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Encontro histórico entre o teólogo Leonardo Boff e o ex presidente Lula: na prisão injusta falaram sobre a força da mulher dona Lindu e do Deus dos pobres

Foto composta pelo blog Pragmatismo Político.

A partir do universo de mentiras, criado pelo juiz Sérgio Moro, que abriu mãos da justiça para fazer a política do inimigo imperialista, aliado da organização criminosa Globo, como num papel de ator fora de estúdio, o líder do povo brasileiro e o teólogo da libertação inovam num encontro rico em comunhão e profecia.

Tradicionalmente líderes,  chamados políticos,  recebem personalidades em mansões e palácios, Lula recebeu um dos maiores teólogos na prisão injusta.

Os teólogos europeus e estadunidenses costumam elaborar suas teologias em gabinetes luxuosos como funcionários estatais ou “pesquisadores” de poderosas universidades privadas, bem remunerados, Leonardo Boff, no entanto, fez teologia com seu amigo preso e perseguido pelo poder econômico decadente, que acua  trabalhadores/as, tirando-lhes direitos e minando a justiça.

Com Lula Boff rezou e recitou o mantra e o credo popular sagrados,  sempre repetido pela mãe do nordestino pobre, que quase morreu de fome: “lute Lula, lute sempre, nunca desista”.

Nessa espiritualidade, sob a circunstância da injustiça e na solidão, refletiram os dois amigos, é que se fortalece a fé no Deus a quem o povo se refere com fé a todo o momento quando diz: “vai com Deus, fica com Deus, Deus te abencoe”.

Esta fé, no entanto, não é individualista, apesar da solidão, mas profundamente enraizada no amor ao povo, aos pobres e ao Brasil, agora ameaçado de destruição.

No momento profundo de espiritualidade, reflexão e tentativa de entender o significado da monstruosa perseguição em forma de prisão sem culpa e sem provas, Leonardo ouviu de Lula:

Essa prisão não deve ser em vão, deve ter um significado maior. Maior do que eu, maior do que você. No sentido de resgatar a dignidade dos pobres, porque para isso eu entrei na política”.

Impactado com tal depoimento, o teólogo sensibilizado e humano, fazendo espiritualidade profunda e teologia na realidade,  confessa o sentimento com que entrou na cela e o outro,  com o qual saiu:

Entrei abatido, pela situação total do Brasil. Escutando Lula, convivendo com ele, vendo o seu espírito para cima, eu saí fortificado. Sai com esperança (…) Eu saí de lá enriquecido, espiritualizado, pela força não só política dele. Pela força que vem de dentro. Uma espiritualidade de nível popular. Não é essa clássica que nós conhecemos. Mas essa que sente quando diz ‘vai com Deus’, ‘fique com Deus’, ‘que Deus lhe abençoe’.

Os depoimentos do teólogo Leonardo Boff causaram profundo impacto no povo brasileiro e em todo o mundo.

Este blogueiro confessa suas lágrimas e o fortalecimento de sua fé num Deus que peregrina, geme com os presos e fortalece os que lutam com e pelo povo, principalmente os injustiçados e pobres.

São cansativas as missas, os cultos e todos  os ritos de “espiritualidades” dos apequenados que se reúnem em templos para buscar confortos pessoais e egoístas, sem nada que os remeta à luta na destruição das estruturas pecaminosas que geram injustiças e à construção da sociedade vivenciada por Lula e Boff, que se abraçaram chorando, iguais, sem enaltecimento das diferenças intelectuias,  em amor ao povo.

Acesse abaixo os 3 pequenos vídeos com os depoimentos de Leonardo Boff. No primeiro, tomado pela emoção logo após a saída da prisão, onde o adestrado do imperialismo, Sérgio Moro, mantém Lula, Leonardo Boff não consegue falar, tomado pelas lágrimas.

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