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Evangelicóides atacam o maravilhoso Jesus da Mangueira porque desfilam na ala dos fariseus

Por Dom Orvandil. 

O pastor Estêvão Chiappetta, apesar de inúmeros erros de redação, principalmente de concordância, se esforça para fazer a diferença entre os evangélicos sérios, de quem parece se avaliar participante, e os da ala dos escribas e fariseus, que “dançam”  fora da Sapucaí, que denomino ironicamente de “evangelicóides”.

Depois de tentar rebater o azedume dos evangelicóides com o enredo da Escola de Samaba Mangueira, que usou da arte para retratar criticamente Jesus assumindo o lugar e as diversas formas dos oprimidos e de ser atacado pelos religiosos do tempo dele, aliançados  com o império romano opressor e pelos atuais falsos messias de armas em punho, Chiappetta, com luvas de pelica, também se soma a critica aos fariseus e saduceus hipócritas.

“… humildemente nós devemos lembrar que o próprio Senhor Jesus Cristo criticou duramente os religiosos hipócritas de sua época.

Jesus não criticou o fato de alguém ser religioso, mas sim o fato do religioso ser um hipócrita, ele criticou algo para além disso. Jesus criticou que o novo convertido fosse um clone do velho “convertido” (fariseu) de sempre (de forma infinitamente pior). Ou seja, ser uma cópia piorada do que há de pior no fariseu”, escreveu o esforçado pastor Estêvão.

Antes do nosso belo e protestante carnaval de 2020 enfrentei uma nota que um bando de 23 pastores e coronéis evangelicóides escreveu em perseguição e difamação do pastor batista Henrique Vieira que, aliás, desfilou na Escola de Samba Mangueira e cantou entusiasmado o seu Samba Enredo.

Os signatários da nota analfabeta e enrustidamente farisaica agridem Henrique e o julgam incapaz de ser pastor, evidentemente eles se colocando no pedestal da arrogância farisaica e  da falsa posição de santos, convertidos e superiores.

A postura dessa casta, também tenuemente criticada por Estêvão, mostra, no fundo, a divisão de classes que toma conta do dito cristianismo dos ditos “evangélicos” contra o próprio Jesus de Nazaré, mesmo retratado de forma pobre e distorcido pelas traduções e interpretações de araque dadas em quase todas as igrejas, servis da classe dominante, assassina dos pobres e  de Jesus como pobre e libertador.

É preciso dizer, para além da doçura boa moça do pastor Estêvão Chiappetta, da Igreja de Deus no Brasil, que a postura farisaica da ala na qual “sambam” os pastores coronéis e evangelicóides é tão criminosa, bandida e assassina em suas alianças satânicas com o mercado neoliberal, inimigo atroz dos trabalhadores, dos pobres, dos negros, dos quilombolas, dos indígenas e da Pátria quanto os que perseguiram e ajudaram a matar o Jesus Galileu do Século I.

Os evangelicódes do Brasil e do mundo são assassinos cruéis que defendem o armamento no favorecimento da indústria bélica; protegem os interesses perversos e injustos do agronegócio na sua agressão aos pequenos agricultores e no roubo das terras indígenas; apóiam as ações diabólicas dos bancos e até os ajudam com movimentações de contas “gordas”; deram sustentação ao golpe de Estado de 2016 e ainda apóiam o mais criminoso e o mais perverso governo que aniquila seu país e seu povo, o miliciano e protofascista Jair Bolsonaro, que desgraçadamente “abençoam”.

Disso dá provas outro evangélico, este culto e pesquisador, que respeita a ciência e a pesquisa, ao contrário dos supersticiosos, fantasmagóricos e analfabetos metidos a bestas, os evangelicóides.

Trata-se do adventista André Kanasiro, tradutor na Revista Opera, que cursa mestrado em estudos literários da Bíblia Hebraica pela Universidade de São Paulo.

Kanasiro denuncia que “o  (neo)pentecostalismo, entorpecente de longa data do impiedoso porrete ianque, agora usa boné e toca bateria. Brasília e São Paulo no começo de fevereiro viram explodir mais um movimento que, prometendo o Espírito dos céus, sopra a águia americana nos corações de cada um – o fruto de uma teologia enlatada sabor êxtase que fornece catarses coletivas enquanto coloniza fiéis no cada vez mais estéril modo de vida norte-americano”, denuncia o estudioso André.

Kanasiro continua a denúncia fundada sobre os laços formados entre esses evangelicóides, feriseus da banda fora da Sapucaí, nada inocentes na sua traição à Pátria, a ridícula e supersticiosa Damares Alves e o miliciano Jair Bolsonaro, demonstrando o que é o tal “the send” – o envio. “O The Send é um movimento fundado em Los Angeles em 2016, a partir de uma aliança entre dois movimentos evangelísticos: The Call e YWAM. Este último é conhecido no Brasil como Jovens com uma Missão (Jocum), entidade norte-americana parceira da ministra Damares Alves que esteve envolvida no polêmico filme Hakani – documentário que encena supostos infanticídios indígenas e que teve sua divulgação suspensa pelo Ministério Público Federal de Roraima por danos morais e coletivos aos indígenas da etnia karitiana. Este movimento, ao qual logo afluíram outros ministérios de evangelismo jovem dos Estados Unidos, declarou ter como objetivo “re-evangelizar a América” e “declarar guerra à inação”. Em sua edição brasileira, que durante doze horas ocupou com shows um estádio em Brasília e outro em São Paulo, houve bênçãos a Bolsonaro no palco e sermões contra as faculdades “humanistas” em meio a clamores por uma “reforma da nação”, tendo como foco as universidades”, continua nosso jovem pesquisador. Confira todo o artigo de André Kanasiro.

Portanto, há que, em nome da honestidade intelectual, divisarmos dois grandes blocos de evangélicos. Um o dos evangelicóides e fariseus, alienadores e traidores da consciência de classe dos  trabalhadores. E outro é o dos evangélicos sérios, que não guardam nenhuma relação ideológica com aqueles traidores de Jesus e da Pátria.

Denunciar o fato de que milhões de trabalhadores, negros, indígenas e pobres são enganados e suas consciências inundadas de mentiras, retirando-lhes o poder de analisar a realidade econômica e política da traição a que são induzidos a aderir é qustão de honra.

É eticamente imperativo que os/as trabalhadores/as saibam que são usados/as como buchas de canhão e como gado de manobra por  lobos vestidos de ovelhas e por salteadores canalhas.

Precisam saber que são cooptados como o povo o foi à frente do palácio de Herodes para gritar contra Jesus e a favor de Barrabás: “crucifica-o, crucifica-o”.

O  Jesus a que são induzidos enganosamente a seguir é feito à imagem e semelhança do neoliberalismo dos infernos e inimigo da classe trabalhadora e das Pátrias roubadas.

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Um comentário

  1. Igrejas evangélicas traem o Jesus pobre para favorecerem os mega capitalistas e ao neoliberalismo contra os povos e suas Pátrias. Ajude-nos a movimentar o Cartas Proféticas compartilhando somente os links das postagens: http://cartasprofeticas.org/evangelicoides-atacam-o-maravilhoso-jesus-da-mangueira-porque-desfilam-na-ala-dos-fariseus/

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