, negros, indígenas, mulheres e, principalmente, a manipulada classe trabalhadora.

O fato é que a linguagem enfeitada dos bons moços, na verdade, esconde omissos e covardes, pobres de indignação e de rebeldia, completamente fechados na contemplação, que não se importam com o sofrimento do povo brasileiro.

Só os hipócritas, em nome de falsa polidez, coisa de madame burguesa, chamam de presidente um pilantra golpista, amante do terror, da tortura e irresponsável com o seu povo.

Os cínicos adoram títulos como o de ministros dados a traidores e mentirosos como o capanga do fascismo, o marreco de Maringá Sérgio Moro e o tchutchuca do mercado parasita, o baixote invocado Paulo Guedes.

Como tratar esses paus de galinheiros com os títulos de que não são merecedores?

Lula disse que Jair Bolsonaro é ameaça para a humanidade e para o planeta. Como tratar de presidente esse delinqüente comprometido com máfia miliciana, verdadeira ameaça a todo o bem? E como tratar de ministros/as ao bando que o ajuda a destruir nosso país e o nosso povo?

Felizmente pessoas sérias e cultas vêm em cada vez maior número a público usando a linguagem correta no tratamento dos bandidos,  que seus iguais ajudaram a colocar no governos federal, nos estaduais e nos parlamentos.

É evidente que não defendemos xingamentos como ação política, até porque as palavras se extraviam. A luta organizada na mobilização popular e nacional varrerá os cafajestes, entreguistas e traidores.

Organizar a luta para além da indiguinação retratada pelas denominações adequadas é o que mais interessa.

Com alegria, portanto,  li que o promotor do Ministério Público de Goiás, Paulo Brondi,  diz o que é Bolsonaro:  é “cafajeste”, “macho de meia tigela” e “a parte podre de  um país adoecido”. Essa  linguagem correta,  que retrata a verdade,  foi  compartilhada nas redes sociais e também divulgada em artigo no  blog de Juca Kfouri

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Leia abaixo na íntegra seu protesto:

Por Paulo Brondi

Bolsonaro é um cafajeste. Não há outro adjetivo que se lhe ajuste melhor. Cafajestes são também seus filhos, decrépitos e ignorantes. Cafajeste é também a maioria que o rodeia.

Porém, não é só. E algo que se constata é pior. Fossem esses os únicos cafajestes, o problema seria menor. 

Mas, quantos outros cafajestes não há neste país que veem em Bolsonaro sua imagem e semelhança?

Aquele tio idiota do churrasco, aquele vizinho pilantra, o amigo moralista e picareta, o companheiro de trabalho sem-vergonha…

Bolsonaro, e não era segredo pra ninguém, reflete à perfeição aquele lado mequetrefe da sociedade.

Sua eleição tirou do armário as criaturas mais escrotas, habitués do esgoto, que comumente rastejam às ocultas, longe dos olhos das gentes.

Bolsonaro não é o criador, é tão apenas a criatura dessa escrotidão, que hoje representa não pela força, não pelo golpe, mas, pasmem, pelo voto direto. Não é, portanto, um sátrapa, no sentido primeiro do termo.

Em 2018 o embate final não foi entre dois lados da mesma moeda. Foi, sim, entre civilização e barbárie. A barbárie venceu. 57 milhões de brasileiros a colocaram na banqueta do poder.

Elementar, pois, a lição de Marx, sempre atual: “não basta dizer que sua nação foi surpreendida. Não se perdoa a uma nação o momento de desatenção em que o primeiro aventureiro conseguiu violentá-la”.

Muitos se arrependeram, é verdade. No entanto, é mais verdadeiro que a grande maioria desse eleitorado ainda vibra a cada frase estúpida, cretina e vagabunda do imbecil-mor.

Bolsonaro não é “avis rara” da canalhice. Como ele, há toneladas Brasil afora.

A claque bolsonarista, à semelhança dos “dezembristas” de Luís Bonaparte, é aquela trupe de “lazzaroni”, muitos socialmente desajustados, aquela “coterie” que aplaude os vitupérios, as estultices do seu “mito”. Gente da elite, da classe média, do lumpemproletariado.

Autodenominam-se “politicamente incorretos”. Nada. É só engenharia gramatical para “gourmetizar” o cretino.

Jair Messias é um “macho” de meia tigela. É frágil, quebradiço, fugidio. Nada tem em si de masculino. É um afetado inseguro de si próprio.

E, como ele, há também outras toneladas por aí.

O bolsonarismo reuniu diante de si um apanhado de fracassados, de marginais, de seres vazios de espírito, uma patuléia cuja existência carecia até então de algum significado útil. Uma gentalha ressentida, apodrecida, sem voz, que encontrou, agora, seu representante perfeito.

O bolsonarismo ousou voar alto, mas o tombo poderá ser infinitamente mais doloroso, cedo ou tarde.

Nem todo bolsonarista é canalha, mas todo canalha é bolsonarista.

Jair Messias Bolsonaro é a parte podre de um país adoecido.

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3 Comentários

  1. "Diminui a linguagem falsa e nojenta de bons moços com o miliciano Jair Bolsonaro". Ajude-nos a movimentar o Cartas Proféticas compartilhando somente os links das postagens: http://cartasprofeticas.org/diminui-a-linguagem-falsa-e-nojenta-de-bons-mocos-com-o-miliciano-jair-bolsonaro/

  2. […] noite postei aqui a indignação do promotor  Paulo Brondi, do Ministério Público de Goiás, com quem concordo, […]

  3. […] promotor  Paulo Brondi escreveu, acertadamente,  com todas as letras que Jair  “Bolsonaro é  um cafajeste. Não há […]

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