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Discurso imbecil e superficial de Bolsonaro depois de orações ao deus do fascismo

O professor e escritor Milton Hatoum, em sua conta no Facebook, num ímpeto de sensibilidade, conseguiu interpretar muito bem o papelucho com um texto miserável que alguém escreveu, cheio de vulgaridades, frases soltas, sem sentido e debochante da inteligência patriótica e deu para Bolsonaro, líder dos fascistas,  ler para o Brasil e o mundo para a nossa vergonha.

Na fala vulgar e vexaminosa dois polos se faziam presentes entorno do fascista eleito presidente, que atuaram em favor da eleição dele:

– um é o espetáculo deprimente de evangélicos fundamentalistas, que se desprenderam de Cristo e do cristianismo. Ignorantes, desrespeitosos à Constituição Federal que define que o Estado Brasileiro é laico,  fanáticos puxa sacos “oraram” de mãos dadas – num gesto homossexual de homens agarrando as mãos de homens, inclusive o nazista Bolsonaro, que tanto ameaçou  os gays e tirou do armário os criminosos da laia dele.

O símbolo fala mais do que o discurso do presidente fake news. O deus a quem o grotesco cara de elefante Magno Malta orou é o mesmo do mercado, do capitalismo e do fascismo.

A religiosidade usada e abusada na campanha eleitoral que elegeu um fake news,  para substituir o vampirão na presidência da república do Brasil, inventou um deus à imagem e semelhança da bancada evangélica e da renovação carismática, no fundo a mesma coisa e com a mesma ideologia, se fez presente naquela espécie de posse do eleito pelo fascismo.

Portanto, as injúrias, as calúnias e, sobretudo, o ódio que Magno Malta sempre pregou da tribuna do Senado, da qual o povo capixaba o expulsou, integraram o ambiente patético e vergonhoso do cenário montado para que o desqualificado eleito pelas mentiras lesse o papelucho que lhe deram.

O deus de Bolsonaro e da campanha mais fake news da história política brasileira não passa de um nome fachada que os canalhas dão para os poderosos que comandaram a barbárie e que pretendem engrossá-la depois que tomarem posse. A oração a esse deus foi, na verdade, pedindo forças para o golpe que continue.

– outro destaque na sena do crime do discurso fantoche, que o esfaqueado pelo ódio fez,  foi a encenação com a presença corpulenta de um negro.

O sujeito fez campanha para Bolsonaro  traindo quilombolas e negros de todo o país.

A farsa usando o negro que defende a casa grande, o tronco, os chicotes e a escravidão fez parte do “discurso” feito de vulgaridades, de frases lugares comuns e sem sentido, é muito representativa do que é Bolsonaro, do que foi a campanha dele, que passou a maior parte do tempo em casa numa boa, vencendo sem trabalhar e sem debater o país e do que será a tragédia do governo dele.

Quem prestar atenção no vídeo que eterniza o vexame perceberá que um puxa saco de óculos atrás do negro o empurra pedindo que ele saia de sua frente para que pudesse se exibir pelas câmeras.

O negro continuo na encenação, mas visivelmente desconfortável.

Não nos enganemos, tudo o que Bolsonaro diz e faz é fachada para o que a turma dele realiza nos bastidores para destruir o Brasil.

Assim com o negro traidor entra na casa do fascistão e encena participar das apresentações dele também todo o estafe dele é feito de traidores e de atores enganadores.

Leia o belo e rápido texto do professor Milton Hatoum.

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Foi um vexame o primeiro discurso do novo presidente. Antes da fala, o eleito e seus assessores, orando de mãos dadas e olhos fechados, pareciam membros de uma seita religiosa fundamentatalista, e não dirigentes políticos de um Estado laico.

O discurso, de uma vulgaridade gritante (na forma e no conteúdo), antecipa um estilo de governar.

Não menos vulgares são os assessores e bajuladores que cercam o capitão. Ao ver e ouvir as cenas patéticas da reza e da fala, me lembrei das frases de um conto de Tchekhov:

“Estou cercado de vulgaridades por todos os lados […] Gente enfadonha, vazia… Não há nada mais medonho, mais ultrajante, mais deprimente do que a vulgaridade. Fugir daqui, fugir hoje mesmo, senão vou ficar louco!”

Mas não é preciso fugir. Vou ficar aqui, lendo, escrevendo, dando palestras sobre literatura, questionando democraticamente essa figura sinistra e o que ela representa.

3 Comentários

  1. Creio que o fascismo tinha que vencer. Só assim será derrotado um dia.
    Não estou triste pela derrota de Haddad. Talvez a maioria não merecesse o governo democrático de um sábio e transparente professor. E mais, dentro do fascismo seria quase impossível a democracia governar. E como não temos lei valendo para o bem, iriam barrar sua governabilidade, haveria perseguição, pois prepararam um povo despolitizado para juntos perseguir e levar calúnias de todo tipo. Este filme já foi exibido antes. O bom entendedor sabe. Boa parte do povo merece o governo que terão em 2019

  2. Creio que o fascismo tinha que vencer. Só assim será derrotado um dia.
    Não estou triste pela derrota de Haddad. Talvez a maioria não merecesse o governo democrático de um sábio e transparente professor. E mais, neste fascismo seria quase impossível a democracia governar. E como não temos lei valendo para o bem, iriam barrar sua governabilidade, haveria perseguição, pois prepararam um povo despolitizado para juntos perseguir e levar calúnias de todo tipo. Este filme já foi exibido antes. O bom entendedor sabe. Boa parte do povo merece o governo que terão em 2019

  3. Dom Orvandil, concordo com as opiniões da quase totalidade do artigo. Chegamos a tempos sombrios, em que grande parte da população não é capaz de saber reconhecer os sinais do fascismo em uma pessoa que se candidata ao mais alto cargo da nação. No entanto, a oração "fanáticos puxa sacos 'oraram' de mãos dadas – num gesto homossexual de homens agarrando as mãos de homens," pareceu-me discriminatória, já que tem claramente a conotação de reprovar a atitude. A atitude tomada por eles não necessariamente é uma atitude homossexual, e a homossexualidade em si não é algo passível de reprovação ou aprovação por terceiros, de vez que trata-se de conduta inata de qualquer pessoa. Recomendo uma leitura sobre homossexualidade em que o Dr. Dráuzio Varela disserta sobre o assunto, no site do Huffington Post Brasil.

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