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Em entrevista Ivan Seixas, ex preso político com 16 anos, define Bolsonaro como marginal

As pesquisas de opinião sobre o governo Bolsonaro mostram que rapidamente os eleitores dele começam a mudar a avaliação mentirosa que compraram da mídia, das igrejas e de todos os agentes transmissores da ideologia da elite dominante.

Quando as pessoas acordam se perguntam como conseguiram cair nas mentiras de que Jair Bolsonaro poderia ser um mito ou algum entendido de economia, de política e do Brasil.

Mas pessoas como Ivan Seixas nunca se enganam, justamente por estudarem, por se informarem e por terem raízes conscienciais bem alimentadas teórica e historicamente.

Perguntado como via as manifestações de Bolsonaro sobre as comemorações da ditadura Seixas respondeu  que “era esperado, porque ele é uma pessoa que não tem proposta, não tem discurso: só tem palavras de ordem vazias, de ódio e intolerância. [Bolsonaro é] Uma figura marginal à política. Ele sempre viveu à margem, fazendo provocações”, disse enfaticamente.

A respeito dos mortos e desparecidos Bolsonaro sempre se posicionou de modo desrespeitoso e insensível para com a dor dos familiares. “Enquanto deputado, ele colocou um cartaz lá dizendo “quem procura osso é cachorro”, se referindo às famílias que buscam parentes desaparecidos. Ou seja, nem sensibilidade para fazer as declarações ele tem.

“Você está falando de pessoas, de famílias de quem foi torturado, morto, e cujo corpo está desaparecido. Então, nem reconhecer a dor do outro essa figura reconhece. Não é a toa que você vê essas acusações de ligação dele com a milícia”, disse Ivan Seixas .

Essa frieza de Bolsonaro e o ódio que desenvolve tem fontes alimentadoras. Procedem das milícias.

Seixas explica o que é isso.  “A milícia mata. Milícia é grupo de extermínio do Rio de Janeiro. E ele [Jair Bolsonaro] é um marginal que absolutamente não tem nada a propor a não ser esse “marketing de ódio”. Veja jeito que ele fala sobre a ditadura. Ele fala contra os gays, contra negros, quilombolas. Então, é uma figura menor, e a gente teve o golpe de azar de eleger uma figura execrável como essa para a Presidência”, declarou Ivan Seixas.

O militante Ivan Seixas tem moral e autoridade para avaliar o ódio e a ditadura. Ele foi capturado pela repressão com apenas 16 anos juntamente com seu pai. Este foi barbaramente torturado e morto a pauladas no DOI-CODI. Irmã e mãe de Seixas também foram torturadas, estupradas e humilhadas pelos agentes da morte em nome da ditadura empresarial-militar.

Acesse abaixo o link com a entrevista de Ivan Seixas e seus depoimentos históricos sobre os horrores acontecidos há 55 anos no Brasil. Pior,  celebrados pelo marginal na presidência de nosso país.

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