dom Leonardo Steiner

Falsa neutraldiade do secrtário geral da CNBB sobre Bolsonaro

A conjuntura brasileira dentro da mundial, é polarizada agressivamente a partir da crise fatal do capitalismo.

Nesse ambiente de falência do sistema que domina o mundo, há mais ou menos 200 anos, surgem conflitos marcados pelos que ainda esperneiam por sua manutenção e os setores que sabem de seu esgotamento e necessidade de superação para outro modelo que não seja tomado por contradições gritantes e desumanas, como o é o capitalismo com suas corporações e concentrações de riquezas e de renda, de um lado,  com miséria e pobreza aos que trabalham, de outro.

Para defender os interesses de minorias donas de bancos, de terras, do comércio e da indústria o sistema de mercado é capaz de lançar mãos do próprio fascismo.

Ora, o nazismo e o fascismo foram os mesmos que levaram o mundo à segunda guerra mundial com práticas de eliminação pela violência deliberada dos trabalhadores e de todas as pessoas diferentes, desde a cor de suas peles até as pretensamente ideológicas, étnicas e religiosas. O resultado foi a destruição da civilização representada pelos países, pelas cidades e pela própria cultura, tudo arrastado para o abismo da barbárie.

É esse o fenômeno que enfrentamos no Brasil, exatamente agora nas eleições de 2018. O mercado atrasado, injusto, discriminatório e escravocrata, que em  2016 deu um golpe de Estado,  colocou abaixo os direitos mínimos dos trabalhadores e dos pobres. O discurso adotado foi o de que isso geraria mais emprego e bem estar para todos. Deu no contrário, como nós outros prevíamos: os mais ricos enriqueceram ainda mais e os pobres resvalaram para a miséria. A contradição do sistema capitalista se acentuou gritantemente. O holocausto nazista se reacendeu no campo econômico usando setores políticos e judiciais como  gestapo policial para prender e capturar os que se opõem a esse sistema pai de crises desumanas.

Jair Bolsonaro, tão insosso, inculto, despreparado, grosseiro, estúpido e incapaz quanto seu ídolo Adolfo Hitler,  é usado pelo mercado quanto o foi o inspirador do boçal brasileiro.

Os riscos que corremos no Brasil são tão ou mais catastróficos quanto os que o mundo de 1939 – 1945 correu, com perseguições, destruições do outro, dos valores democráticos, sociais e éticos, penosamente edificados com a participação do povo brasileiro, pai de grandes vultos alimentadores de humanidade com  justiça social e  paz.

É nesse contexto eleitoral que dom  Leonardo Steiner, Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (da Igreja Católica Romana), deu entrevista com insinuações, sempre com postura falsamente neutra e de polidez que encobre o dever profético de denunciar às claras, estilo dos que tentam se equilibrar sobre o muro falacioso da imparcialidade, ao cabo servindo ao dominador desumano, que se sente “abençoado” por não ser denunciado objetivamente.

Por outro lado, padres da mesma igreja gravam vídeos, falam nas missas e nas rádios defendendo o fascismo, ideologia satânica do tosco Bolsonaro, atacando com mentiras e fake news a tudo o que vem pelo lado da articulação social-democrata de Fernando Haddad, que nada tem a ver com revolução socialista.

Tais padres e bispos da Igreja Católica Romana, que exercem o terrível papel na defesa do nazifascismo, comparando-se aos que depredam crianças e famílias através da pedofilia, se somam aos pastores e “bispos” coronéis neopentecostais, verdadeiros vendedores de produtos e quinquilharias do mercado religioso, tão pernicioso quanto o sistema bancário e a indústria e comércio da bala, não enrubescem nem contam com as denúncias de dom  Leonardo Steiner, livres, portanto, para cometerem os crimes da manipulação dos cegos e surdos das paróquias e das audiências deles.

Por isso dom  Leonardo Steiner identifica os dois candidatos, sem aprofundar a análise, coisa que seria fundamental se houvesse compromisso profético e evangélico por parte atual CNBB.

É bom tirarmos das palavras de dom  Leonardo Steiner o indicativo de que a saída é pela chapa Fernando Haddad, de maneira clara e sem bitolamento sectário de caráter partidário.

É questão de salvação nacional, a última chance pacífica do povo brasileiro. Caso não aproveitarmos essa saída as palavras murais e adocicadas de dom  Leonardo Steiner não evitarão o derramamento de sangue, principalmente de nossos filhos, netos e dos inocentes, caso aconteça a desgraça da eleição do fascismo com Jair Bolsonaro.

“Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e justiça social, ou não”, disse dom Leonardo Steiner em entrevista ao portal de notícias brasileiro UOL.

Dom  Leonardo Steiner alertou, e aí há um indício envergonhado de que ele reconhece o fascismo presente na candidatura de Bolsonaro e de todo o sistema de comunicação dominante:  que devemos evitar  “votar com o coração cheio de ódio”, disse quase inaudivelmente dom Steiner.

“Nem pensando que vamos mudar o Brasil de uma hora para outra: não existem salvadores da pátria, mas uma democracia que precisa ser permanentemente construída”, outra vez sem dizer claramente quem se toma como salvador da pátria é Jair Bolsonaro, tanto que foi ao Rio Jordão tomar banho em forma de batizado imercial.

“Antes da primeira volta das presidenciais do país realizadas no passado domingo, a CNBB havia lançado um manifesto público em que alertava os fiéis sobre candidatos que usam a religião para se promoverem, mas disseminam a violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito, fazendo críticas veladas ao candidato que liderava as sondagens Jair Bolsonaro”, comenta a reportagem da UOL.

“São escandalosas as posturas alienadas de muitos cristãos e as adesões a um candidato à presidência [Jair Bolsonaro] que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres”, lê-se naque  nota anterior da CNBB.

“Ele utiliza falsamente as temáticas do aborto, género, família e ética; faz apologia à tortura, à pena de morte e ao armamentismo; e é réu por injúria e incitação ao crime de violação”, acrescentou.

Um comentário

  1. Não podemos deixar de perceber que a radicalização conservadora que agora atinge a sociedade brasileira e as eleições presidenciais teve um começo já dentro da Igreja Católica. O sucessor de Dom Paulo Evaristo Arns, por exemplo, foi incapaz de honrar a tradição diocesana de defesa dos direitos humanos. Que vergonha e que tristeza para os cristãos desta igreja particular lembar que o grito profético de "Brasil/Tortura nunca Mais" foi abafado por uma prática que finalmente pode colocar o próprio evangelho em descrédito diante da omissão e do silencio face ao comportamento de um deputado que dedica seu voto pelo golpe a um torturador.