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Evangélicos se aliam aos fascistas, ricaços e imperialistas para golpear Evo Morales na Bolívia, como no Brasil

As notícias que vêm da Bolívia sobre o golpe sanguinário com a participação dos piores criminosos inimigos dos indígenas, dos pobres, dos pequenos agricultores e do desenvolvimento com distribuição de renda,  alavancado pelo presidente Evo Morales,  não poderiam ser piores se não fosse o envolvimento escarnecedor, hipócrita, bandido e satânico de evangélicos fundamentalistas.

Em dois vídeos (reveja aqui e aqui) que fiz há quase dois anos denunciei a participação sórdida dos discípulos de Judas e dos fariseus,  que  caluniaram, ajudaram a prender e a matar Jesus.

Plinio Teodoro da Revista Forum noticiou que “uma das cenas mais impressionantes em meio ao massacre que ocorre durante o processo sangrento de implantação da ditadura na Bolívia é da imagem que mostra Luis Fernando Camacho, líder da ala mais violenta da oposição a Evo Morales, colocando uma Bíblia sobre a bandeira boliviana estendida no chão após a invasão do Palácio do Governo.

Com ligação estreita com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, Camacho é uma das figuras de maior torpeza que emerge em meio aos covardes ataques aos povos originários da Bolívia na nova cruzada contra indígenas e a população mais pobre da América Latina.

Presidente do Comitê de Santa Cruz, região mais rica da Bolívia, “Macho” – apelido que ganhou pela maneira histriônica e prepotente ao falar de Evo – é operador de offshores em paraísos fiscais e pertence a uma família que é dona do Grupo Empresarial de Inversiones Nacional Vida, que acumula milhões em dívidas e perdas relacionadas ao negócio do gás em Santa Cruz – um dos polos de embate do governo de Jair Bolsonaro com Evo Morales.

Nas redes, “Macho” Camacho diz que “Cristo Volvió a Palacio”, enquanto coordena uma milícia paramilitar que pratica saques, achaques e ataques aos remanescentes do governo Evo Morales nas mais distintas esferas públicas.

Pretensamente falando em nome de um Deus, Camacho quer dizimar os povos indígenas na Bolívia para implantar aquilo que considera valores da sociedade “judaico-cristã ocidental”.

Usando o nome de “Deus acima de todos”, a extrema-direita dá início a um novo processo de extermínio dos povos originários da América Latina, iniciado há mais de 500 anos com o mesmo pretexto. Porém, desta vez farão jorrar sangue para entregar as matrizes energéticas de gás e petróleo aos detentores do poder financeiro mundial”.

Esse é o envolvimento dos evangélicos fundamentalistas, financiados por grupos poderosos dos Estados Unidos, inclusive de dentro do governo louco e de guerra do mundo de Donald Trump.

A conduta é a mesma dos evangélicos fundamentalistas brasileiros, ligados à Bancada Evangélica, à Bancada da Bíblia e a todas aos larápios de direita que atuam no Congresso Nacional.

Os “pastores” e “bispos” não passam de senhores feudais vivendo à custa de ofertas e dízimos dos trabalhadores e pobres. São homens brancos e ricos, na sua maioria, vinculados ao racismo, à homofobia, ao fascismo, aos poderosos mafiosos capitalistas, tudo com interesses em poder.

Porém, é preciso sermos justos. No campo católico nas suas inumeráveis vertentes há setores amplos de fundamentalistas fanáticos que apóiam o milcianismo representado por Jair Bolsonaro e a gandaia que ocupa o governo, o Congresso e boa parte do judiciário.

Há amplos setores na Igreja Católica Romana que caluniam, difamam,mentem e perseguem até mesmo o Papa Francisco, aliados do bolsonarismo fascista.

Isso é coisa para milhões de trabalhadores brasileiros crentes que enchem igrejas, mas que não passam de mercadoria e de buchas de canhão usados pelos coronéis disfarçados de anjos e de mensageiros de Deus. Não passam, porém,  de mercenários, bandidos e criminosos altamente comprometidos ccom a alienação e com a destruição da consciência patriótica.

Não há nada de Jesus nem de cristianismo nos fundamentalistas golpistas e fascistas.

Reprodução/Twitter
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