nota_centrais

Em meio a pesadas trevas, agora de mais ameaças fascistas, as centrais sindicais exigem resguardo da democracia

Por Dom Orvandil. 

A classe trabalhadora é a maior vítima porque a mais atacada pelos desdobramentos do golpe de Estado neoliberal e fascista dado contra a frágil democracia e contra todos os direitos trabalhistas, desembocando no atoleiro miliciano com as eleições mentirosas,  arquitetadas nos porões fétidos dos monopólios econômicos,  que conduziram aos governos da União  e da maioria dos Estados pelegos e protofascistas.

Com toda a economia afundando e a soberania do Brasil triturada pelo vandalismo odioso da turma do miliciano Jair Bolsonaro, provocações  são feitas no afã de alimentar a boiada de baderneiros e inimigos da democracia.

Diante da agressão do miliciano Jair Bolsonaro,  que subversivamente, em desobediência à Constituição que foi obrigado jurar, de modo desonesto e covarde, depois de pedir a Rodrigo Maia, presidente de direita da Câmara dos/as Deputados/as, que desconsiderasse o discurso do genocida Augusto Heleno, que pediu para os fanáticos golpistas irem às ruas contra o Congresso e o STF, usou indevidamente  grupos no what’s app para chamar sua turma marginal para mais um lance golpista.

Tal afronta parece passar despercebida pela desmobilizada e, em boa parte, cooptada classe trabalhadora.

Pior, covarde e desonestamente, bem ao estilo da canalhice dele, o miliciano Jair Bolsonaro se aproveitou do carnaval, quando o povo ainda festeja, viaja ou descansa para chamar os delinqüentes da laia dele para mais esse desaforo contra nosso povo.

Diante disso soa a voz das centrais sindicais em forma de nota, unida a outras lideranças políticas, contra os ataques fascistas graves do desesperado, incompetente e traidor da Pátria Jair Bolsonaro.

Se nosso povo, notadamente nossa classe trabalhadora, estivesse unida, mobilizada e organizada essa seria a hora de expulsar do governo todos os canalhas que lá chegaram através das eleições espúrias e golpistas de 2018.

Não basta o impeachment do miliciano que, infelizmente, a nota chama de presidente da República. É necessário que a turma toda seja derrubada e novas eleições sejam convocadas, inclusive para uma Constituinte com o objetivo de desfazer todas as barbaridades contra todos nós, praticadas pelo vampirão Mi$hel Temer, pelo tutchuca Paulo Guedes e pelo fantoche dos poderosos, Jair Bolsonaro.

Leia abaixo a íntegra da nota das centrais sindicais.

O nosso Cartas Proféticas precisa urgente de sua forte solidariedade. Ajude-nos: http://cartasprofeticas.org/colabore

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Exigimos providências para resguardar o Estado de Direito

Centrais sindicais defendem democracia contra ataques de Bolsonaro ao Congresso e Supremo

Na noite desta terça-feira de Carnaval, 25 de fevereiro, a sociedade brasileira recebeu com espanto a notícia de que o presidente da República, eleito democraticamente pelo voto em outubro de 2018, assim como governadores, deputados e senadores, disparou por meio do seu Whatsapp  convocatória para uma manifestação contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, a ser realizada em todo país em 15 de março próximo.

Com esse ato, mais uma vez, o presidente ignora a responsabilidade do cargo que ocupa pelo voto e age, deliberadamente, de má-fé, apostando em um golpe contra a democracia, a liberdade, a Constituição, a Nação e as Instituições.

Não há atitude banal, descuidada e de “cunho pessoal” de um presidente da República. Seus atos devem sempre representar a Nação e, se assim não o fazem, comete crime de responsabilidade com suas consequências.

Ressaltamos que, segundo o Art. 85 da Constituição Federal:

“São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação”.

A Nação brasileira deve repudiar a enorme insegurança política que fere a liberdade, os direitos dos cidadãos, que trava a retomada do crescimento e, por consequência, alimenta o desemprego e a pobreza.

Precisamos ultrapassar essa fase de bate-bocas nas redes sociais e de manifestações oficiais de repúdio aos descalabros do presidente da República.

Não podemos deixar que os recorrentes  ataques  à nossa democracia e à estabilidade social conquistadas após o fim da ditadura militar e, sobretudo, desde a Constituição Cidadã de 1988, tornem-se a nova normalidade.

Diante desse escandaloso fato, as Centrais Sindicais consideram urgente que o  Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional se posicionem e encaminhem as providências legais e necessárias, antes que seja tarde demais.

Do mesmo modo, conclamamos a máxima unidade de todas as forças sociais na defesa intransigente da liberdade, das instituições e do Estado Democrático de Direito.

São Paulo, 26 de fevereiro de 2020

Sergio Nobre, presidente da CUT (Central única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

José Calixto Ramos, presidente da NCST (Nova Central de  Sindical de Trabalhadores)

Antonio Neto, presidente da CSB (Central de Sindicatos do Brasil)

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