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Em Goiás o governador dos latifundiários espiona o MST: mandará matar suas lideranças?

O “seo” Ronaldo Caiado é um ruralista que forma no cérebro dele ideias tipo: estrumes de cavalos, de rezes e a luxúria de sua laia, os latifundiários ladrões de terras e assassinos de componeses pobres.

O governador de Goiás, com voz cavernosa de quem sempre se movimenta por dentro de cavernas escuras, úmidas, sombrias e mortais,  adora encher a boca para dizer  sobre ele mesmo: “eu sou médiiiico”.

A medicina para ele é uma espécie de símbolo de dominação. Ao dizer-se médico não o faz com o prazer dos profissionais que se dedicam aos cuidados do próximo, mas como membro de uma categoria de senhores escravocratas, mandões, patrões e chefões de sangue nos olhos, na mente e nas mãos.

É corretíssima a  reportagem do Brasil 247 quando o trata de  “chefe”. Caiado é mesmo um sujeito que age como se o Estado de Goiás fosse uma fazenda de propriedade dele ou de patrões a quem serve e de quem recebe muito. Age como um capataz. Lembra-me o “poderoso chefão” mafioso do filme,  que matava e mandava matar os adversários, inclusive mulheres.  Pois bem, a reportagem informa com verdade que o ruralista  “… chefe do executivo é herdeiro de uma oligarquia do século 19 que prosperou especialmente na Ditadura Militar (1964-1985). Em 1985, Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR) como uma resposta da elite rural contra o surgimento do MST. A entidade, de acordo com o site De Olho nos Ruralistas, “é dona de um passado sombrio”. 

Continua o 247, ‘relata a reportagem do site: “entre as vítimas da UDR, a grande responsável pela popularização do termo ‘ruralista’ (antes usado bem mais esporadicamente, conforme levantamento do observatório), a mais famosa é o líder extrativista Chico Mendes. O tiro de escopeta que matou um dos maiores símbolos da luta pela reforma agrária – conhecido no mundo por sua face ambientalista – foi encomendado por Darly Alves, representante da organização no Acre. No auge da UDR, entre 1985 e 1989, a violência no campo atingiu seu ponto mais extremo, com 640 assassinatos”.

É preciso somar na conta da UDR do poderoso chefão de voz cavernosa, Ronaldo Caiado, muitas outras mortes, como a da Irmã Dorothy Stang e de outras pessoas, como a perseguição  e prisão ao Padre Amaro Lopes de Sousa, substituto da missionária. Na conta da UDR do voz cavernosa deve-se colocar o assassinato de uma testemunha de defesa de Padre Amaro, Márcio Rodrigues dos Reis, como denunciou a CPT, depois de  receber várias ameaças de morte foi emboscado e assassinado (informação da Agência Brasil).

“De acordo com a pastoral, Sousa era um dos integrantes de um acampamento de sem-terra que ocupou uma área disputada com Silvério Albano Fernandes, um fazendeiro da região. Na versão da CPT, Fernandes apontava o religioso como liderança do grupo. A propriedade em questão é objeto de um processo que tramita, atualmente, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília”, continua o site  Agência Brasil.

Pois bem, o poderoso chefão de voz cavernosa, ex senador golpista que, com seu voto, ajudou o Brasil a afundar na situação em que estamos ao participar da farsa do impeachment contra a ex presidenta Dilma Rousseff, se imagina capataz de uma fazenda chamada Estado de Goiás, para cujo governo se elegeu em plena campanha eleitoral golpista, a de 2018, fake news e a cabresto de sua excrescência miliciana genocida Jair Bolsonaro, amigo do capataz desde os tempos de vagabundagem na Câmara Federal, molda-se numa trajetória de sangue de torturados, presos políticos e assassinados pela ditadura militar.

“Atualizado” como o são todos os facínoras, covardes e criminosos, o “governo Caiado monta centro de espionagem de movimentos sociais, especialmente do MST.

“O governo de Goiás, sob comando de Ronaldo Caiado (DEM), pretende implementar no estado um centro de espionagem contra movimentos sociais, principalmente, contra o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). A iniciativa do governo foi encaminhada ao Comando Regional de Polícia Militar do estado de Goiás, tendo como alguns dos objetivos “localizar e mapear, por meio coordenadas geográficas, os assentamentos/acampamentos inseridos na área da respectiva Unidade”, e “pormenorizar o histórico de invasões, conflitos, ou qualquer assunto de interesse da segurança pública na região da Unidade”.

‘De acordo com a decisão do governo Caiado, o centro de espionagem também quer “identificar e qualificar as lideranças locais desses movimentos, bem como levantar o quantitativo de pessoas em cada assentamento/acampamento (quantidade de crianças, mulheres e faixa etária dos integrantes desses movimentos)”. Outra finalidade é “identificar e qualificar o envolvimento com políticos (Federal/Estadual/Municipal)”.

Quer dizer, as polícias, para o “médiiico” de voz cavernosa Caiado não é criminosa o suficiente com seu racismo, com sua violência contra os negros e os pobres.  O poderoso chefão de Goiás quer usar a polícia, paga com o dinheiro público, para a bandidagem na espionagem dos movimentos sociais e perseguição das pessoas e movimentos que lutam por justiça na terra, econômica e social.

Então quando percebermos carros da polícia estacionados ilegal e arbitrariamente em pontos e terminais de ônibus, sobre calçadas como se fossem donas dos passeios públicos, tenhamos medo, gritemos por socorro, denunciemos possíveis espiões ilegais, que seguem a história sombria de Ronaldo Caiado, criador da UDR, feita para matar lideranças e expulsar as famílias pobres de suas terras.

Mais um entulho que o povo em sua imensa força de mobilização expulsará do caminho da opressão.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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