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Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales, conclama povo a levante contra a maldita reforma da Previdência

D. Reginaldo, de Jales: “Levante-se diante de uma pessoa de cabelos brancos e honre o ancião!”

Igrejas que se omitem, ignoram ou viram as costas para as brutais injustiças sofridas pelo povo traem o Evangelho e a tradição da “opção preferencial pelos pobres”, portanto,  a Jesus.

Em análise à convocação das centrais sindicais à greve geral no dia 05/12 este blogueiro afirmou que “agora temos que parar o Brasil”.

Felizmente mais um bispo católico e cristão reforça a convocação do povo brasileiro ao levante popular contra a quadrilha golpista que arma o bote na Previdência Social com o objetivo de retirar direitos dos trabalhadores e dos idosos.

Dom Reginaldo, de Jales/SP,  acertadamente diz que  “o projeto de Reforma da Previdência Social será votado na Câmara dos Deputados tão logo se concluam as negociações do executivo com o legislativo, na forma de “compra de votos” por meio de cargos e emendas parlamentares. Este projeto reduz direitos constitucionais e ameaça a vida de milhões de brasileiros, de modo especial os socialmente vulneráveis.”

O diocesano de Jales continua em sua mensagem pastoral a denúncia de que “a Constituição de 1988, ainda em vigor, assegurou um sistema avançado de proteção social, conquistado a duras penas pela classe trabalhadora no bojo das lutas pela redemocratização do Brasil. A classe dominante jamais aceitou esse e outros avanços que, em última instância, apenas asseguram as bases para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa”.

Com postura profética do bispo de Jales  denuncia “o congelamento por 20 anos dos gastos com programas sociais e a recente reforma trabalhista ferem gravemente nossa ‘Constituição Cidadã’. Agora, a Proposta de Emenda Constitucional 287, que reforma a Previdência Social, se for aprovada, dificultará o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores, especialmente rurais, reduzirá drasticamente o acesso ao Benefício de Prestação Continuada, que é o benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência, e cortará pela metade as pensões de viúvas e viúvos”, afirma.

Dom Andrietta questiona que “os argumentos utilizados para essa reforma previdenciária são enganadores. O déficit alegado é falso. Essa constatação foi feita pela própria Comissão Parlamentar de Inquérito, constatando que a Previdência Social é, na realidade superavitária”. “Causa espanto um dos argumentos utilizados pelo Presidente da República para essa reforma, que o brasileiro daqui a pouco viverá 140 anos. Nossa Lei Magna está sendo, assim, mutilada. Em consequência, os pobres, já crucificados, estão sendo ainda mais sacrificados com o desmonte descarado do sistema de proteção social. Instaurase a barbárie. Perde-se a civilidade”, acentua.

Dom Reginaldo denuncia o programa neoliberal perverso  que  “o governo de plantão quer que o Estado adote a política de Pilatos”. “Este ‘lavou as mãos’ na condenação de Jesus. Trata-se da política do ‘Estado Mínimo’ que se exime de sua responsabilidade de proteger sobretudo os mais desvalidos. O grau de respeito à dignidade humana de uma nação deve ser também medido por seu sistema de proteção social. A Doutrina Social da Igreja é clara na definição do papel do Estado de salvaguardar os direitos sobretudo dos mais pobres, garantindo, por exemplo, acesso a um sistema de proteção social que não esteja submetido à lógica mercantil. Afinal, proteção social deve ser comprada?”

Dom Andiretta assevera que “um sinal muito particular de respeito humano é a proteção às pessoas idosas, a ser garantida, especialmente, por uma aposentadoria justa. Clamam aos céus o desprezo sofrido por elas. O Salmo 79,1 traduz, sabiamente, o clamor do idoso: “Não me rejeites na minha velhice; não me desampares quando forem acabando as minhas forças”.

“O livro de Levítico 19,32 exorta: ‘Levante-se diante de uma pessoa de cabelos brancos e honre o ancião…!’ Que tal, então, levantarmo-nos em respeito às pessoas idosas de hoje e de amanhã? Que seja um ‘levante popular’, evidentemente pacífico. Que tal, por exemplo, distribuirmos ostensivamente, ‘santinhos’ com nomes, fotos e partidos políticos dos legisladores que votarem a favor dessa reforma da previdência, denunciando-os em seus ‘currais eleitorais’? David venceu Golias com uma simples funda. A força dos fracos está nas ações simples e contundentes”.

Desde este blog aguardamos mais e enfáticas manifestações de apoio à greve geral, vidas de todos os bispos, reitores, intelectuais, cardeais e padres da Igreja Católica Romana como de todas as outras igrejas sensíveis à justiça social.

Desta vez o levante tem que ser amplo, geral e irrestrito por parte de todas as instituições e pessoas sérias deste país.

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