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E se desligássemos os fogos de artifícios e a falsa esperança?

Caríssimo Elizeu Pereira da Silva, líder trabalhador e  Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Goiás –  SINTECT-GO 

Meu caro, tenho o maior orgulho de conviver contigo e de conhecer as lutas nas quais te envolves na defesa da ameaçada de privatização e sucateamento,  essa grande empresa do povo brasileiro, os nossos tri centenários  Correios.

Além de me alegrar com a luta que te ocupa na organização dos trabalhadores dessa categoria para o enfrentamento direto e prático da nefasta política arrasa pátria,  empreendida pelo destruidor  Paulo Guedes e seu peão impostor e miliciano Jair Bolsonaro, tua vida de fé evangélica me desperta atenção e admiração.

És um homem de formação acadêmica robusta,  feita numa universidade pública federal e és um crente.

Como evangélico não trilhas as pistas dos reacionários fundamentalistas e boiadas,  que formam a maioria das igrejas neopentecostais e pentecostais golpistas e alienadas,  arrebanhadas pelo fascismo, mas o da fé que arremessa para dentro da luta contra as injustiças e a opressão dos trabalhadores.

És original e exemplo que vale a pena ouvir e ver.

Parabéns, companheiro.

Chega o momento da virada de ano, da lendária passagem do ano velho para o ano novo.

No ambiente mítico e místico vislumbram-se abraços emocionados, geralmente dados pelas pessoas umas nas outras sem sequer olharem umas nos olhos das outras.

Logo brota,  com extrema facilidade e na mais eloqüente superficialidade,  a frase vazia do discurso dominante e sem sentido: “feliz ano novo”. Lá adiante, as que não se encontraram na virada de ano ainda dizem: “feliz ano novo atrasado”.

Gosto de perguntar o que querem dizer as pessoas com a frase “feliz ano novo”. Todos a repetem, mas ninguém  explica o sentido. Até porque não tem nenhum conteúdo real mesmo.

Algumas até se atrevem a ariscar dizer que encerram um ciclo para iniciar outro. O que é isso? Que é ciclo? Nova mudez diante do sem sentido.

Por que os foguetórios barulhentos e coloridos? O que muda com essa agitação toda?

A mídia, como rédeas da elite dominante, se encarrega de emocionar as milhões de pessoas de todas as idades, principalmente as cabresteadas da classe média e do povão explorado,  que assiste a tudo pela televisão, mas todas se somam como multidões embasbacadas frente às máquinas lança fogos artificiais para prepará-las para o abate, todas  iludidas pelo ópio das cores e dos ruídos das falsas esperanças.

A impressão que dá é de que um acordo inconsciente provindo das eras bem arcaicas,  quando o ser humano se empenotizava com as luzes solares e, depois, pelo culto ao deus sol do imperador Constantino, unificando por um cordão de falsa luz  o natal e a virada de ano, tudo manobrado meticulosamente pelo mercado e pelos poderosos ocultos.

Tudo é ilusão. Tudo é falso. Tudo é ideologicamente montado para manter as turbas entretidas,  sem que percebam que por detrás dos espetáculos há o continuísmo devastador do mesmo  projeto satânico que as devorará,  sem que resistam e lutem nos próximos meses.

Ou alguém, meu caro Elizeu, imagina que a desgraça representada pelo impostor e charlatão, que os perfumados e ajeitadinhos cinicamente chamam de presidente, sumirá do cenário nacional,  atropelado pelo estopim de um fogo de artifício artificial do Rio, de Florianópolis ou do raio que o parta?

Ou alguém imagina que um abraço emocionado com aquela frase vazia dita entre cabelos da abraçada, sob o bafejo dos lábios da que abraça, injetará tal força que a fará sair dali disposta e pronta para virar o inferno que queima a Amazônia e destrói o  respeito pelo país, apenas desejado no tal ano novo como um mundo sonhado e belo, com tudo em paz com Deus no controle?

Talvez ainda, num ímpeto de ares geniais, se entenda que milhões nas praias a cantar “adeus ano velho e bem vindo ano novo” se transformem num povo sério e em marcha em direção à bastilha feudal opressora e ponha os senhores e seu clero a correr, enforcando o último padre com suas próprias tripas?

