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É preciso que a classe trabalhadora supere o medo de fazer greve

Recebi o texto abaixo do professor Dirceu Antônio Orth,  de Tangará Serrano, Mato Grosso, a quem agradeço pelo apoio e pela audiência diária.Ele não sabre esclarecer,  mas suponho pelo teor da reflexão que a autora, Patrícia A.S. Oliveira, é professora, é educadora da rede estadual de Mato Grosso.

Em todo o caso, Patrícia integra conscientemente a classe mais importante do contexto econômico, social e político, a trabalhadora.

Desde esse importante alicerce a autora convoca os/as educadores/as a se posicionarem corajosamente na luta pelo direito à dignidade salarial com a ousadia dos trabalhadores do passado, que se entregaram ao sacrifico para as conquistas hoje ameaçadas.

É verdade que muitos/as trabalhadores/as temem a greve. A razão é o medo da perda dos empregos.

Patrícia não escreveu, mas a verdade que a fúria da burguesia cresce vingativamente em tempos de crise e de ameaças da perda da correlação de forças que uma greve vitoriosa pode impor aos patrões.

Embora o texto se refira como ponto de partida às greves ao Estado do Mato Grosso também é verdade que a autora reconhece que o problema, tanto da degradação dos professores como da educação,  é nacional.

Nesse sentido ela conclama, com acerto, que os/as trabalhadores/as vençam o medo entrando na greve. Ela diz literalmente que “só há uma maneira de vencer o medo, ENFRENTANDO!”

Os capitalistas, através do golpe de Estado que levou ao governo um bando de milicianos e fantoches do mercado, usam de todas as armas para diluir as mobilizações da classe trabalhadora. Uma delas é a do medo, que instalam na estrutura psicológica mais profunda dos/as trabalhadores/as, apontando para o exército de reserve com a ameaça de que se não trabalharem há centenas a espera de empregos.

A burguesia usa de todas as crueldades para dilapidar a resistência de classe: mentiras, chantagens e o medo.

Considerando a greve geral de 14 de junho é imprescindível  que os/as trabalhadores/as não se permitam enganar mais uma vez nem dominar pelo medo. Já chegou o tempo de fazer o cálculo proposto por Patrícia: considerarmos que se não lutarmos agora não só perderemos tudo o que conquistamos,  mais escreveremos a desonra da covardia para o futuro.

Dom Orvandil.

Leia abaixo o texto de Patrícia A.S. Oliveira recebido pelo what’s app.

Toda greve são os mesmos medos, as mesmas ameaças, as mesmas acusações da sociedade para com os profissionais da Educação. Contudo, essa está com uma cereja a mais, o governo disponibilizou no sistema holerites com cortes de pagamento, isso deixou a categoria ensandecida.  Compreendo o medo, afinal somos classe trabalhadora e dependemos desse salário para sobrevivência. Porém, não podemos deixar que essa ação arbitrária, autoritária e ilegal do governador Mauro Mendes retire nossa capacidade de  pensar.

Acesse, leia e compartilhe:

http://cartasprofeticas.org/mengem-completa-do-papa-francisco-no-encerramento-da-cupula-dos-juizes-panamericanos-sobre-os-abusos-do-judiciario-e-os-direitos-sociais/

Os gurus de Guiadó e de Bolsonaro. Por que idiotas inúteis precisam de gurus?

Quem faz justiça não é Sérgio Moro.

Então vamos fazer:

1 –  A greve já foi julgada? Não. 
2 – Já caiu o pagamento na sua conta para ver se de fato haverá desconto? Não. 
3 – Somos a única categoria que precisa repor, portanto o governo ora ou outra terá que pagar, porque é o estado quem deve garantir os 200 dias letivos.
4 – Você tem mais medo de ficar 1 mês sem receber ou que o plano de carreira, que já não é bom, vire pó? 
5 – Se perdermos a lei da dobra do poder de compra, daqui a 10 anos nossos salários estarão comprando o que?
6 – A escola que você trabalha tem infra-instrutora descente?
7 – Se voltarmos para sala de aula por medo de corte de ponto, estaremos entregando nossas conquistas de árduos e longos anos. Estaremos enterrando nosso sindicato que é forte, mas que assim o é porque todos e todas estiveram envolvidos e implicados na causa. Nós somos o sindicato. 
8 – O que sempre acontece quando pensamos só no hoje?
9 –  Lembrem- se, um dia nesse país, professores já ganharam 10 salários mínimos, se não lutarmos daqui uns anos não ganharemos um salário mínimo. 
10 – Toda vez que sentir medo, pensar em arregar, lembrem daqueles que vieram antes de nós, que enfrentaram gestões que os deixaram 5, 6 meses sem salários e aqueles profissionais não desistiram da Educação e foi por causa deles, que tivemos acesso a Educação.

Não é só por salário, é por valorização profissional e está sem sombra de dúvidas passa pelo respeito pela nossa profissão.  Essa luta não é localizada no Estado de MT, é uma política nacional de ataque a Educação Pública.  É por escolas com condições mínimas de trabalho, é pela manutenção da escola pública, gratuita e de qualidade para cada criança e jovem do nosso estado. É para não ser conivente com o descaso, o abandono do atual governo e também dos governadores passados.

*É GREVE, porque é Grave!* 

Só há uma maneira de vencer o medo, ENFRENTANDO!

Patrícia A.S. Oliveira

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