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Espancamento de professor aposentado é coisa neoliberal de Bolsonaro e de Dória

 Professor relata que não foi assassinado por pouco pelos PMs que reprimiram manifestação na Alesp (Arquivo pessoal) 
Por Dom Orvandil. 

Nesta noite postei aqui a indignação do promotor  Paulo Brondi, do Ministério Público de Goiás, com quem concordo,  quando também escrevi que não é possível tratar Bolsonaro e sua gangue ministerial pelas honrarias dos  títulos que não merecem. As razões dadas por Brandi para denominar o miliciano são óbvias e justas e podem se aplicar a qualquer delinqüente neoliberal do desgoverno dele e dos outros estaduais: é “cafajeste”, “macho de meia tigela” e “a parte podre de  um país adoecido”.

Como disse Lula em Paris sobre o fascismo que assalta o Brasil com a eleição de desclassificados e psicopatas, definindo a situação social: “o sofrimento de nosso povo”. O nosso povo geme sob o pior tacão da injustiça da história depois da escravatura colonial!

Esse sofrimento não é praga caída do inferno, mas conseqüência dos golpes de bandidos serviçais do que há de mais funesto e devastador no mundo, o neoliberalismo.

Uma das desgraças do neoliberalismo é o ataque brutal e sanguinário aos trabalhadores. Não é por outra razão que o povo chileno perdeu a paciência e se revolta crescentemente com o objetivo de derrubar  o governo que aplica o programa neoliberal contra todos os direitos dos trabalhadores.

João Dória, a hiena sorridente que desgoverna São Paulo, comparsa do vampirão golpista  Mi$hel Temer e do miliciano fascista Jair Bolsonaro, mandou a polícia com métodos nazistas e cruéis invadir a Assembleia Legislativa de São Paulo para bater em professores e demais funcionários públicos, que resistiam aos crimes dos ataques aos seus direitos.

Policiais aliados dos criminosos, assassinos covardes que matam jovens negros e pobres, coxinhas vendidos à burguesia, entraram na ex casa do povo para maltratar com torturas aprendidas com os bandidos da ditadura, para atacar principalmente professores/as.

Ignorantes, analfabetos humanos, obedientes ao fascismo cruel e bruto, policiais toscos ignoraram as fontes da civilização, os exemplos de qualificação da inteligência, os professores e, privilegiando as armas e os coturnos usados na guerra, bateram até em aposentados, ajudando deputados/as de direita a cravar nas costas dos resistentes  o punhal que sangra direitos e a justiça.

O caso do professor  de física, aposentado que se solidarizava com a causa de seus colegas, é dramaticamente exemplificativo da bandidagem do desgovernador, dos deputados e dos pés de porco policiais, bandos de traidores e criminosos.

“Quase fui assassinado”, disse o professor José de Jesus Cherrin Fernandes de 64 anos, que foi espancado por PMs na Alesp por participar da mobilização dos servidores contra a reforma da Previdência na Alesp e foi brutalmente espancado por policiais, mesmo sentado.  “Escapei por milagre”, exclamou aquele profissional patriota,  que não se acovardou mas se solidarizou com colegas na luta contra a destruição neoliberal.

“Aqueles canalhas maiores que o Capitão América tinham idade de ser meus netos”, disse o professor José de Jesus Cherrin Fernandes, que dá aulas de Física na Escola Estadual Isaltino de Mello, no bairro Campo Grande, Zona Sul da capital paulista.

“Os “canalhas” a quem Fernandes se refere são os policiais militares que agrediram professores e servidores públicos durante a votação da reforma da Previdência paulista na Assembleia Legislativa do estado (Alesp), nesta terça-feira (4). O professor foi uma das vítimas da Tropa de Choque da PM, que transformou o saguão da Alesp em uma verdadeira praça de guerra. Uma guerra, porém, que somente um dos lados estava armado.

Com bombas de gás, balas de borracha e agressões, a PM reprimiu a manifestação dos servidores contra a reforma da Previdência do governador João Doria que, em meio ao desespero dos servidores agredidos, foi aprovada”, relata o repórter  Ivan Longo, da Revista Fórum.

Fernandes, que é exemplo de luta aos que apenas rezam ou esperam ‘essa fase passar’, acomodados e omissos, narra que se encontrava sentado no saguão da Alesp, “sem absolutamente nada nas mãos, quando começou a ser agredido pelos policiais com socos, chutes e golpes de cassetetes. Imagens cedidas à Fórum ilustram o nível da brutalidade encampada contra o professor”.

“Aos 64 anos não tenho mais agilidade para ficar em pé. Eu estava sentado no chão e eles vieram que nem uma tropa de cavalos para cima de mim. Me bateram, me chutaram com coturno, e me deram cassetetadas. E eu sem nada nas mãos, apenas com uma mochila nas costas”, contou o professor à reportagem. Ele relatou ainda que ficou “desnorteado” por vários minutos e que só não foi assassinado no espancamento porque dois professores conseguiram o arrastar para o lado de fora do saguão da Alesp.

“Escapei por milagre”, desabafou” ao repórter. Leia a notícia na íntegra na Revista Fórum.

Daqui nos solidarizamos e homenageamos o querido colega e professor José de Jesus Cherrin Fernandes por sua ousadia e coragem na solidariedade nessa luta.

Assim agindo, mesmo atacado brutalmente pelo Estado ocupado pelo fascismo e pela direita psdebista miliciana, não se omitiu na luta ao lado da classe docente, hoje humilhada e espezinhada no país tomado por bandidos e traidores, ainda teve coragem de registrar BO contra os crimes sofridos e de dar entrevistas tornando pública a perseguição.

Que orgulho desse patriota!

Que seu patriotismo sirva de estímulo às mobilizações de março que tomarão as ruas contra o neoliberalismo e contra o fascismo!

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Um comentário

  1. "Espancamento de professor aposentado é coisa neoliberal de Bolsonaro e de Dória". Essa barbaridade é intencional! Ajude-nos a movimentar o Cartas Proféticas compartilhando somente os links das postagens: http://cartasprofeticas.org/espancamento-de-professor-aposentado-e-coisa-neoliberal-de-bolsonaro-e-de-doria/

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