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É necessária a solidariedade de todos os trabalhadores com os petroleiros em greve e atacados ferozmente pelos inimigos!

Por Dom Orvandil

Nesse momento a greve no âmbito da Petrobras é a mais conseqüente luta contra a destruição promovida pelo neoliberalismo assumido com toda a gana pelo milicianismo bolsonarista.

Em face de poderosa força os petroleiros assumem a necessária ousadia no confronto com forças materializadas nos ataques do desgoverno Bolsonaro, da mídia, que ocultou a Frente Única dos Petroleiros e nada noticia sobre a greve, que pode ganhar fôlego para barrar o desmonte do Estado brasileiro e até, unida a todos os trabalhadores, derrubar essa farsa que emergiu das eleições fake news de 2018 e do golpe de 2016.

José Maria Rangel, coordenador da FUP,  pode ter razão quando afirma que “estamos no caminho certo, mesmo com o silêncio da mídia sobre a greve dos petroleiros e os ataques do Judiciário”.  

Ao refletir sobre as greves, seus limites e possibilidades quanto a aprendizagem dos trabalhadores sobre o ódio dos patrões e a aliança deles com o estado burguês, V.   I. Lênin já ensinou em 1899, em artigo publicado pela primeira vez em 1924, na revista Proletarskaia Revoliutsia (A Revolução Proletária), n° 8/9 (Encontra-se in Obras, t. IV, págs. 286/295. Editorial Vitória Ltda, Rio, novembro de 1961).

Uma das lições fundamentais da aprendizagem dos trabalhadores é que a única união e aliança que pode conduzi-los à vitória numa greve é a que se dá entre os próprios trabalhadores, livres, inclusive, dos funcionários e lacaios dos patrões.

Lênin, Citando F. Engels que escreveu sobre as greves dos operários ingleses,  alerta que “os homens que resistem a tais calamidades para quebrar a oposição de um burguês, saberão também quebrar a força de toda a burguesia”.

Tal consciência parece fazer parte da consciência dos petroleiros, como demonstra José Maria Rangel  quando diz  “… que a mobilização e a paralisação proporcionaram debates importantes com a sociedade sobre a privatização da Petrobras e o significado de as refinarias permanecerem sob controle do Estado. Felizmente a categoria tem entendido a importância da participação nesse movimento.”

É fundamental que as outras categorias dos trabalhadores, estatais e privadas, desbloqueiem as informações que a mídia canalha, a serviço do golpe contra o Brasil, obstaculiza permanentemente, buscando manter  a sociedade brasileira apática e desinformada.

Convêm mais uma vez aprender  com Lênin: “durante cada greve cresce e desenvolve-se nos operários a consciência de que o governo é seu inimigo e de que a classe operária deve preparar-se para lutar contra ele pelos direitos do povo”.

“As greves ensinam os operários a unirem-se, as greves fazem-nos ver que somente unidos podem aguentar a luta contra os capitalistas, as greves ensinam os operários a pensarem na luta de toda a classe operária contra toda a classe patronal e contra o governo autocrático e policial. Exatamente por isso, os socialistas chamam as greves de “escola de guerra”, escola em que os operários aprendem a desfechar a guerra contra seus inimigos, pela emancipação de todo o povo e de todos os trabalhadores do jugo dos funcionários e do jugo do capital”, ainda ensina Lênin.

Portanto, na realidade da luta em contexto de trevas, é  essencial e urgente a união de toda a classe trabalhadora na aprendizagem intensa da greve e na aliança com a sociedade, já que os petroleiros lutam concretamente, movimentando-se objetivamente em espaços e com trabalhadores reais.

Leia a íntegra das informações  editadas pela RBA.

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