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Em carta aos artistas Lula agradece e retrata a força do protagonismo dos trabalhadores e das artes na mobilização

Na carta abaixo,  que enviou aos artistas pelo belo festival que fizeram no Rio de Janeiro por sua libertação, Lula recupera da história a força da molibilização,  contando com os trabalhadores e com os artistas como lideranças fudamentais.

Lula não deixa de sublinhar que o povo é fator decisivo para romper os grilhões da miséria e das migrações da fome no Nordeste, chegando com ele ao governo.

Uma multidão de 100 mil pessoas cantou e dançou no Arco da Lapa nesta noite de 28/07/18, por um lado,  sob a memória dos programas sociais que elevaram 36 milhões da miséria e da pobreza,  com projeto nacional econômico de distribuição de renda e com a projeção do Brasil no mundo e, por outro, com os corações presos com Lula nas masmorras do fascista Sérgio Moro em Curitiba.

Em todas as situações a luta se agudiza em seu momento mais crucial do recrudescimento do golpe de Estado contra o Brasil e nosso povo.

A situação se complica mais e mais, para tanto arrocho golpista há necesidade de maior organização e avanço na ampliação das mobilizações.

Leia abaixo a carta completa do ex presidente Lula. 


Queridos artistas, estudantes, trabalhadores, meus queridos amigos reunidos nesse sábado. Eu só posso agradecer a solidariedade de vocês.

Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia?

Que ousaram acreditar em esperanças equilibristas e em flores vencendo canhões. Que se rebelaram contra o “Cale-se!” imposto pela censura, gritando que era proibido proibir.

Que disseram que o povo da favela só quer ser feliz e andar com tranquilidade e consciência. Que denunciaram o sofrimento de quem sai do nordeste expulso não pela seca, mas pela miséria e ganância dos coronéis.

Ou que era expulso de sua casa e vê ela ser demolida para passar “o progresso” que não inclui o trabalhador, como cantou Adoniran. Os que sempre estiveram onde o povo está, e que agora, nesta que é mais uma página infeliz da nossa história, se juntam novamente ao povo brasileiro para soltar a voz em nome da liberdade.

Onde querem silêncio, seguiremos cantando.

Vocês não sabem quantas vezes a música, os livros, a arte, tem me ajudado a atravessar essa provação, que não é maior que a de tantos pais e mães de família brasileiros que hoje não sabem como irão trazer comida para casa. É em nome deles que não podemos desanimar jamais

Porque a gente ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não.

Muito obrigado pelo carinho de vocês.

Luiz Inácio Lula da Silva.

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