Os poetas da burguesia talvez tentem insuflar na enganada e iludida multidão que a eleição de 2018 foi pura roubalheira e bandidagem, mas que agora, um ano depois, com a chegada do fantasioso  dito ano novo  o messias que se banhou no Rio Jordão não passa de uma vergonhosa fraude, que milhões de iludidos e analfabetos políticos  ajudaram a eleger, oh coitados, como o salvador da pátria, apesar da história  de impostura, mentiras e canalhice que todos sabiam que Bolsonaro sempre foi. Mas os poetas insistirão que depois das “férias” mentirosas, agressivas e ameaçadoras na Bahia, sem a Michelle,  enfiada em problemas policiais até as raízes dos fartos cabelos, se converterá e parará de mentir e de puxar  o saco do senhor da guerra, o criminoso de alta periculosidade internacional, o louco Donald Trump,  para virar um presidente justo e inteligente.

Os tapinhas nas costas, os abraços longos com aquela esfregação irritante nas costas das vítimas abraçadas, nada farão para unir e por na mobilização essa multidão de emoções efêmeras e sem consciência social da realidade.

Tudo é ilusão e material tóxico para desviar a atenção em mais eventos alienantes e enojantes ao povo brasileiro, que um dia despertará das drogas espirituais a ele servido como se fosse uma traiçoeira boa noite Cinderela.

Quem sabe alguém boicotasse todos os arsenais desses fogos de artifícios de fabricar ilusões e mentiras e, com isso, provocasse uma rebelião forte dos que se sentissem efetivamente enganados?

Evidentemente seria necessário já preparar outras ações para chamar a atenção dessa fantástica massa e lhes mostrar as reais intenções mentirosas e manipuladoras das raízes mais profundas do inconsciente coletivo, que na alma pedem comunhão coletiva nos atos de acender ali  na terra, e por todos,  as luzes da luta, que se faz esperança na aprendizagem de todos com todos à medida que a marcha não mais se dê na direção de fogos que se esboroam no ar, mas  nas chamas da justiça que elimina as desigualdades provocadas pelos mesmos que inventam governantes pulhas e safados; nas chamas da paz das pessoas que não só se abraçam umas as outras apenas, mas que se agarram a projetos que unam entorno da dignidade humana e do respeito ao país e ao amor mais radical ao planeta ameaçado pelos poderosos, que usam artifícios para divertir e desviar a atenção.

Se eu pudesse, meu caro companheiro Elizeu, apagaria ou boicotaria todos esses arsenais fake news e, no seu lugar,  formaria centenas de milhares de grupos temáticos que pensassem em como resgatar nosso país amado e humilhado das mãos dos patrões do tchutchuca do mercado, o indecoroso Paulo Guedes.

Certamente o Brasil e o seu maravilhoso povo, aí sim reconstruiria o pais que merecemos, prenderia os impostores Bolsonaro, Guedes, Moro e toda  os energúmenos de parasitas que entulham de inutilidades e de prejuízos ao desenvolvimento de nosso povo.

Ao desconstruirmos as falsas luzes impostas pelos poderosos interesses ocultos e ao arrancarmos dos corações as esperanças de que algum milagre ocorrerá sem nossa participação, aí sim nos encontraríamos na profundidade do que somos. Abraços demorados daríamos, sem medo de perder empregos, de balas perdidas e de sobressaltos com bandidos milicianos assassinos com a petulância de dizer que nos governam.

Daí não diremos com ar de rotina falsa “feliz ano novo”, mas, talvez, viva a revolução, viva o Brasil, viva nosso povo, vida o planeta, viva nossa união, viva a construção da justiça econômica, social e ecológica.

Viva é vida! Viva é paixão! Viva é tesão! Viva é luta!

Viva Elizeu na luta na defesa dos Correios e Telégrafos.

Ousar lutar e ousar vencer são marcas do povo mobilizado e em marcha. Venceremos!

Abraços críticos e fraternos,

Dom Orvandil.

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Um comentário

  1. Tantas são as ilusões e as mentiras que chega -se a crer que exista mesmo ano novo! Acesse e compartilhe o link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/e-se-desligassemos-os-fogos-de-artificios-e-a-falsa-esperanca/

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